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CGTP-IN questiona atraso na divulgação dos dados do desemprego de Março

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158856 Mensagens em 13083 Tópicos- por 41471 Membros - Membro Mais Recente: Aldirene

Setembro 10, 2010, 01:52:07
Sala dos Professores* A falar é que a gente se entendePosta RestanteCGTP-IN questiona atraso na divulgação dos dados do desemprego de Março
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Autor Tópico: CGTP-IN questiona atraso na divulgação dos dados do desemprego de Março  (Lida 25320 vezes)
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« Responder #75 em: Fevereiro 18, 2010, 01:06:22 »



O inferno são os outros

 
A crer na notícia, e de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de desempregados em 2009 é o mais alto desde 1983 (ver aqui...).
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1497013

Claro que nestas coisas a culpa nunca é de ninguém, muito menos do governo: Ele é a crise, ele é a (falta de) “confiança”, ele é a falta de investidores, ele são a as agências de "rating", ele é a falta de nomeações, ele é a oposição que não ajuda, ele é a falta da criação de 150 000 postos de trabalho prometidos em 2005... Enfim, razões não faltam: O inferno são (sempre) os outros! Culpados, nós? É óbvio que o governo e respectivas políticas nada têm a ver com isto! Isto só pode ser obra d'outrem...

Nem tudo é, no entanto, mau; lembre-se a eloquência, não há muito tempo, da ministra do Trabalho: "Não escamoteio que continuamos a ter um problema grave de crescimento do desemprego e que provavelmente este vai continuar a subir antes de descer." (rever aqui...).
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1418866

Na mesma linha, profetiza o saudoso ex-secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, agora seceretário de estado do Emprego: “O secretário de Estado espera que o cenário possa melhorar em 2010, salientando, ainda assim, que os números deverão piorar no início do ano para depois começarem a decrescer.” (ler aqui...).
http://economico.sapo.pt/noticias/governo-nao-mexe-nas-previsoes-de-desemprego_81774.html

Lindo!!! (Mais) palavras para quê? Quem assim fala... De facto, depois de subir o que tiver que subir, a coisa, nem que seja pelo facto de a gravitação ser universal, há-de cair... Depois de piorar, os números hão-de, certamente, melhorar...
Como se vê, e apesar de mais uma peça de uma campanha negra, razões para sorrir não faltam...


Manuel Salgueiro

Publicada por Octávio V Gonçalves 0 comentários   
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« Responder #75 em: Fevereiro 18, 2010, 01:06:22 »

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« Responder #76 em: Fevereiro 20, 2010, 03:08:17 »



Comunicado de Imprensa n.º 007/10
TAXA DE DESEMPREGO MAIS ELEVADA DAS ÚLTIMAS TRÊS DÉCADAS

VÍDEO AQUI:
http://www.cgtp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1560&Itemid=1

Os dados hoje divulgados pelo INE, relativos à evolução do desemprego em Portugal demonstram o rumo errado e anti-social das políticas que vêm sendo implementadas. O número médio de 528,6 mil desempregados em 2009 é o mais elevado das três últimas décadas. Por outro lado, de acordo com a informação do IEFP, o desemprego continua com tendência para aumentar, como confirmam os 560 312 desempregados inscritos nos Centros de Emprego em Janeiro de 2010, mais 25,1% que em Janeiro de 2009 e 6.8% em relação a Dezembro de 2009.

De salientar, que o número de desempregados se situa bem acima dos 563,3 mil constantes nos mapas do INE no 4º trimestre de 2009, uma vez que há mais de 73 mil trabalhadores que estatisticamente não foram considerados apesar da sua vontade para trabalhar (inactivos disponíveis) e mais de 67 mil empregados com horários reduzidos e que pretendem trabalhar mais horas (subemprego visível). Assim o número real de desempregados aproximava-se, no final de 2009, dos 704 mil trabalhadores, o que se traduz numa taxa de desemprego de 12,44%.

