O Governo vai concluir até final do ano lectivo uma nova estratégia para o currículo do ensino básico e secundário, baseada na definição de metas de aprendizagem para cada ciclo e áreas nucleares, segundo as Grandes Opções do Plano.
"Pretende-se fazer ajustamentos no plano de estudos do ensino básico, de forma a reduzir o número de unidades curriculares simultâneas em cada ano de escolaridade" e a "promover uma maior flexibilidade de gestão", bem como a "efectiva integração curricular de áreas transversais", como a Educação para a Saúde e a Educação para a Cidadania.
Estas iniciativas serão desenvolvidas "de forma faseada até ao ano lectivo 2012-2013", de modo a assegurar mecanismos de consulta, acompanhamento e monitorização.
O Governo compromete-se também diversificar a oferta educativa e formativa dirigida aos jovens do ensino secundário, "através da valorização das modalidades de dupla certificação, de uma oferta adequada aos seus interesses e expectativas e da conclusão da reforma do ensino artístico".
Prevê igualmente consolidar e desenvolver programas e projectos destinados a melhorar as competências-chave e combater o insucesso e abandono escolar precoce, apostando na "prevenção e detecção" de situações de risco, com o envolvimento das famílias e da comunidade local.
A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) realiza hoje um seminário no qual vai debater a sobrecarga de horário dos professores, uma das principais preocupações do sector, disse à Lusa o dirigente sindical João Dias da Silva.O seminário, que se destina a dirigentes e activistas dos sindicatos que fazem parte desta organização, visa a organização do tempo de trabalho dos professores e realiza-se no dia em que passam três anos da publicação em Diário da República do Estatuto da Carreira Docente.
“A sobrecarga de horário para professores é uma das matérias que mais nos tem preocupado”, afirmou João Dias da Silva, acrescentando que esta é também uma oportunidade de balanço das diversas acções da FNE ao longo dos anos sobre o tema.
A federação vai ainda analisar exemplos de outros modelos de organização de tempo dos professores em países da União Europeia e da OCDE e retirar conclusões relativamente ao que deve ser desenvolvido com o Ministério da Educação, acrescentou.
Segundo João Dias da Silva, o seminário será também uma oportunidade para “reflectir sobre as funções da escola pública na sociedade portuguesa e, dentro das suas responsabilidades, quais as que pertencem aos professores”. “São profissionais com responsabilidades próprias, não lhes cabe resolver todos os problemas que existem nas escolas”, sublinhou.