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Por todo o País professores descontentes associam-se!

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158863 Mensagens em 13083 Tópicos- por 41471 Membros - Membro Mais Recente: Aldirene

Setembro 10, 2010, 02:50:05
Sala dos Professores* A falar é que a gente se entendeGeralPor todo o País professores descontentes associam-se!
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Endurecer a luta, correr com a ministra!

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« Responder #795 em: Março 20, 2010, 04:16:42 »



Avaliai-vos uns aos outros, como o Director vos escolheu e avaliará. Ámen!



 
Aí está a famigerada e instabilizadora ADD de Maria de Lurdes Rodrigues e dos sindicatos, contra a qual milhares e milhares de professores combateram.

Sem prejuízo de análises detalhadas que venha a empreender do documento, é certo e sabido que este é mais um contributo para a degradação da vida das escolas, para a secundarização da função essencial do professor, que é ensinar, e, sobretudo, para um menor investimento dos professores no apoio à aprendizagem dos alunos (a descida nos resultados dos exames nacionais do secundário, nas escolas que implementaram este modelo de avaliação, não engana), de tão preocupados e sobreocupados em avaliarem e serem avaliados.

Está aberto o jogo do faz de conta.
Ler esta rica prenda aqui:
http://movimentopromova.blogspot.com/2010/03/projecto-de-decreto-regulamentar-da.html

Projecto de Decreto Regulamentar da Avaliação do Desempenho Docente

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Etiquetas Modelo de Avaliação
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« Responder #795 em: Março 20, 2010, 04:16:42 »

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Endurecer a luta, correr com a ministra!

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« Responder #796 em: Março 21, 2010, 12:04:36 »



O Ministério Da Rectificação
 

Governo recua em toda a linha com os professoreshttp://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=166328

Recuou na avaliação, recuou no estatuto do pessoal docente, recuou nas aulas de substituição, recuou no estatuto do aluno...

De tanto rectificar e recuar, ainda cai ao precipício.


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Marcadores: O PS no seu melhor
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« Responder #797 em: Março 21, 2010, 03:17:28 »



Março 20, 2010
Estou farto!

 
Desabafo de um marido de uma professora, numa excelente crónica que vale a pena ler e divulgar, pela forma (em primeira pessoa) como desmistifica as acusações que alguns despeitados da vida fazem aos professores.

Talvez o problema de compreensão do "mais inútil dentre todos os inúteis", Miguel Sousa Tavares, a propósito da vida dos professores, resida no facto de nunca ter convivido com professores, porque professora não é, propriamente, estrela de novela.

Alguém que lhe leia esta crónica.

Estatuto da Carreira Indecente
http://persuaccao.blogspot.com/2010/02/minha-primeira-carta-de-tras-da-serra.html

Publicada por Octávio V Gonçalves 0 comentários   
Etiquetas Vida de Professor
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« Responder #798 em: Março 22, 2010, 03:55:48 »



Domingo, Março 21, 2010
A decisão de reforçarmos a intervenção do PROmova é tua!



 
Envia-nos o teu nome e o da tua escola de pertença/colocação para o e-mail profsmovimento@gmail.com

Mobiliza também os colegas da tua escola a subscreverem esta Plataforma, para que as nossas reivindicações possam ter mais força


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Etiquetas: PROmova
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« Responder #799 em: Março 23, 2010, 02:47:42 »



Segunda-feira, Março 22, 2010
Reunião CDEP: 23/03, pelas 21h em Algés
 
Reunião da CDEP – terça-feira, dia 23 de Março, 21 horas, Liga dos Melhoramentos e Recreios de Algés, Rua Ernesto da Silva, nº 95, R/c

De acordo com o que se combinou na última reunião da CDEP, informamos a realização da nossa reunião no próximo dia 23, pelas 21 horas, na Liga de Algés.


Propomos que a ordem de trabalhos seja a seguinte:


1 - Informações

2 - Tomada de posição da CDEP sobre o PEC

3 - Que iniciativas poderemos tomar, em ligação com a defesa da Conferência Nacional em Defesa da Escola Pública?


