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Fraudes Políticas (na Educação)

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158375 Mensagens em 13075 Tópicos- por 41406 Membros - Membro Mais Recente: Juzia

Setembro 08, 2010, 12:24:44
Sala dos Professores* A falar é que a gente se entendeGeralTópico: Fraudes Políticas (na Educação)
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Autor Tópico: Fraudes Políticas (na Educação)  (Lida 73101 vezes)
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« Responder #300 em: Janeiro 25, 2010, 05:43:11 »



Janeiro 24, 2010
Convite Aceite
Posted by Paulo Guinote under Negócios, Parque Escolar
[57] Comments


Sócrates defende que requalificação das escolas é uma forma de combater a crise
O primeiro-ministro defendeu este sábado que o investimento público que está a ser feito na requalificação do parque escolar é uma forma de combater a crise e aumentar o número de postos de trabalho. José Sócrates convidou mesmo os portugueses a visitar as escolas.

Então vamos lá a isso:

“Garcia da Orta” cai aos pedaços

Tombaram tectos e portas na escola renovada
Queda de tectos, fugas de gás e infiltrações de água estão a assustar os alunos da Escola Secundária Garcia de Orta, no Porto. Os incidentes sucedem-se, em pavilhões inaugurados no ano passado, e a Parque Escolar anunciou uma auditoria externa.

A descrição de tudo o que tem acontecido nos pavilhões estreados este ano lectivo ocupa meia folha A4 e, para a Associação de Pais de Pais e Encarregados de Educação da Garcia (APGO), que ontem promoveu uma conferência de Imprensa à porta da escola, o que está a acontecer “não tem explicação e são falhas gravíssimas num equipamento novo”.

Curto-circuito encerra escola na Guarda

A Escola Secundária Afonso Albuquerque, na Guarda, foi evacuada esta sexta-feira de manhã devido ao risco de incêndio que teve origem numa avaria nos quadros eléctricos da escola.

Em declarações à Lusa, o coordenador do serviço municipal de Protecção Civil, Granja de Sousa, afirmou que a evacuação ocorreu com normalidade e que se prevê “que ainda hoje o problema fique resolvido pela EDP, ao nível  do exterior, e pela escola, na parte interior, ao nível dos quadros eléctricos  que colapsaram”.

(…)

A escola está em obras ao abrigo do Programa de Requalificação do Parque Escolar, que engloba a construção de dois novos blocos e de um pavilhão desportivo, bem como a recuperação dos edifícios já existentes.

Soares dos Reis precisa de material
(…)

É o subdirector da instituição, José António Fundo, que denuncia a situação, ao JN, explicando que é preciso os professores “fazerem das tripas coração” para conseguirem dar aulas. Em causa, segundo o docente, está “a responsabilidade da Parque Escolar que, unicamente, requalificou e modernizou a antiga escola secundária Oliveira Martins”.

“Por mais que a parceria com a Parque Escolar tenha sido essencial para a mudança da escola da Rua da Firmeza, esta não é responsável pelos equipamentos”, afirmou José António Fundo. “Embora a escola tenha uma reggie com os materiais mais modernos, os alunos têm apenas à disposição uma única câmara de vídeo”.

Gil Vicente com projecto estranho, má construção e fiscalização nula
Secundária da Graça foi abrangida pelo programa de modernização, mas a comunidade escolar sente-se defraudada com a qualidade dos trabalhos.

Ninguém assume a responsabilidade, pelo que é exposto, por péssimos projectos e construção, iniciada em Julho de 2008. A dona da obra é a Parque Escolar, sociedade de capitais públicos constituída para coordenar a renovação das escolas, que até 2011 abrangerá mais de 200 obras e gastará 1200 milhões de euros. A fiscalização compete ao Ministério da Educação, que até agora, segundo o conselho geral do Gil Vicente, nada fez.

Sempre que chove, a água cai nos soalhos de um dos novos edifícios já em utilização na escola secundária com 2º e 3º ciclos de Gil Vicente, na estreita Rua da Verónica, que sobe desde o Campo de Santa Clara até ao Largo da Graça, em Lisboa. A comunidade escolar sente-se incomodada e os corpos directivos e o conselho geral dizem-se impotentes para resolver a situação. Esta, e muitas outras, pois o rol das queixas escorre em 12 páginas. Vai assinado pela direcção, conselho geral, associações de pais e estudantes. Inclusivamente, já foi apresentado no Parlamento pelo PCP.

Mas há mais…


Se espiolharem bem, é mais grave do que o Magalhães…

 
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« Responder #300 em: Janeiro 25, 2010, 05:43:11 »

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« Responder #301 em: Janeiro 26, 2010, 03:35:37 »



Mais um Plano inclinado




ler mais AQUI...
http://www.publico.pt/Tecnologia/portugal-perdeu-oito-posicoes-no-ranking-mundial-do-governo-electronico_1419566



Mais uma bandeira da propaganda socrática que sofre um sério abalo. O país real cada vez coincide menos com o país dos PowerPoint e das encenações mediáticas.