Portugal
 2008
 2009
 Variação
 
 
 2009/2008
 
 
 Milhares de indivíduos
 %
 
População activa (1)
 5 624,9
 5 582,7
 -0,75%
 
População desempregada (2)
 427,1
 528,6
 23,76%
 
Inactivos disponíveis (3)
  69,4
  71,9
 3,60%
 
Subemprego visível (4)
  69,3
  64,6
 -6,78%
 
TOTAL (4=2+3+4) *
 565,8
 665,1
 17,55%
 
Taxa de desemprego oficial (2/1)
 7,59%
 9,47%
   
 
Taxa de desemprego real (4/(1+3)) *
 9,94%
 11,76%
   
 
Desempregados c\prestações de desemprego *
   
 327,4
   
 
% Desempregados c\prestações de desemprego *
   
 49,23%
   
 
Desempregados c\subsídio de desemprego *
   
 224,2
   
 
% Desempregados c\subsídio de desemprego *
   
 33,71%
   
 
FONTE: INE  e Segurança Social; * dados trabalhados pela CGTP-IN


Por outro lado, se tivermos em consideração a evolução anual do desemprego, constatamos que o número real de desempregados foi de 665,1, que se traduz numa taxa de desemprego de 11,76%.

Ao nível da protecção social, são cada vez mais os trabalhadores e respectivas famílias a serem confrontados com uma situação de desemprego e sem apoios. Durante o ano de 2009 mais de metade dos desempregados não recebia quaisquer prestações sociais e só 33,71% tinham subsídio de desemprego.

Em termos dos sectores de actividade, é de realçar, em termos de evolução do emprego, a destruição de mais de 100 mil postos de trabalho no sector secundário durante o ano de 2009, com perto de 50 mil empregos destruídos na indústria transformadora, valores que, no sector terciário, se cifraram em mais de 50 mil empregos que se perderam.

Uma análise quanto ao aumento do desemprego e do peso de profissões enquadradas em cada um dos sectores de actividade, constata-se que o sector terciário é aquele onde se concentra o maior número de desempregados (57,7% do total de inscritos nos Centros de Emprego), com mais de 65 mil desempregados “trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio” (mais 18,9% que em Janeiro de 2009)e mais de 63 mil desempregados com a profissão de “pessoal dos serviços de protecção e segurança” (mais 24,3% que em Janeiro de 2009), seguindo-se o sector secundário (38%) com mais de 50 mil desempregados “trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras” (mais 22,2% que em Janeiro de 2009). O sector primário concentra 3,8% do total dos desempregados inscritos, tendo subido 22,3% no último ano.

Outro dado relevante hoje tornado público prende-se com a crescente precarização das relações laborais, traduzido na diminuição em 112 mil dos trabalhadores por conta de outrem com vínculo permanente. Confirma-se assim a continuação da destruição do emprego com vínculo estável, ao mesmo tempo que a precariedade continua a ser o principal motivo de inscrição de novos desempregados nos centros do IEFP (36% do total das inscrições em Janeiro de 2010).

Em termos regionais, a situação agravou-se, particularmente no Norte (11%), no Alentejo (10,5%) e no Algarve (10,3%), com taxas de desemprego superiores à média nacional o que exige, da parte do Governo, a adopção de medidas específicas e urgentes.

Para a CGTP-IN a preocupante situação social e económica exige uma política que dê prioridade à vertente social, promovendo o emprego com direitos e combatendo a precariedade, assegurando a protecção social a todos os desempregados e garantido o aumento real dos salários, enquanto elemento determinante para a dinamização da economia e como factor de justiça social.

É hora de Governo implementar políticas que tenham em conta o bem-estar da generalidade da população e não os interesses dos grupos económicos e financeiros, que mesmo em tempo de crise, continuam a acumular lucros colossais.