Postado por paula montez às 18:21 0 comentários   
Marcadores: intervenção da CDEP, ordem de trabalhos, reunião 23/03/2010
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« Responder #800 em: Março 23, 2010, 02:49:50 »



À atenção dos responsáveis do ME
Publicado em Educação por APEDE em 22/03/2010


Sempre insistimos na necessidade de serem ouvidos os professores, que estão no terreno, sobre eventuais alterações nos diversos domínios da política educativa, nomeadamente no que respeita à reorganização curricular.

A APEDE apresentou publicamente a sua Proposta Alternativa, no passado mês de Dezembro, da qual surgiram hoje alguns aspectos (que devem ser contextualizados com a leitura da proposta global), no Jornal Público, em conjunto com algumas sondagens oportunamente promovidas pelo Paulo Guinote. Seria bom que estes contributos e opiniões de professores, que leccionam dia a dia nas escolas, e conhecem bem a realidade concreta, fossem tidos em conta nas medidas e decisões que vierem a ser adoptadas pelos responsáveis do ME.



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« Responder #801 em: Março 24, 2010, 02:19:29 »



Março 23, 2010
A Ler… Com Muita Atenção…
Posted by Paulo Guinote under Docentes, Quotidianos, Testemunhos
[13] Comments


Tinha já recebido esta carta por mail uma svezes, mas sem autoria atribuída, pelo que não quis postar. Para além do testemunho, são também interessantes os links que lhe foram adicionados:

Carta de uma professora desesperada
http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=educar.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Faeiou.expresso.pt%2Fcarta-de-uma-professora-desesperada%3Df572074

Numa altura em que o ambiente que se vive dentro das escolas está na ordem do dia, pedi a uma amiga que é professora no ensino público há 14 anos para me descrever como é hoje exercer essa profissão.
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« Responder #802 em: Março 30, 2010, 01:48:08 »



sexta-feira, 26 de Março de 2010
“Não sei se os movimentos de professores vão ler isto…”
 


Caros Amigos:
Aqui vai um comentário que publiquei no Passa Palavra, na discussão de
um artigo sobre a luta actual dos profs no estado de São Paulo (Brasil).

Abraços, José Mário Branco.


As lutas de professores de São Paulo ( http://passapalavra.info/?p=20648 ) - que são objecto de recentes artigos no Passa Palavra e dos muitos (e interessantes) comentários a eles - deveriam sugerir aos leitores de Portugal pelo menos duas reflexões importantes:

1) A relação dos professores com o sistema educativo, por um lado, e com as estruturas sindicais, por outro, têm grandes pontos de semelhança nos dois países. Os professores portugueses tiveram, até às eleições legislativas do último outono e à nomeação da nova ministra Isabel Alçada, uma vitalidade e um grau de autonomia que parece ter-se esvaído. Porquê? Em oposição à anterior ministra, houve gigantescas (à nossa escala) e frequentes manifestações, centradas essencialmente em dois aspectos correlacionados da vida dos professores: problemas de emprego e salários (Estatuto da Carreira Docente, sistema de avaliação, quadro de efectivos e colocações), e problemas de “dignidade”, ante o forte ataque do governo à reputação dos professores e do funcionalismo público em geral. A nova ministra entrou com o claro objectivo de contrastar com o autoritarismo e a antipatia da sua predecessora, e de ostentar “disponibilidade para a negociação”. A partir daí, temos o silêncio total, salvo alguns protestos esparsos de chefes sindicais quanto às negociações em curso. Facto é que os movimentos autónomos e relativamente espontâneos que deram vida aos grandes protestos de professores não aparecem, só se ouve a “refilice” das estruturas sindicais tradicionais. Isso faz-me pensar que esses movimentos eram autónomos, sim, quanto às formas de mobilização, mas completamente atrelados ao sistema sindical quanto às formas de luta e aos conteúdos das reivindicações.

