O Ministério da Educação quer fazer alterações no plano de estudos do ensino básico e vai mexer no número de disciplinas para que haja uma maior articulação das áreas curriculares. O número de horas também vai sofrer mudanças, revelou a ministra Isabel Alçada na abertura do seminário O impacto das avaliações internacionais nos sistemas educativos, no Conselho Nacional de Educação (CNE), ontem, em Lisboa.
Isabel Alçada está preocupada com o trabalho na sala de aula. Além das competências básicas na área da leitura, escrita, Matemática e Ciências, também as Tecnologias de Informação e Comunicação são consideradas essenciais, avançou a ministra, acrescentando que a tutela está a dar grande atenção ao currículo, de maneira a resolver problemas e promover melhores resultados escolares.
Além do "ajustamento do plano de estudos" para o básico, outra das acções prioritárias é estabelecer metas de competências para cada ano de escolaridade - esta foi a primeira medida anunciada por Alçada. Esta é também uma das medidas que a maior parte dos países com bons resultados no estudo PISA (que avalia a literacia na língua materna, Matemática e Ciências dos alunos do 15 anos dos países da OCDE) já adoptou, revela o estudo Opções educativas sectoriais de alguns países integrados no PISA, coordenado por Glória Ramalho e encomendado pelo CNE, ontem apresentado.
A Ministra da Educação garantiu que “os professores terão um modelo de avaliação em que se revejam”, sublinhando que “há já muito trabalho de afinação de critérios feito para que o novo modelo de avaliação se articule bem com a carreira docente e para que a carreira traduza uma forma rigorosa e exigente de progressão”.
Isabel Alçada, que falava à margem do seminário “Informação e Orientação Escolar e Profissional - Referenciar Experiências, Perspectivar Caminhos”, organizado pela Associação Nacional de Escolas Profissionais, indicou ainda que “o ministério tem tudo preparado para que o primeiro ciclo da avaliação dos professores esteja fechado em Dezembro”.
“Em relação ao futuro, estamos a trabalhar para fazer ajustamentos, de forma a tomar em consideração tudo o que as escolas têm vindo a realizar”, bem como “o que as pessoas valorizam no trabalho do professor e que se traduz em melhoria da qualidade de ensino e em resultados do sistema educativo”, acrescentou.