DIF/CGTP-IN
Lisboa, 17.02.2010
 
« última modificação: Fevereiro 20, 2010, 03:09:54 por Ambrósio » Registado
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« Responder #77 em: Fevereiro 21, 2010, 08:51:37 »



GUARDA - Concentração frente ao Centro de Emprego da Guarda      

 
Concentração frente ao Centro de Emprego da Guarda, seguida em cordão humano à ACT (delegação DA Guarda) e ao Governo Civil da Guarda, pela melhoria das condições de vida e de trabalho, contra a precariedade e o desemprego. 

 
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« Responder #78 em: Março 01, 2010, 04:42:49 »



Desemprego chega aos 10,5%
10h38m


O desemprego na zona euro manteve-se nos 9,9 por cento, pelo terceiro mês consecutivo, com Portugal a sofrer uma nova subida até aos 10,5%, segundo dados divulgados pelo Eurostat.

Este valor representa uma subida de 0,2 por cento face aos 10,3 por cento registados em Novembro e Dezembro.

De acordo com o gabinete de estatísticas da União Europeia, a taxa de desemprego na zona euro mantém-se nos 9,9 por cento desde Novembro de 2009. No conjunto dos 27, o desemprego também cresceu uma décima para os 9,5 por cento.

O Eurostat estima que em Janeiro existiam 22.979 milhões de desempregados no total da União Europeia (UE), dos quais 15.683 milhões só nos países que utilizam a moeda única.


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« Responder #79 em: Março 02, 2010, 05:54:13 »



Comunicado de Imprensa n.º 0010/10

O DADOS DO DESEMPREGO, EM PORTUGAL, NÃO ENGANAM



O desemprego continua a aumentar em Portugal. Dados do Eurostat divulgados hoje mostram que a taxa de desemprego se situa já em 10,5%, tendo subido mais de 2 pontos percentuais relativamente a Janeiro de 2010, altura em que a taxa de desemprego era de 8,5%. A taxa de desemprego subiu também face a Dezembro em 0,2 pontos percentuais.

Portugal ocupa o 4.º lugar da Zona, apenas atrás da Espanha, Irlanda e Eslováquia e, consequentemente, está acima, quer da média da União Europeia (9,5%), quer da Zona Euro (9,9%).

A taxa de desemprego dos jovens, das mulheres e dos homens também se agravou em relação ao mês homólogo e ao mês anterior, sendo em qualquer um dos três casos superior à média. Os jovens têm uma taxa de desemprego de 21,7% e as mulheres de 11,2%.

Depois das desigualdades na distribuição do rendimento, da precariedade, da baixa efectivação dos direitos do trabalho, junta-se agora o desemprego para colocar Portugal, mais uma vez, acima da média europeia pelos piores motivos.

No momento em que o flagelo do desemprego atinge cada vez mais famílias, é preciso que o Governo passe da constatação à acção, assegurando que todos os desempregados tenham acesso à protecção social, para que não caiam na pobreza e exclusão social.

Por outro lado é necessária coragem política para romper com a matriz de crescimento assente no trabalho precário, desqualificado e mal remunerado que, em simultâneo com o definhamento do sector produtivo, acabam por ser os grandes responsáveis pelo aumento do desemprego verificado.

O País não se desenvolve com posturas retrógradas do patronato e do Governo, consubstanciadas nas teses do congelamento/moderação dos salários, na generalização da precariedade e na desregulamentação das relações laborais.

O futuro, para um verdadeiro desenvolvimento económico e social, passa pela criação de mais emprego com direitos e o aumento real dos salários no Sector Privado e na Administração Pública, como factor indispensável para a reanimação da economia que se deseja e exige.

Tal facto impõe que o Governo, no âmbito da apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento, tenha a ponderação e a responsabilidade necessárias para dar prioridade às pessoas e resposta aos problemas sociais, e não aos interesses financeiros e aos negócios especulativos que estiveram na origem das causas dos problemas que hoje nos afectam.

DIF/CGTP-IN

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« Responder #80 em: Março 15, 2010, 04:03:15 »



14 Março 2010 - 12h23

Proposta do Programa de Estabilidade e Crescimento
Subsídio de desemprego com novas regras



O Governo pretende rever a relação entre subsídio de desemprego e o rendimento anterior na vida activa e tornar mais "exigentes" as condições de oferta de emprego a um cidadão que esteja sem trabalho a auferir subsídio.