2) Da última asserção decorre que o grau de autonomia está dependente do grau de consciência dos autonomizados quanto às razões politico-sociais do seu mal-estar. A tentação autonomista dos profs portugueses decorria, não de uma discordância de fundo quanto aos conteúdos da luta (lista de reivindicações, ou pauta), mas de uma insatisfação quanto à eficácia e à fiabilidade dos seus representantes sindicais “normais”. Nos debates feitos pelo Passa Palavra, há um ano, com representantes de todos esses movimentos as intervenções centraram-se na dignidade e no respeito pela sua classe, nas condições materiais do exercício da profissão e na segurança das carreiras profissionais. Disso só destoou o Sérgio Niza, do Movimento da Escola Moderna (que não é um movimento trabalhista, mas sim um movimento de reflexão e formação pedagógica), que pôs em causa a consciência social e pedagógica dos professores, relativizando as questões categoriais que os levaram para a rua - e o mesmo aconteceu com um artigo de Pedro Branco, também activista do MEM, aqui publicado.

Para isto, eu só vejo uma explicação: os professores portugueses, na sua imensa maioria, continuam alienados na visão política da classe dominante. Não havendo (como não há aqui, mas há no Brasil) movimentos sociais fortes e estruturados dos trabalhadores mais pobres, os professores não ganham consciência política e social e, por isso, não conseguem autonomizar as suas lutas do eterno e dominante tandem sindicatos/ministério.

Não encontro melhor prova de que a educação é uma ferramenta da reprodução do sistema capitalista. E como a classe capitalista portuguesa é atrasada e cheia de vícios parasitários que prejudicam o seu próprio desenvolvimento, não se colocam, no terreno, as questões levantadas pela necessidade de favorecer a produtividade e, como diria o João Bernardo, a luta social no terreno da mais-valia relativa.Não sei se esses movimentos dos professores portugueses vão, sequer, ler estes artigos e estes comentários… O seu silêncio tem sido confrangedor. Mas aqui fica a interpelação.


Publicada por Movimento Escola Pública
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« Responder #803 em: Abril 04, 2010, 09:55:06 »

Citação de:


Seis meses de conversa fiada
4.4.10 Publicado por: Cristina Ribas
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http://www.profblog.org/2010/04/seis-meses-de-conversa-fiada.html

Passaram quase 6 meses após a tomada de posse de Isabel Alçada como ministra da educação. Dei-lhe o beneficio da duvida durante quase 5 meses. Apreciei a linguagem e a postura da nova ministra: uma linguagem que mostra compreensão pelos problemas dos professores e a uma postura dialogante e bem educada. Verifico, no entanto, que as mudanças ocorridas nas politicas educativas foram de mera cosmética. A postura dialogante e a linguagem bem educada não são suficientes para saciar a fome de justiça de uma classe que foi vilipendiada durante quatro anos e meio.

Verifico que, na hora da verdade, isto é, na hora de legislar, a ministra da educação fica-se pelas intenções. O caso do modelo de avaliação de desempenho é exemplo disso. E o caso das alterações ao estatuto do aluno também. A substância não mudou. O novo diploma de ADD mantém a linha de defesa da burocracia escolar e o diploma que altera o estatuto do aluno conserva a desresponsabilização de pais e alunos. São dois diplomas que não alteram nada de substancial em relação ao actual status quo. Não se compreende o aplauso da Fenprof num caso e noutro.

Seis meses de inacção e muita conversa fiada deram para perceber que o Governo de Sócrates mantém o rumo na educação: um rumo que conduz à decadência da escola publica, à desresponsabilização dos alunos absentistas e indisciplinados  e à construção estatística do sucesso escolar.

Seis meses passados, nada de substancial mudou na Educação. São necessários novos protagonistas e novas politicas. Os protagonistas actuais estão demasiado enfeudados ao socratismo e não têm autonomia nem capacidade para mudar mudar as politicas educativas. São parte interessada no status quo, embora saibam que o caminho traçado nos últimos anos conduz a deterioração das escolas publicas. Eles sabem isso. E foi por isso que colocaram os filhos em colégios privados de elite.