Somos, claramente, um país em perda face àqueles que concorrem connosco, mesmo naquelas áreas que, supostamente, tinham sido objecto de desígnio nacional, como é o caso do Plano Tecnológico. É interessante verificar como os nossos vizinhos, sem alarde nem recurso a um primeiro-ministro emplastro, se situam no topo da lista do e-government.

Talvez, mais logo, haja um jornalista inclemente que confronte Sócrates com este indicador. Ainda se vem a descobrir que é uma consequência inevitável da crise económica.

É bem provável que o DN faça agora a revisão das loas que, em 2007 (quando o Plano Tecnológico e o Simplex ainda davam os primeiros passos), dirigiu à façanha do governo (aqui...).
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=985222

Como referencia a chalaça que por aí circula, os efeitos do choque tecnológico apenas se sentem introduzindo os dedos nas tomadas eléctricas.

Uma vez assente a poeira da prepotência socrática e à medida que a comunicação social e a crendice socialista se forem libertando do seu estado anestésico, outros resultados negativos emergirão e a conclusão tornar-se-á incontornável: Sócrates é um tremendo de um bluff.


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Etiquetas No país de Sócrates
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« Responder #302 em: Janeiro 26, 2010, 07:22:35 »



Janeiro 25, 2010
Agora tu, ONU?

Ainda há bem pouco tempo saiu a OCDE a contrariar o governo, dizendo o contrário deste: depois de uma autêntica campanha de intoxicação da população promovida por MLR e seus acólitos para “impingirem” uma ADD que metesse os malandros dos professores na linha, veio a OCDE dizer que, afinal, os professores portugueses até são dos que têm dos horários mais carregados: aqui...
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1476019

Como um mal nunca vem só, vem agora um relatório da ONU dizer (só pode ser infâmia!) que Portugal desceu oito posições no “ranking” mundial do governo electrónico, em apenas dois anos! Ver aqui...
http://www.publico.clix.pt/Tecnologia/portugal-perdeu-oito-posicoes-no-ranking-mundial-do-governo-electronico_1419566

Basicamente, este relatório analisa a forma como os governos estão a usar a Internet para promover o acesso e inclusão dos seus cidadãos ao nível executivo, legislativo e judicial, assim como a forma como os governos potenciam a interacção governo-cidadãos.

Mas isto é lá possível? Cadê o “Magalhães” e respectivo efeito, promovidos naquela feira “high tech” numa cimeira Ibero-americana? E das ondas do choque (ou será cheque?) tecnológico? E de toda a propaganda à volta de banalidades à volta de TIC e outros quejandos?

Nestas coisas, não estávamos no pelotão da frente, se não mesmo com a camisola amarela?

Aqui há coisa... Esta história parece mal contada. Ou, então, alguém se andou a baldar aos TPC...


Manuel Salgueiro

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« Responder #303 em: Janeiro 26, 2010, 07:25:11 »



A maldição de Midas às avessas, ou de como tudo aquilo em que Sócrates toca se transforma em…Publicado em (Des)governo, Escola por APEDE em 26/01/2010
 

É, de facto, uma tristeza.

Para os mais incautos ou os mais optimistas, a renovação do parque escolar parecia ser uma das poucas iniciativas aparentemente aproveitáveis, no que toca ao sistema educativo, de que os governos de José Sócrates deram mostras.

Pois bem, verifica-se agora que até isso se está a revelar um imenso fiasco, um “flop” monumental, à mistura com as proverbiais ”obscuridades” em matéria de utilização dos dinheiros públicos.

O caso tem as respectivas análises e denúncias aqui:
http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=apede08.wordpress.com&url=http%3A%2F%2F5dias.net%2F2010%2F01%2F23%2Fparque-escolar-requalificacao-ou-oportunidade-perdida%2F

e aqui:
http://educar.wordpress.com/2010/01/24/convite-aceite/

E assim vamos ficando instruídos sobre como se desgoverna este país.
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« Responder #304 em: Janeiro 30, 2010, 02:39:43 »



AINDA O "MAGALHÃES"

PSD questiona Comissão Europeia por causa do "Magalhães"

No preciso dia em que a Assembleia da República dá posse à Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar à actuação do Governo em relação à Fundação para as Comunicações Móveis, por proposta do PSD, os Eurodeputado Social-Democratas Maria da Graça Carvalho, Mário David e José Manuel Fernandes, enviaram hoje uma pergunta prioritária à Comissão Europeia sobre esta mesma questão.

Em Fevereiro de 2009, a Comissão Europeia enviou ao Governo Português uma "Notificação para Cumprir; Infracção n. 2008/4962", relativa ao "Fundo para a Sociedade da Informação". Nela, a Comissão conclui que os contratos de fornecimento de computadores portáteis e de programas informáticos adjudicados pelo FSI estão submetidos às regras da Directiva 2004/18/CE.