Estas propostas, no sentido de incentivar os desempregados a procurarem novo posto de trabalho no mercado, foram referidas pelo ministro de Estado  e das Finanças, Teixeira dos Santos, no final do Conselho de Ministros extraordinário,  que aprovou o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).   

"No domínio do subsídio de desemprego, pretende-se criar um estímulo para que os desempregados possam com maior rapidez voltar à vida activa. Entendemos que as condições de aceitação de oferta de emprego devem ser mais exigentes do que têm vindo a ser até agora", declarou Teixeira dos Santos.





Lusa
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« Responder #81 em: Março 16, 2010, 06:18:21 »



Deficiência

Centros de emprego protegido receiam que mudança na lei aumente desemprego de deficientes
16.03.2010 - 16:29 Por Lusa

Os onze centros de emprego protegido do país receiam que a alteração à lei relativa à integração de pessoas com deficiência venha lançar para o desemprego mais de 300 pessoas e apelam a uma reflexão mais cuidada sobre as suas possíveis consequências.
A preocupação foi expressa num memorando subscrito pelos responsáveis dos 11 centros. Um deles, António Martins, da Associação para a Integração e Apoio ao Deficiente, Elo Social, explicou à Lusa que os centros de emprego protegido estão regulados por legislação de 1983.

Esta legislação permitia que as pessoas com deficiência que não conseguissem inserção após a formação profissional tivessem a possibilidade de ser integradas em centros de emprego específicos, onde seriam criadas condições para que exercessem um trabalho produtivo.

"Sempre que possível, deveria procurar-se a inserção em mercado normal de trabalho. Para muitas destas pessoas, a única solução era a inserção de forma protegida. Este decreto vem pôr em causa a continuidade dos trabalhadores nesta estrutura de emprego protegido", afirma o responsável.

O novo decreto-lei, n.º 290/2009, que se encontra em fase de regulamentação, limita a quatro anos o tempo máximo de estadia no centro de emprego protegido, lançando depois as pessoas com deficiência no desemprego ou numa situação de cariz mais assistencialista, explicou.

Além disso, o novo decreto vem reduzir "significativamente o apoio financeiro aos centros de emprego protegido, colocando-os em risco", além de ser omisso relativamente ao financiamento que recebiam para manutenção de equipamentos e instalações.

"Se retiram, mais custos irão surgir para o centro de emprego protegido, contribuindo para a sua inviabilidade económica", lamentou António Martins.

Com esta medida, os onze centros consideram que "o Governo está a lançar para o desemprego 300 pessoas com deficiência e as respectivas equipas de enquadramento, que englobam 75 profissionais, numa conjuntura em que o bem maior é a manutenção de emprego".

O que os centros de emprego protegido pretendem com esta união e este alerta é tentar travar a regulamentação e a passagem à prática do decreto-lei.

"Queremos que haja uma reflexão mais cuidada sobre as consequências desta medida, que o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) seja um agente activo na pesquisa de mercado e reinserção e que colabore com os centros de emprego protegido", iniciando assim uma parceria que nunca existiu.

António Martins recordou, a propósito, que os centros de emprego protegido funcionam há 20 anos e já mostraram viabilidade económica, tendo criado riqueza ao país, "nos últimos cinco anos, num valor próximo de 9,5 milhões de euros.

No entanto, admitem a importância de ter o apoio do IEFP, nomeadamente para ajudar a integrar no mercado de trabalho normal os deficientes com 75 por cento de capacidade produtiva. Abaixo disso, ficariam ligados aos centros de emprego protegido.