Ramiro Marques


Estatuto do Aluno, Isabel Alçada, Moções de rejeição da ADD, Política educativa
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« Responder #804 em: Abril 06, 2010, 01:50:54 »



A unidade da classe não se constrói à custa de uma paz podre - uma crítica aos sindicatos
5.4.10 Publicado por: Cristina Ribas
0 Comments and 0 Reactions 


Sempre defendi a unidade da classe e continuo a ter a mesma postura mas não sou adepta da paz podre. A unidade só se constrói com o diálogo, com a integração de diferentes perspectivas, com a aceitação do lugar que cada um tem e com a integração das diferentes perspectivas, que tem que ter subjacente a procura da verdade. Assim sendo, não posso deixar de criticar os sindicatos pela sequência de atitudes que têm tido, que, em minha opinião, muito têm prejudicado a educação e que nos últimos meses em nada têm contribuído para a definição do rumo educativo, apesar de terem sustentado em determinada altura, a luta dos professores com muita consistência.

 

Depois de ter convocado os 80.000 professores presentes na última manifestação, Mário Nogueira e todos os outros sindicatos recusaram-se a apoiar uma manifestação, para a qual já por eles tínhamos sido convocados, com a justificação de que não seria correcto fazê-lo em vésperas de eleições. Mas não foi isso que foi feito na altura das eleições europeias? Ou os sindicatos, imbuídos do espírito político-partidário, temiam que o desgaste do PS fosse maior do que o que lhes convinha?!… A seguir vem como diz e muito bem o Ricardo Silva, a assinatura do Acordo de Princípios, que forçosamente tinha que acontecer nem que fosse numa inexplicável maratona negocial, que nada trouxe de bom à classe docente – muito pelo contrário: os sindicatos permitiram que os professores fossem desonestamente desrespeitados uma vez que é falso que todos os professores possam chegar ao topo da carreira o que, em parte acontece através do reposicionamento na carreira com perda de mais tempo de serviço além do congelamento, e das novas regras de aposentação. O modelo de avaliação de desempenho quase nada mudou e o que mudou não foi para melhor – mais do mesmo!

Já quando chegou a altura de os sindicatos mostrarem que tinham propostas válidas, apresentaram um modelo de avaliação sem pés nem cabeça, que envergonhou a classe. O mesmo não se pode dizer dos movimentos independentes que apresentaram uma proposta bastante credível a que ninguém, infelizmente, ligou…

Mas se poderia haver da parte de alguém alguma dúvida quanto à falta de preocupação dos sindicatos pelas questões pedagógicas, foram completamente desfeitas pela colagem ao socratismo – alguém seria capaz de imaginar os sindicatos, sobretudo a Fenprof, que tanto afirmaram lutar verdadeiramente pela educação, a rejubilarem com as propostas de Sócrates / Isabel Alçada, que incluem a não reprovação por faltas, que atribui às escolas a responsabilidade pelas faltas dos alunos e que fala na retenção como um trauma para os alunos?!… Mas a realidade é essa!

Muito se tem falado da capacidade de mobilização dos sindicatos, até pelas condições económicas que têm, mas na altura em que os professores não concordaram com a decisão que tomaram, avançaram e os sindicatos não tiveram outro remédio senão seguir a classe que representam… É que é preciso ter bem presente esta questão – os sindicatos são nossos representantes, não somos nós que temos que agir em conformidade com as suas decisões, até porque nem os sindicatos o conseguiriam fazer porque são professores que há muito tempo não dão aulas, pelo que o seu trabalho só pode ser eficaz se estiver em ligação directa com os professores que estão no terreno e acompanham por isso, o dia-a-dia das escolas.

Assim sendo, penso que é urgente todos nós professores pensarmos bem no que queremos e de que forma vamos reagir contra esta proposta de alteração ao Estatuto do Aluno que mais não é do que brincar com a educação, enganando alunos, pais e encarregados de educação e toda a sociedade de uma maneira geral, além de tornar cada vez mais difícil e complicada a missão Ser Professor! Mas não é só o Estatuto do Aluno que precisa da nossa reacção – toda a política educativa precisa de um rumo que só connosco, professores, pode ser dado. Será que temos noção do que valemos?
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« Responder #805 em: Abril 07, 2010, 01:50:24 »




Vamos permanecer unidos. Aderi à Plataforma de Professores Identificados com a Agenda do PROmova
6.4.10 Publicado por: Cristina Ribas 4 Comments and 2 Reactions



Foz - Porto

Faço questão de reter bem vivas dentro de mim as vivências da luta dos professores. Ninguém imaginava, e talvez nem nós, que os professores fossem capazes de tamanha mobilização. Não foi fácil e as situações de tensão sucederam-se mas sempre encontrando a solução da unidade da classe, a única possível para a vitória da luta. Vitória sim porque se ainda pouco se decidiu, alguma coisa já mexeu e tudo o resto continua por decidir e os professores não desistiram de lutar porque não podem deixar de ser fiéis aos valores educativos em que acreditam.