Segundo a Comissão, ao adjudicar por ajuste directo os contratos para o fornecimento de computadores portáteis e de programas informáticos num total de 1.140.000 aparelhos, as autoridades portuguesas terão infringido as alíneas a) e c) do n° 2 e o n° 9 do art. 1°, art. 2°, art. 7°, art. 28° e art. 35 da Directiva 2004/18/CE.

Em consequência, a Comissão considera que Portugal não terá cumprido os deveres que lhe incumbem por força das alíneas a) e c) do n° 2 e o n° 9 do art. 1°, art. 2°, art. 7°, art.28° e art. 35 da Directiva 2004/18/CE.

De acordo com notícias vindas a público, o Governo já terá respondido ao pedido de informações da Comissão Europeia em Novembro último pelo que, os Deputados do PSD solicitam agora à Comissão informações sobre o ponto de situação deste assunto, bem como sobre o conteúdo da resposta que Portugal enviou à Comissão.

Por outro lado, os Deputados do PSD, questionam também a Comissão sobre eventuais penas que Portugal pode incorrer se se provar que está a incumprir a legislação comunitária.

In Msn Notícias.
http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=151930283
 

Publicada por ILÍDIO TRINDADE em 20:23:00 0 comentários 
Etiquetas: Comissão Europeia, Governo, Partidos
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« Responder #305 em: Janeiro 30, 2010, 02:51:19 »



SEM CONCURSOS PÚBLICOS É MELHOR... PARA ALGUNS

Deputados exigem auditoria aos investimentos nas escolas


Recuperação das escolas secundárias vale 3900 milhões de euros. PCP e BE exigem auditoria do Tribunal de Contas por causa dos ajustes directos

O maior investimento do governo está a ser feito sem concursos públicos. A reforma do parque escolar existente e a construção de novas escolas está a ser feita à margem "dos princípios da transparência das contas públicas e dos contratos que envolvem o Estado", denunciou ontem o PCP no Parlamento. Para tentar evitar que "assim se estabeleçam contratações absolutamente insondáveis, blindadas à fiscalização da Assembleia da República e dos portugueses", os comunistas querem que o Parlamento peça ao Tribunal de Contas que faça uma auditoria à empresa Parque Escolar EPE.

"São milhões e milhões de euros pagos por ajuste directo, sem possibilidade de escrutínio público até à data e cuja justificação aguardamos ainda do governo e da empresa Parque Escolar", afirma o deputado comunista Miguel Tiago, para quem "a urgência da intervenção nas escolas não pode justificar tudo". "Não pode justificar que milhões de euros sejam pagos a gabinetes de projectistas sem a mínima justificação, que milhões sejam pagos a um conjunto reduzido de empresas escolhidas entre as grandes construtoras do país", afirma o deputado do PCP.

Ana Drago, do Bloco de Esquerda, juntou as suas dúvidas às dos comunistas. O governo está a adjudicar os projectos numa "situação de total opacidade" e, com a nova prorrogação dos ajustes directos decidida pelo conselho de ministros da semana passada, o executivo Sócrates passa a contar, em matéria de construção de escolas, "com dois anos de permanente ajuste directo". Também o PSD, através do deputado Emídio Guerreiro, acusou o governo por, através da adjudicação directa à Parque Escolar, estar a "concentrar o volume de obras em meia dúzia de grupos económicos", inviabilizando "o investimento público de proximidade".

A reacção do PS esteve a cargo da deputada Paula Barros, que invocou o "orgulho" do PS nas obras de requalificação das escolas "em prol da igualdade de oportunidades". "Há obra feita e muita construção em termos de parque escolar", disse a deputada, sem dedicar uma palavra à "opacidade do ajuste directo".

Há uma semana, o conselho de ministros decidiu prolongar até ao fim de 2010 "a aplicação das medidas excepcionais de contratação pública", autorizando o ajuste directo "para a celebração de contratos de empreitada de obras públicas, de locação ou aquisição de bens móveis e de aquisição de serviços, no âmbito da prossecução do objecto da Parque Escolar, E.P.E." Para o governo, só com o ajuste directo "é possível assegurar as condições necessárias indispensáveis à execução do plano de intervenções de reabilitação a desenvolver no ano 2010 (lançamento da fase 3 do projecto de modernização de escolas destinadas ao ensino secundário)" e "a conclusão de intervenções englobadas nas fases anteriores do programa que se encontram em curso", conforme foi justificado no comunicado do conselho de ministros.

O plano de recuperação das escolas secundárias que irá durar até 2015 vale 3900 milhões de euros - à razão de 9,5 milhões de euros por escola - tanto quanto custará o novo aeroporto de Lisboa.

Lançado originalmente em 2007, o governo estimou que o Programa de Modernização do Parque Escolar do Ensino Secundário custaria cerca de 940 milhões. João Sintra Nunes, o presidente da Parque Escolar, empresa pública que gere este pacote de estímulo, explicou ao i em Agosto que "havia uma estimativa inicial que teve de ser corrigida após conhecermos a realidade das quatro escolas que integraram a fase piloto, e depois de avaliarmos muitos outros estabelecimentos espalhados pelo país".