O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social já fez saber que está atento e que analisará a forma como a questão será abordada na regulamentação da legislação.
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« Responder #82 em: Março 17, 2010, 02:47:37 »



Segunda-feira, Março 15, 2010
As engrenagens do desemprego




O Governo vai rever as condições para a atribuição de subsídio de desemprego, com o objectivo de os desempregados poderem "com maior rapidez regressar à vida activa", anunciou ontem o ministro das Finanças, no final do Conselho de Ministros extraordinário destinado a aprovar a versão final do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). Para um regresso mais rápido, o Governo prepara duas medidas: menor tolerância à rejeição de propostas de trabalho e redução do valor do subsídio
.
A relação entre o valor do subsídio de desemprego e o salário que o trabalhador auferia antes de perder o seu emprego vai ser revista, no sentido de a tornar mais reduzida. Sem explicações, o ministro acrescenta que passa a ser exigido "um pouco mais de esforço".

A tributação das mais-valias, outra das medidas emblemáticas do programa, só será aplicada quando o quadro financeiro estiver estabilizado, adiantou o governante. "Só serão aplicadas quando a confiança voltar ao mercado", explicou. Sobre as tão aguardadas medidas para estimular a economia e o emprego, nada disse.


Quando o mesmo PEC prevê que o desemprego se deva vir a manter acima dos 10% nos próximos anos, propõe o Ministro reduzir o valor do subsídio de desemprego, para que os desempregados possam "com maior rapidez regressar à vida activa". A quem já está numa situação de total desespero, vai-lhe ser pedido “um pouco mais de esforço”. E que esforço tem feito o Sr. Ministro?

Mas, as mais valias sobre a especulação bolsista, lá colocada para fingirem que a crise custa a todos, fica adiada para melhores dias. Imagina o Sr. Ministro o desespero de quem fica sem trabalho e tem uma casa, filhos, compromissos, créditos para pagar? Nunca passou por isso nem nunca soube o que é viver com ordenados mínimos para poder imaginar seja o que for. Pensa em números e esquece-se de que representam pessoas. Esquece-se ou está-se nas tintas que ainda é pior.

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Pastos: Capitalismo, Desemprego, Hipocrisia, Teixeira dos Santos, Vergonha
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« Responder #83 em: Março 18, 2010, 12:21:34 »



Março 18, 2010
"Trocas-te" nos números



Daqui...
http://www.publico.pt/

Errata aplicável aos programas de governo do PS de Sócrates:
Onde se lê "criar mais emprego" deve ler-se "criar mais desemprego".

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« Responder #84 em: Março 19, 2010, 11:09:57 »



O GOVERNO NÃO PODE ILUDIR A REALIDADE: O DESEMPREGO CONTINUA A AUMENTAR




O desemprego aumenta e tem tendência para continuar a subir nos próximos tempos pese embora a limpeza de ficheiros que o IEFP continuamente vem fazendo.

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego ultrapassou os 561 milhares em Fevereiro de 2010, o valor mais alto de sempre.

Todos os indicadores relevantes registam um crescimento quando se compara com o mês homólogo. O número de desempregados subiu 92 mil (mais 19,6%). O aumento do desemprego foi de 25,7% entre os homens, 14,7% no caso das mulheres, 21,1% entre os adultos e 10,2% no caso dos jovens. O desemprego de longa duração subiu 30,6%.

O número de desempregados cresceu em todos os níveis de habilitação e regiões, bem como na esmagadora maioria das profissões. O mesmo sucedeu relativamente às actividades. O desemprego aumentou 23,6% na indústria, 20.3% na agricultura e pescas e 18,4% nos serviços.

A precariedade permanece como a primeira causa de desemprego, com 35,5% das inscrições de desempregados ao longo do mês só nos centros de emprego do continente.

Por outro lado, o anúncio da estagnação do desemprego que vem sendo anunciado por representantes do Governo desde Junho de 2009 traduziu-se até agora em mais 71 mil desempregados, o que confirma a falsidade de tal declaração.

Neste sentido, a proposta apresentada pelo Governo para alterar o subsídio de desemprego é inadmissível e de uma insensibilidade social gritante.

Isto porque ao pretender diminuir a percentagem entre o subsídio de desemprego e a remuneração anteriormente auferida pelo desempregado, bem como reduzir o salário que obriga à aceitação do novo emprego, se altera o conceito de emprego conveniente e se tende para a generalização do trabalho mal pago e precário.