Toda esta luta só foi possível porque sempre soubemos perceber os momentos em que devíamos insistir na nossa opinião e os momentos em que devíamos dar lugar à opinião do outro. Professores de uma maneira geral, sindicatos e movimentos independentes, trabalharam juntos rumo às mudanças que se impunham na educação. Mas há muitas mudanças que precisam acontecer, impõe-se a reforma educativa que tão necessária é mas que tanto tarda em acontecer.

Como só na unidade podemos aspirar à mudança de rumo, decidi aderir à Plataforma de Professores Identificados com a Agenda do PROmova. É esta atitude um sinal contra os sindicatos? Não. De forma alguma, embora eu pense que neste momento estão demasiado vinculados aos aspectos negativos das propostas do governo. Cada um tem e continua a ter o seu lugar e não pode ser de outra maneira.

Assim, esta minha adesão é um sinal de apelo à união para que a nossa luta possa ser renovada. Os próprios movimentos independentes integram professores de vários quadrantes políticos, o que significa que é possível lutar pela educação sem ter na retaguarda os partidos políticos, aliás, a fidelidade às agendas partidárias só pode prejudicar a luta dos professores, que entendo como uma forma de colaborar com a tutela, mostrando-nos irredutíveis no que é essencial!

Termino agradecendo aos movimentos independentes, Apede, PROmova e Mup, toda a dedicação, todo o empenho, todo o tempo disponibilizado para esta luta que não seria a mesma se não existissem desta forma!

Vamos aderir!

Permaneçamos unidos para que a luta possa ser enriquecida!
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« Responder #806 em: Abril 11, 2010, 02:25:05 »



A Propósito do Concurso para 2010/11…
há uma questão fundamental a salvaguardar!
Publicado em Educação por APEDE em 09/04/2010


A APEDE vem chamando a atenção, desde sempre, para as iniquidades, perversidades e injustiças que enlamearam todo o processo de avaliação de desempenho docente, no 1º ciclo avaliativo, entre 2007 e 2009. Processo de avaliação que foi, todos o sabemos, uma monumental farsa! Sempre afirmámos que seria fundamental a não consideração  das classificações ditas de “mérito” para efeitos de graduação a concurso e progressão na carreira. Para nós, o oportunismo não pode pagar! O oportunismo não pode render dividendos e  não aceitaremos nunca, em silêncio, que milhares de colegas que souberam resistir e lutar, venham agora a ser ultrapassados, sofrendo prejuízos irreparáveis para toda a sua carreira. É que  um ou dois valores a mais, na graduação profissional,  correspondem a mais um ou dois anos de tempo de serviço. Pura e simplesmente inaceitável! Nunca, jamais, com este modelo de avaliação! Esta farsa não pode deixar nódoas tão sérias, tão graves, tão indignas!

A APEDE relembra que, no final da  longa  noite da celebração do  Acordo, o líder da FENPROF, Mário Nogueira, afirmou perante as televisões, de forma clara e bem audível,  na conferência de imprensa que se seguiu à assinatura do referido Acordo, que tinha ficado GARANTIDO que as classificações de Excelente e Muito Bom NÃO SERIAM consideradas para efeitos de concurso. Vimos, ouvimos  e registámos! Por isso mesmo, nunca mais tocámos no assunto. E aguardamos agora a confirmação, em letra de lei, desse ponto concreto do Acordo.