Por exemplo, o grau de degradação dos edifícios (muitos são antigos, alguns centenários) era superior ao previsto e era preciso tratar fachadas, instalações de ventilação e climatização para cumprir com as regras de eficiência energética. E era necessário equipar muitas escolas para que estas conseguissem responder à concentração de um número superior de alunos, cursos e actividades, mudanças que resultaram da política de reorganização da rede escolar.

Quanto ao valor em ajustes directos, Sintra Nunes garantiu ao i, na mesma data, que o montante era residual: "Num projecto [que em média vale 12 milhões de euros] apenas 350 mil euros [3%] é feito por ajuste directo. Isto acontece sim, mas nos fornecimentos de serviços como os de arquitectura e de electricidade."

In Ionline.
http://www.ionline/

Publicada por ILÍDIO TRINDADE em 13:02:00 0 comentários 
Etiquetas: Escolas, Política
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« Responder #306 em: Fevereiro 01, 2010, 07:20:53 »



O professor faz-tudo, até distribui senhas de autocarro…
Publicado em Educação por APEDE em 01/02/2010


A cena ocorre na última sexta-feira, numa escola da área da Grande Lisboa. Passados 20 minutos do início de uma aula de História, com as actividades a decorrerem normalmente, uma “assistente operacional” (como agora se designam as auxiliares de acção educativa), bate à porta e dirigindo-se, simpaticamente, ao professor, entregando-lhe entretanto um envelope, refere: “Professor, são as senhas de autocarro, é para distribuir aos alunos, por favor.” O docente recorda-se então que aquela sexta-feira coincide com o último dia útil do mês e, a exemplo do que acontece naquela escola, todos os meses, há já alguns anos, é solicitado aos professores que procedam  durante as suas aulas, à distribuição das senhas mensais de autocarro pelos alunos, como se, em vez de professores, de repente passassem a ser, por minutos,  meros funcionários das empresas de transportes de passageiros locais.

Aluno a aluno, senhas distribuídas, assinaturas na folha de controlo, verificação dos tipos de senha e, após a aula, uma última viagem à secretaria da escola para entrega do envelope com a referida folha e eventuais senhas não distribuídas, por ausência dos alunos. É esta a pequena  rotina mensal, em diversas salas de aula, numa dada escola deste país. E assim vai a condição docente em Portugal.
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« Responder #307 em: Fevereiro 07, 2010, 12:37:41 »



Como motivar os professores?
6.2.10 Publicado por: Ramiro Marques
1 comentário 

O pior legado da governação socialista na área da educação foi a desmotivação dos professores. Nunca como agora se viu os professores tão descrentes e desmotivados.

A actual equipa que lidera o Ministério da Educação tem consciência do facto e quer inverter o processo porque sabe que existe uma relação entre motivação e desempenho profissional.

O novo estatuto da carreira docente - que será aprovado em Março, na sequência de um processo negocial com os sindicatos - tem como objectivo criar condições para travar a desmotivação dos professores. Poucos duvidam que o novo estatuto da carreira docente cria condições mais favoráveis à progressão na carreira. Termina com a divisão da carreira em duas categorias e elimina os principais bloqueios à progressão.

Os directores das escolas têm um papel a desempenhar no processo motivacional dos docentes. Foi a pensar neles que elaborei o powerpoint Estratégias para motivar professores.
http://www.eses.pt/usr/ramiro/docs/Motivar%20os%20Professores%201.pdf
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« Responder #308 em: Fevereiro 09, 2010, 02:37:39 »



Fevereiro 8, 2010
O Que Estimula A Pressão Para Os Cheques-Ensino
Posted by Paulo Guinote under A Vidinha, Crises
[19] Comments


Aumenta número de pais que não pagam os colégios privadoshttp://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=educar.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Fwww.ionline.pt%2Fconteudo%2F45672-aumenta-numero-pais-que-nao-pagam-os-colegios-privados

Famílias evitam mudar alunos para escolas públicas e acumulam atrasos nas propinas.

Porque muitas vezes é a qualidade que se procura, mas muitas outras é o etsatuto que se não queer perder.
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« Responder #309 em: Fevereiro 12, 2010, 04:14:47 »



quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010
CHEIRA UM POUCO A PROPAGANDA


Educação: Isabel Alçada garante meta da “escolarização universal”

A ministra da Educação, Isabel Alçada, assegurou que “em breve” poderá ser atingida a meta da “escolarização universal no ensino secundário”, a manter-se o “acréscimo de inscrições” verificado no ano letivo de 2009-2010.

A ministra da Educação, Isabel Alçada, assegurou que “em breve” poderá ser atingida a meta da “escolarização universal no ensino secundário”, a manter-se o “acréscimo de inscrições” verificado no ano letivo de 2009-2010.

Isabel Alçada enunciou as “linhas essenciais da política educativa do Governo”, entre as quais o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos, o ensino profissional e a formação de adultos, a educação pré-escolar e a requalificação do parque escolar.

