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FNE e Fenprof receiam pela qualidade do ensino com criação de mais agrupamentos
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Ministério da Educação deu por concluída a constituição de mega-agrupamentos com mais 18 novas unidades. A Federação Nacional da Educação (FNE) considerou esta terça-feira que a criação de mais agrupamentos de escolas “compromete a qualidade” do ensino e da aprendizagem, um receio partilhado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que acusa a tutela de cometer “disparates uns sobre os outros” e de “pôr em causa o futuro da Educação”.

Na segunda-feira, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) deu como terminado o processo de fusão de agrupamentos e escolas com a constituição de 18 novas unidades, que se juntam aos 300 “megas” já formados desde 2010. Para o secretário-geral da FNE,  a “rede fica mal definida” e "excessivamente grande". “São unidades excessivamente grandes. Não se garantiu aquilo que é a prevalência de critérios de ordem pedagógica sobre critérios de ordem administrativa e financeira”, afirmou João Dias da Silva, realçando que a FNE está preocupada com a qualidade do ensino e da aprendizagem e com o que deveria ser o trabalho a desenvolver entre professores e alunos.

No entender do secretário-geral da FNE, o Governo preocupou-se apenas com questões de ordem administrativa e com os custos. “O que está em causa são critérios de ordem financeira e poupança. Tem a ver com a redução de custos em termos de número de pessoas. A verdade é que vamos ter um maior número de alunos atribuídos por professor”, disse.

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MEC quer "exterminar professores", acusa director Graça Barbosa Ribeiro
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Professores dizem-se enganados pelo ministério na sequência do anúncio de que a mobilidade especial também se aplicará aos docentes. O dirigente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, acusou nesta quarta-feira o Ministério da Educação e Ciência de pretender “exterminar os professores, enquanto profissionais e como cidadãos”.

“Há coisas que não se fazem, mas muito menos nesta altura do ano”, criticou Filinto Lima, referindo-se ao anúncio da possibilidade de os professores com horário zero passarem à mobilidade especial e à proposta de redução dos quadros de zona pedagógica, hoje avançados pelo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida.

Dizendo-se completamente “apanhado de surpresa”, Filinto Lima previu, em declarações ao PÚBLICO, que “estas notícias vão provocar a desestabilização total nas escolas”.“Vai ser terrível, terrível. Fico sem palavras para expressar até que ponto”, afirmou. Voltou a usar o termo para classificar os reflexos que estas medidas terão na vida dos professores, quer dos que venham a ser colocados a centenas de quilómetros de casa (devido à redução dos QZP) quer dos que venham a ser colocados em mobilidade especial. "Ninguém contava com isso. O ministro da Educação, Nuno Crato, e o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, sempre garantiram que não se aplicaria aos professores”, comentou.

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