Até agora, e pelo que pode ler-se no Aviso nº 7173/2010,  a legislação aplicável ao concurso para 2009/2010, é exactamente aquela que consagra a ignomínia da bonificação farsante que penaliza quem lutou (não entregando OI e não solicitando aulas assistidas) e premeia quem traíu a luta. A APEDE sempre foi muito clara neste ponto e chegou agora o momento da verdade. A ver vamos que novidades surgirão nos próximos dias… pois na blogosfera o assunto já mexe. Como não podia deixar de ser.
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« Responder #807 em: Abril 11, 2010, 02:39:35 »



Negociações dominadas pelo conceito de professor-cobaia

 
A Fenprof (e a Fne) sempre defendeu, desde Janeiro de 2008, que a aplicação do modelo de avaliação devia ter sido objecto de um período experimental para testar se a coisa funcionava. Foi com este espírito que assinou o enjeitado "memorando de entendimento", em Abril de 2008, numa estratégia de concertação com o socratismo que a reacção dos professores nas escolas e os movimentos espontâneos de professores fizeram abortar, prolongando uma contestação sem precedentes que, entre outros efeitos, desgastou o governo de Sócrates, contribuindo decisivamente para a perda da sua prepotente maioria absoluta.

A prova dos nove deste modelo de avaliação já foi empreendida, e de forma concludente, no quadro do 1º ciclo de avaliação:

- na sua versão integral ("complex"), o modelo de avaliação é um inferno burocrático que coloca professores a avaliarem professores de modo inconsistente e pouco sério, além de que parasita a função essencial dos professores e prejudica o rendimento dos alunos (os resultados dos exames nacionais em 2009 comprovaram-no);

- na sua versão simplificada ("simplex"), o modelo de avaliação é uma farsa de cabo a rabo.

O Acordo de Princípios não passou do retomar do espírito colaborante com as políticas educativas do socratismo, em matéria de avaliação do desempenho, pelo que não se estranha o ressuscitar da velha ideia da experimentação do modelo de avaliação.

É o que se pode inferir do comunicado que dá conta da reunião ocorrida entre a Fenprof e o Ministério da Educação, no dia 9 de Abril, o qual nos brinda com estas pérolas:

- "Não estando em causa, nesta reunião, o modelo de avaliação que, rapidamente, se provará não ser adequado às necessidades das escolas e dos docentes, exigindo-se, já no final do seu primeiro ciclo avaliativo, uma revisão profunda (...)" (note-se que a reunião ocorreu "no âmbito da negociação suplementar do projecto de decreto regulamentar da avaliação de desempenho dos professores");

- convém ler as intenções discutidas pelo meio;
http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=391&doc=4644

- "A FENPROF considera positivo o resultado desta reunião, embora as questões que poderão ser resolvidas não sejam suficientes para dissipar as preocupações e desacordos que a FENPROF vem manifestando em relação ao regime de avaliação que vigorará depois da entrada em vigor do novo ECD".

Estamos entendidos: o modelo de avaliação não é adequado (então por que razão o aceitaram mais uma vez em sede negocial?), mas os professores-cobaias experimentá-lo-ão durante mais um ciclo de avaliação, com todas as consequências nefastas para si próprios, para os alunos e paras escolas, e depois logo se verá.
O problema é que o modelo já foi experimentado, como referi em cima, e os resultados estão à vista.

É uma postura séria continuar a insistir no que já demonstrou não ser consistente e sério, sobretudo quando a re-experimentação vai, novamente, ser feita à custa da deterioração das relações entre os professores e da perturbação das escolas?

Quando o socratismo se afundar definitivamente no descrédito das suas políticas e da sua mediocridade, esta geração de dirigentes sindicais afundar-se-á com ele.


Publicada por Octávio V Gonçalves 0 comentários   
Etiquetas Modelo de Avaliação




Abril 10, 2010
Não permitiremos que as escolas se transformem em "locais de subjugação"



Contra a "panelinha" que, neste momento, existe entre as actuais direcções sindicais e o Ministério da Educação, e que não se traduz em nada de substancialmente favorável para professores, alunos e escolas, é imprescindível que os professores, individualmente ou associados em movimentos, continuem a denunciar e a resistir às políticas educativas do socratismo, miseravelmente orientadas para a domesticação dos professores e para a destruição do seu equilíbrio psicossocial e moral, a partir de padrões medíocres e mesquinhos de exercício de pequenos poderes opressivos nas escolas.