“São já visíveis efeitos positivos decorrentes do anúncio do alargamento e da oferta de vias profissionais diversificadas. No presente ano letivo (2009-2010) verificou-se um acréscimo de inscrições nestes cursos na ordem dos 23 mil alunos. Se o ritmo de procura se mantiver idêntico ao deste ano, o nosso país poderá atingir em breve a meta da escolarização universal no ensino secundário”, disse.

Isabel Alçada apontou ainda o acréscimo “na ordem dos 29 por cento” do investimento na área das Novas Oportunidades na proposta de Orçamento para este ano, que contempla metas como o “acesso generalizado à internet” ou a “disponibilização de computadores aos alunos abrangendo as 100 mil crianças que frequentam o 1º ano de escolaridade”.

A reabilitação do parque escolar - “até 2015 a meta traçada é a reabilitação de 332 escolas (…) estão já concluídas 19 e em obra ou em projecto 133 escolas”, apontou - é outra das metas, a par das “alterações ao estatuto da carreira docente” e do “lançamento de um novo modelo de avaliação de desempenho”.

In Msn Notícias.
http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=152122837

Publicada por ILÍDIO TRINDADE em 22:45:00 0 comentários 
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« Responder #310 em: Fevereiro 12, 2010, 09:38:59 »



sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010
Turmas com menos alunos



O MEP teve acesso a um estudo realizado nos Estados Unidos da América relacionado com o tamanho das turmas. O texto que se segue resultou de uma tradução livre do mesmo, com alguns acrescentos para fazer a adaptação à nossa realidade.


Pesquisa feita pela Michigan State University: Turmas reduzidas trazem benefícios, a longo prazo, para todos os alunos


Contacto: Spyros Konstantopoulos, Education, Office: (517) 432-0259, spyros@msu.edu
Publicado em Oct. 09, 2009 r

Spyros Konstantopoulos é um professor que se encontra ligado às Ciências da Educação, no seu estudo refere que integrar alunos em turmas pequenas, vários anos seguidos, sobretudo nos primeiros anos de escolaridade, beneficia o desempenho escolar, não só nesse período mas também nos restantes anos que fazem parte do seu percurso escolar.

Constituir classes pequenas, pelo menos nos primeiros anos de escolaridade que compreendem, em Portugal, os anos que decorrem entre a pré-primária e o segundo ciclo de ensino básico, (elementary school, dos 4 aos 11 anos), dá aos alunos a possibilidades de alcançar um melhor sucesso escolar nos níveis de ensino mais avançados, (que correspondem em Portugal ao terceiro ciclo e secundário), de acordo com os primeiros estudos realizados por uma Universidade do Estado do Michigan.

Konstantopoulos, professor associado, ligado às Ciências da Educação, esteve à frente do primeiro estudo que avaliou os efeitos do tamanho das turmas, nos alunos, ao longo de um período de tempo significativo, de forma a poder observar as suas consequências na aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de competências por parte destes. Do seu estudo fizeram parte todo o tipo de alunos, desde os que apresentavam fracos desempenho escolar aos que obtinham os melhores resultados. O mesmo foi posteriormente publicado no American Journal of Education.

Konstantopoulos é membro do comité - The U.S. Department of Education’s Institute of Education Sciences – que faz recomendações oficiais no que respeita ao tamanho das turmas, em cada estado. Referiu que as suas recomendações reflectiriam as conclusões da sua pesquisa: o melhor plano de ataque passa por constituir turmas pequenas (13 a 17 alunos) nos anos escolares que vão desde o Jardim-de-infância ao primeiro grau de ensino, que nos estados Unidos corresponde ao nosso primeiro ano do primeiro ciclo, onde os alunos têm entre 6 a 7 anos).

“Por um largo período de tempo, nos Estados Unidos, pensou-se que bastava constituir turmas pequenas num único ano lectivo, sendo que poderia ser ou no Jardim de Infância ou no primeiro grau de ensino, (o nosso primeiro ano no ensino básico), e que esse ano bastava para tirar todos os benéficos. “ Konstantopoulos disse que não acreditava nisso, “Penso que só se conseguem obter resultados mais tarde se os alunos forem integrados em turmas com poucos alunos ao longo de vários anos lectivos e que estes deveriam ser consecutivos, em particular com crianças que apresentam mais dificuldades de aprendizagem”.

Para a sua pesquisa utilizou informações recolhidas no decorrer de um estudo intensivo, realizado no Tenessee, denominado Project Star, que analisou os efeitos do tamanho das turmas em mais de 11 mil alunos na elementary school, (que nos EU corresponde a crianças entre os 4 e os 11 anos de idade, que vai da pré-primária até ao 5ª ano de escolaridade) e middle school, (que na generalidade dos estados dos EU compreende aos 6ª, 7ª e 8 ª anos de escolaridade, onde os alunos têm entre 11 a 14 anos). Konstantopoulos descobriu que os alunos que tinham sido integrados em turmas pequenas desde o jardim-de-infância até ao 3 ano de escolaridade atingiram resultados escolares substancialmente mais elevados no 4º ano que os restantes alunos.

Pôde igualmente constatar que os alunos com diferentes capacidades de aprendizagem foram favorecidos pelo facto de terem pertencido a turmas pequenas mas os que mais beneficiaram com o facto foram os alunos com mais dificuldades: Registou-se uma menor disparidade de desempenhos escolares entre estes e os alunos que atingiram os melhores resultados, em áreas como as ciências, a leitura e a matemática.

Apesar do estudo não ter avaliado as práticas pedagógicas em contexto sala de aula, Konstantopoulos refere que as razões do esbatimento da diferença de resultados escolares referida em cima se deveu, provavelmente, ao facto de os alunos com mais dificuldades terem recebido mais atenção por parte dos professores.

“Isto é especialmente importante em escolas situadas em meios desfavorecidos porque é lá que faz realmente diferença a eficiência da acção do professor, em escolas com uma população estudantil proveniente de famílias empobrecidas, onde, por norma, os alunos registam performances mais baixas. “


Ver aqui o texto em inglês
Publicada por Movimento Escola Pública em 16:40 0 comentários
http://www.scribd.com/doc/26778352?secret_password=1frr3lsk563x65kbeys4   
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« Responder #311 em: Fevereiro 13, 2010, 04:44:42 »



sábado, 13 de Fevereiro de 2010
ELES BRINCAM COM A POBREZA


Câmara acusa Governo de "brincar com a pobreza"
Edifício em escola de Torres Novas que custou um milhão há oito anos vai ser demolido

Um edifício construído há apenas oito anos para substituir um conjunto de pavilhões prefabricados da Escola Secundária Maria Lamas (ESML), em Torres Novas, vai ser demolido e substituído por um novo por não respeitar as normas legais referentes à certificação energética e qualidade do ar em vigor desde 2006.

A situação está a criar alguma perplexidade na cidade do Almonda e entre a comunidade escolar, não só pelo facto de a obra agora em vias de demolição ter custado cerca de um milhão de euros ao Estado, como pelos naturais incómodos e prejuízos que novas obras vão impor a professores, funcionários e alunos.

As estruturas do edifício estão em boas condições, mas, segundo o Ministério da Educação (ME), citado pela agência Lusa, não tem condições para suportar as adaptações que aquela legislação, aplicável aos edifícios públicos, impõe desde há quatro anos. Segundo responsáveis do ME, as adaptações e reforços estruturais no actual edifício teriam custos e uma duração temporal tão elevada que "tornariam a requalificação do imóvel uma opção desvantajosa, sendo preferível a construção de uma nova escola".

"Deitar este edifício abaixo é brincar com a pobreza", critica o presidente da Câmara de Torres Novas, António Rodrigues. O autarca diz ter dificuldades em entender esta opção e esclarece que vai acompanhar o processo, tendo já solicitado aos responsáveis pela modernização das escolas públicas do ME uma reunião para análise e esclarecimento da situação. António Rodrigues nota ainda que outras escolas em estado de degradação bastante maior e a necessitar de intervenções mais urgentes, como as escolas Manuel Figueiredo, na cidade, e Chora Barroso, na freguesia de Riachos, não foram alvo de avaliação ambiental.

In Público.
http://www.publico.pt/Educa%e7%e3o/edificio-em-escola-de-torres-novas-que-custou-um-milhao-ha-oito-anos-vai-ser-demolido_1422611

Publicada por ILÍDIO TRINDADE em 12:58:00 0 comentários 
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« Responder #312 em: Fevereiro 15, 2010, 08:06:21 »



segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010
PROVAVELMENTE POLVO 2


Pelo menos 332 estabelecimentos com ensino secundário vão mudar de mãos

Três quartos das escolas secundárias vão sair do património do Estado

Empresa pública será proprietária de inúmeros terrenos que poderão ser alienados de forma mais fácil a partir do momento em que saírem do património do Estado.

Todas as escolas que estiveram, estão ou virão a estar em obras, no âmbito do programa de modernização dos seus edifícios tutelado pela Parque Escolar, vão deixar de integrar o património do Estado para passar a ser propriedade daquela entidade pública empresarial, indicou ao PÚBLICO o seu presidente, João Sintra Nunes. Para já, está decidido que as obras, lançadas há três anos, abrangerão 332 das 445 escolas públicas de Portugal continental que têm ensino secundário, mas a intervenção poderá ser alargada a mais outras 38, referiu.

Segundo Sintra Nunes, a transferência de propriedade para a Parque Escolar, que afectará assim entre 75 a 83 por cento das escolas com secundário, será feita "à medida que as escolas vão sendo modernizadas". Das 205 escolas já seleccionadas para obras, em 20 os trabalhos estão concluídos, há 11 em fase de conclusão e 75 estarão prontas no 1º semestre do próximo ano. Para as outras 100 estão agora a ser adjudicados os projectos de arquitectura.

A Parque Escolar foi criada por um decreto-lei de 2007 para levar por diante este programa de obras, justificado com a necessidade de adaptar as instalações escolares ao uso das novas tecnologias e às novas normas de climatização e ruído. Tem "autonomia administrativa, financeira e patrimonial".