Neste contexto, é importante valorizar o posicionamento de Santana Castilho a propósito dos fins que um modelo de avaliação deve prosseguir, o que não acontece com o actual modelo herdado de Maria de Lurdes Rodrigues, o qual, com a benção dos sindicatos que continuam a brincar às experimentações, tem efeitos devastadores sobre as escolas e, especificamente, sobre a saúde dos professores.

Como concordo, em absoluto, com o pensamento de Santana Castilho, aqui fica a peça que integra as suas declarações à TVI:


Ler mais AQUI...
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/professor-suicidio-escolas-santana-castilho-bullying-tvi24/1153453-4071.html

Publicada por Octávio V Gonçalves 1 comentários   
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« última modificação: Abril 11, 2010, 02:42:36 por Ambrósio » Registado
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« Responder #808 em: Abril 12, 2010, 02:08:54 »



Abril 11, 2010
Estou Bastante Confuso, Mas A Culpa Deve Ser Minha
Posted by Paulo Guinote under Concursos, Docentes, Lutas, Negociações, Ponto da Situação
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O concurso para as necessidades transitórias de docentes para o ano de 2010/11 vai começar amanhã, tendo sido publicado o respectivo aviso na passada 6ª feira. De acordo com as regras dele decorrentes a avaliação do desempenho do primeiro ciclo avaliativo terá efeito na graduação dos candidatos.

Isto foi por todos, quase sem excepção, considerado sempre inaceitável em virtude da manta de retalhos que foi a ADD nos dois últimos anos. Se para efeitos de progressão na carreira eu, por exemplo, ainda considerei aceitável que pudessem ser contadas as classificações ditas de mérito, desde que não se penalizasse ninguém por não ser avaliado, para efeitos de concurso acho perfeitamente inconcebível que as graduações sejam bonificadas com base nos Muito Bons e Excelentes.

Até ao momento, tirando a engraçada explicação do Francisco Santos - http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=educar.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Ffjsantos.wordpress.com%2F2010%2F04%2F09%2Finaceitavel%2F&sref=http%3A%2F%2Feducar.wordpress.com%2F (como se os sindicatos, em particular a Fenprof, não soubesse que ia acontecer isto), não vejo qualquer reacção a denunciar o que se está a passar e que, sendo consumado, significará que em qualquer concurso futuro as classificações da ADD serão incorporadas na graduação dos candidatos, com base no precedente deste ano.

Esta é a realidade. Ou seja, após três meses de negociações, nada se conseguiu nesta matéria e estamos perante uma enorme derrota objectiva dos docentes nesta matéria. Mais do que para a progressão na carreira, a tão contestada ADD conta para a graduação profissional.

O silêncio será pesado e tornará ainda mais incompreensíveis as declarações da Fenprof à saída da reunião com o ME durante a 6ª feira ( http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=educar.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Fwww.tvi24.iol.pt%2Fsociedade%2Ffenprof-professores-mario-nogueira-tvi24-avaliacao%2F1153721-4071.html&sref=http%3A%2F%2Feducar.wordpress.com%2F ) ou esta nota do seu Secretariado Nacional onde é possível ler coisas absolutamente sem sentido como esta:

Não estando em causa, nesta reunião, o modelo de avaliação que, rapidamente, se provará não ser adequado às necessidades das escolas e dos docentes, exigindo-se, já no final do seu primeiro ciclo avaliativo, uma revisão profunda, a preocupação da FENPROF foi a de acautelar situações que, não estando previstas, poderiam resultar em dificuldades acrescidas ou mesmo impedimentos à progressão dos professores na carreira.

Se bem estão lembrados, uma avaliação preliminar para a revisão do modelo de ADD estava aprazada para o final do primeiro ciclo avaliativo (Maio-Junho de 2009), daí devendo ter saído propostas de revisão do modelo. O artigo 39º do DR 2/2008 determinava que:

Artigo 39.º
Monitorização e controlo

1 — No final do período de avaliação, cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada apresenta ao conselho científico para a avaliação de professores um relatório, sem referências nominativas, sobre o cumprimento e os resultados da avaliação de desempenho.

2 — Com base nos relatórios referidos no número anterior e na recolha de reflexões dos intervenientes no processo de avaliação sobre o modo efectivo do desenvolvimento desse processo, o conselho científico para a avaliação de professores elabora relatório síntese da aplicação do sistema de avaliação de desempenho do pessoal docente.

O CCAP, presidido pelo actual SE Ventura até fez um relatório, mas a verdade é que se optou por prolongar o simplex.

Ora nesta nota, a Fenprof expressa-se como se o primeiro ciclo avaliativo estivesse a acabar agora ou tivesse terminado há dias e como se isto não fosse um problema com meses e meses e quase mais um ano lectivo transcorrido.

E isto é algo estranho, estranhíssimo  mesmo.

E anota-se a ausência de alarido, daquele alarido que foi feito há uns tempos, quando numa segunda-feira surgiu uma proposta de revisão de ECD com umas novidades que, contudo, só eram novidades para a opinião pública e para os directamente interessados, ou seja, os professores em exercício e afastados dos bastidores das negociações, onde a mecânica dos fluidos informativos está bem oleada.

O que é objectivo é que ao fim de três meses de negociações nada se obteve de concreto e perante o que agora se passa se percebe que está praticamente consumada a derrota numa das mais importantes batalhas que mobilizaram os professores nos últimos anos.

Se o fim da divisão da carreira, grande bandeira da contestação, foi anunciado mas não consumado e a consumar-se será em moldes bastante gravosos para muitos docentes, no caso da avaliação do desempenho, mais do que ela ter sido concretizada, está prestes a ser inscrita na graduação profissional de dezenas de milhar de docentes contratados e muitos milhares de docentes dos quadros que concorram a destacamento.

O que se adivinha irreversível e, mais do que isso, a consumação de enormes injustiças.

Que se diga algo como «todas as preocupações que a Fenprof trouxe a esta negociação foram positivamente respondidas, o que quer dizer que terão consequência no próximo regulamento que vai sair» só pode deixar-nos espantadíssimos, para não enveredar por uma qualquer adjectivação colorida.

Deve ser com vitórias destas que se consegue uma brilhante derrota final.

Bem… uma vitória foi conseguida… a qual foi varrer do espaço mediático quaisquer outros actores sindicais, fruto de uma relação preferencial com os protagonistas actualmente instalados na 5 de Outubro.

E não adianta fazerem apelos aos contratados e denunciarem esta ou aquela inflexão por parte de outros, porque, em boa verdade, os contratados foram os primeiros sacrificados nesta fase de real politik sindical.

Adenda Importante: No blog DeAr Lindo está a descrição de uma reunião realizada na DGRHE em que se traçaram dois cenários para o funcionamento da aplicação electrónica: o da bonificação se manter ou de ela desaparecer.

Isto significa que, muito provavelmente, poderemos ter coreografia na(s) próxima(S) semana(s), o que explicaria a tranquilidade.
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« Responder #809 em: Abril 12, 2010, 07:37:38 »



segunda-feira, 12 de Abril de 2010
INJUSTIÇA NO CONCURSO DE PROFESSORES

É, sem dúvida, escandaloso!

O Concurso de Professores que hoje abre (ver aviso de abertura aqui: http://www.fileden.com/files/2008/5/24/1927457//concursos2010.pdf) contém uma perversidade que se reveste de uma grave injustiça: trata-se da consideração, para efeitos de graduação dos professores, das classificações da Avaliação de Desempenho Docente.

A avaliação realizada, num contexto de forte de luta, contestação, desorganização e arbitrarieadade, não foi, como todos sabem, uma avaliação justa e séria. Nesse sentido, procurou acautelar-se a sua não interferência no concurso de professores.

Mais uma vez, ou os professores foram traídos ou anda tudo muito distraído.

Consideramos que, face a esta situação, os professores deveriam manifestar o seu repúdio perante as organizações sindicais, nomeadamente a Fenprof (fenprof@fenprof.pt), cujo líder, em declarações públicas aquando do acordo com o Ministério da Educação, em Janeiro do corrente ano, garantiu que as classificações de Excelente e Muito Bom não iriam ser consideradas para efeitos de concurso.


Publicada por ILÍDIO TRINDADE em 15:03:00 1 comentários 
Etiquetas: Concurso, sindicatos
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