Com um investimento que poderá chegar aos 3,5 mil milhões de euros - um montante superior ao da construção do novo aeroporto de Lisboa -, este programa é financiado por verbas do Orçamento do Estado, por fundos comunitários e por empréstimos que podem ser contraídos pela Parque Escolar. Neste recurso ao mercado de capitais, o património da empresa pode ser utilizado como aval. A empresa já contratualizou um empréstimo de 300 milhões de euros, a que prevê acrescentar, a curto prazo, outros dois num montante de 850 milhões.

Mudança por despacho

Até agora, o Governo transferiu para esta empresa o direito de propriedade de sete escolas, entre as quais figuram alguns dos chamados "liceus históricos" (Passos Manuel e Pedro Nunes, em Lisboa, e Rodrigues de Freitas, no Porto). Esta transmissão foi feita no acto de constituição da empresa, de modo a reforçar o seu capital estatutário e só ainda não foi concretizada com outros edifícios devido a dificuldades na localização de registos, um problema comum no que respeita ao património do Estado, esclareceu o responsável.

Através do seu gabinete de imprensa, o Ministério da Educação justifica a opção, sublinhando que o objectivo foi "criar uma entidade pública especializada, que através de um modelo de gestão empresarial permita garantir princípios de gestão mais racional e eficiente". O ministério lembra que as transferências de património só poderão ser realizadas por despacho conjunto do ME e do Ministério das Finanças e que, sendo a Parque Escolar uma empresa pública, "não está em causa a transferência do património para o sector privado".

Com a propriedade destas escolas, a Parque Escolar ficará na posse de milhares de metros quadrados, localizados na maioria dos casos em zonas centrais de inúmeras cidades. Juristas contactados pelo PÚBLICO frisam que as empresas públicas têm de obedecer a muito menos prerrogativas do que o Estado quando se trata de alienar património, uma operação que se torna assim "muito mais fácil" de realizar por estas entidades. Nos últimos anos têm sido também várias as empresas públicas, com o património respectivo, que foram privatizadas.

Teoricamente, a transferência de propriedade do Estado para as empresas públicas terá essencialmente como objectivo o de aliviar o Orçamento do Estado - poupa-se nas dotações de capital e no dispêndio futuro com os imóveis, que passará a correr por conta da empresa e não do OE. Mas, pelo menos até 2011, a remuneração das despesas de manutenção dos imóveis será efectuada através das verbas transferidas para esta empresa.

Os estatutos da Parque Escolar permitem também que concessione serviços como as cantinas e papelarias. Sintra Nunes garante, contudo, que não vai intervir na sua exploração. "Não vamos entrar nos negócios das escolas", assegura o responsável da empresa. Com uma excepção: para a Parque Escolar reverterão 50 por cento das receitas auferidas pelas escolas com o aluguer de espaços (pavilhões e campos de jogos) ao exterior. As propostas das escolas a intervencionar são apresentadas pelas direcções regionais de Educação.

In Público.
http://www.publico.clix.pt/Educação/tres-quartos-das-escolas-secundarias-vao-sair-do-patrimonio-do-estado_1422798


Publicada por ILÍDIO TRINDADE em 13:43:00 0 comentários 
Etiquetas: Educação, Escolas, Política




Fevereiro 15, 2010
Um Enorme Alçapão
Posted by Paulo Guinote under Educação, Negócios, Parque Escolar
[35] Comments


Este é um tema que vai ficando meio esc0ndido no noticiário geral, mas cujo desfolhar é capaz de trazer uma enorme surpresa aos mais incautos.

É uma bomba-relógio a vários níveis, alguns deles só podemos imaginar. Para além disso é uma machadada enorme na apregoada autonomia das escolas pois os órgãos de gestão nem as próprias instalações poderão gerir:

Três quartos das escolas secundárias vão sair do património do Estado
Empresa pública será proprietária de inúmeros terrenos que poderão ser alienados de forma mais fácil a partir do momento em que saírem do património do Estado.

Todas as escolas que estiveram, estão ou virão a estar em obras, no âmbito do programa de modernização dos seus edifícios tutelado pela Parque Escolar, vão deixar de integrar o património do Estado para passar a ser propriedade daquela entidade pública empresarial, indicou ao PÚBLICO o seu presidente, João Sintra Nunes. Para já, está decidido que as obras, lançadas há três anos, abrangerão 332 das 445 escolas públicas de Portugal continental que têm ensino secundário, mas a intervenção poderá ser alargada a mais outras 38, referiu.

Segundo Sintra Nunes, a transferência de propriedade para a Parque Escolar, que afectará assim entre 75 a 83 por cento das escolas com secundário, será feita “à medida que as escolas vão sendo modernizadas”. Das 205 escolas já seleccionadas para obras, em 20 os trabalhos estão concluídos, há 11 em fase de conclusão e 75 estarão prontas no 1º semestre do próximo ano. Para as outras 100 estão agora a ser adjudicados os projectos de arquitectura.

A Parque Escolar foi criada por um decreto-lei de 2007 para levar por diante este programa de obras, justificado com a necessidade de adaptar as instalações escolares ao uso das novas tecnologias e às novas normas de climatização e ruído. Tem “autonomia administrativa, financeira e patrimonial”.

Com um investimento que poderá chegar aos 3,5 mil milhões de euros – um montante superior ao da construção do novo aeroporto de Lisboa -, este programa é financiado por verbas do Orçamento do Estado, por fundos comunitários e por empréstimos que podem ser contraídos pela Parque Escolar. Neste recurso ao mercado de capitais, o património da empresa pode ser utilizado como aval. A empresa já contratualizou um empréstimo de 300 milhões de euros, a que prevê acrescentar, a curto prazo, outros dois num montante de 850 milhões.

A ler ainda todas as restantes peças associadas a esta. E há mais, muito mais por trás deste assunto que faz os ajustes directos do Magalhães parecerem amendoins raquíticos.

Atenção à enorme transferência de património do Estado para uma entidade que funciona como uma espécie de zona cinzenta, com o pretexto da urgência das obras.

A esse respeito, e em relação ao pretexto das necessidades de seguir as novas normas de climatização, acho que muito poderá ainda vir a ser discutido quanto ao que efectivamente está a (não) ser feito nesta matéria, em especial quanto aos gastos energéticos e ao não equipamento com sistemas de poupança e aproveitamento de energia.
« Última modificação: Fevereiro 15, 2010, 08:09:41 por Ambrósio » Registado
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« Responder #313 em: Fevereiro 16, 2010, 02:48:02 »

Inimigos da Escola Pública

Terça-feira, Fevereiro 16, 2010
Socialistas Vendem Ao Desbarato A Escola Pública Portuguesa
 

Três quartos das escolas secundárias vão sair do património do Estado
http://www.publico.pt/Educação/tres-quartos-das-escolas-secundarias-vao-sair-do-patrimonio-do-estado_1422798



Ao longo dos últimos 5 anos, vimos e ouvimos dezenas de vezes o chefe e os seus boys e girls a falarem da "Escola Pública", da defesa e valorização da Escola Pública.
Se alguém criticava a "Escola a Tempo Inteiro" - outro escândalo, era contra a escola pública.

Os que criticavam pedagógicamente o "Magalhães" eram contra a Escola Pública. Também eram contra a Escola Pública os que denunciavam os negócios socialistas na área da educação:

Os que viam vantagensnos exames nacionais e nas comparações e nos rankings só o faziam para desvalorizar a Escola Pública, por comparação com as boas escolas privadas... .

Tudo servia para colocar o sucratas e os socialistas ao lado e na defesa da Escola Pública. Os "outros" só a queriam destruir...

Pois, apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo...

Afinal, o Governo do sucratas prepara-se para entregar a uma empresa, por enquanto pública, a propriedade de uma boa parte das escolas secundárias portuguesas, até agora património do Estado.

Não demorará muito e veremos a empresa Parque Escolar vender os terrenos e os edifícios das escolas públicas com "reduzida" frequência de alunos a "empresários amigos", para construção. Para rentabilização de activos, dirão...
Ou então a querer permutar terrenos para construir novas escolas, mais afastadas do centro das cidades, em substituição das actuais escolas secundárias que se foram, convenientemente, degradando.

E os patetas úteis já sairam a terreno.
O Mário Nogueira, enfiando os pés pelas mãos, a defender a "autonomia das escolas" quando deveria era combatê-la porque a autonomia é meio caminho à privatização das escolas.
O Pai da Naçom, lambendo as botas ao poder, a falar em mochilas quando, todos sabemos, não há mochilas que aguetem com o peso dos manuais escolares...

Enfim, as coisas são como são: simplesmente, estamos perante o maior atentado à Escola Pública portuguesa desde o 25 de Abril.

Reitor



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Marcadores: PS; Sócrates, socialismo, Tirem-lhes o véu
« Última modificação: Fevereiro 16, 2010, 02:49:36 por Ambrósio » Registado
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« Responder #314 em: Fevereiro 16, 2010, 02:53:58 »



Negócios obscuros
Publicado em Educação por APEDE em 15/02/2010


Isto que o Paulo Guinote denuncia, e que se encontra desenvolvido aqui ( http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=apede08.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2FEduca%C3%A7%C3%A3o%2Ftres-quartos-das-escolas-secundarias-vao-sair-do-patrimonio-do-estado_1422798 ) , é só mais um exemplo do modo como o Partido «Socialista» – verdadeira contradição nos termos – gere a «coisa pública», entregando-a paulatinamente a obscuros interesses privados.

Neste caso, tanto mais obscuros quanto sabemos que a Parque Escolar tem estado no centro de ajustes directos sem justificação aparente e, como se isso não bastasse, tem dado à luz obras de «recuperação» e «melhoria» das escolas cuja qualidade se revela desastrosa, conforme sublinhámos num “post” anterior.

Entretanto, a lógica da privatização dos serviços e dos espaços públicos avança sem encontrar a resistência que se impunha…
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