Neste quadro é inaceitável que o IEFP recuse a divulgação dos motivos de anulação das inscrições nos centros de emprego. Tal não acontece por acaso. Dados do próprio Instituto referentes a Junho de 2008 – altura em que a actual legislação de protecção no desemprego já estava em vigor há mais de um ano – demonstram que as recusas de emprego conveniente apenas representavam 0,26% do total das anulações efectuadas.

O argumento do Governo de que há ofertas de emprego por satisfazer porque os desempregados não são obrigados a aceitá-las não faz qualquer sentido. Até porque o que o Governo não diz é que se todas as ofertas de emprego disponíveis nos centros de emprego fossem satisfeitas, o desemprego registado apenas diminuiria em 18.340 pessoas, o que corresponde a 3% do desemprego que o IEFP contabiliza.

Perante esta situação para a CGTP-IN o que se justifica é o reforço da protecção social e não a sua fragilização, como o Governo defende na proposta de Programa de Estabilidade e Crescimento que apresentou recentemente na Assembleia da República.

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« Responder #85 em: Março 27, 2010, 01:30:27 »



«Proposta de alteração do subsídio de desemprego é cínica»
Central sindical rejeita congelamento do Indexante de Apoios Sociais e das prestações do subsistema de Solidariedade
Por: Redacção /CPS  |  24-03-2010  15: 45



 
A proposta do Governo de alterar o regime de subsídio de desemprego, promovendo assim o rápido regresso à vida activa é «uma proposta cínica» aos olhos do secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva.

«Limitar as carreiras profissionais por esta via, cinicamente, chamando de medidas implementadoras de regresso ao trabalho é, de facto, ir para além do limite», denunciou Carvalho da Silva em conferência de imprensa destinada a apresentar as propostas da Intersindical face às medidas que constam do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

No entender de Carvalho da Silva, «há cortes nas prestações sociais constituindo a primeira fatia desse volume de corte que se quer fazer que é duma violência e duma injustiça e, a forma como o Governo tem falado disto, mostra uma frieza e um cinismo político inaceitáveis», escreve a Lusa.
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« Responder #86 em: Abril 01, 2010, 02:30:07 »



Abril 1, 2010
Secção As Notícias Da Treta Do Diário Económico
Posted by Paulo Guinote under Doutor em Spin
[7] Comments


Mas há alguém que queira ou tenha esse poder, sem ser o próprio Governo?



Governo não quer baixar subsídio de desemprego
http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=educar.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Feconomico.sapo.pt%2Fnoticias%2Fgoverno-nao-quer-baixar-subsidio-de-desemprego_85696.html&sref=http%3A%2F%2Feducar.wordpress.com%2F

A isto chama-se a completa não-notícia. É uma forma de apresentar a ausência de acção como umaq acção positiva, quase como de resistência à vontade de alguém que não existe.

É preciso que façam melhor do que isto, porque quem seja tão ingénuo ou ignorante para acreditar nisto nem olha para os títulos do Diário Económico.
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« Responder #87 em: Abril 03, 2010, 04:41:37 »



Queria criar 150 000 novos empregos e está a conseguir: a parte difícil já cumpriu, que foi destruir 564 000. Agora é sempre a abrir :-)



YES WE CAN :-)

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Libellés : A Câncio já se inscreveu no Centro de Desemprego, Bilderberg manda cantar quem lançou para o Desemprego, Enguias à Vigarista
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« Responder #88 em: Abril 08, 2010, 01:50:27 »



08 Abril 2010 - 00h30

Tribunal Constitucional
Subsídio de desemprego fora do prazo



O Tribunal Constitucional considerou "desproporcionado" o indeferimento da totalidade do subsídio de desemprego a uma beneficiária da Segurança Social por esta não ter apresentado os respectivos requerimentos no prazo de 90 dias estabelecidos por lei.


O caso remonta a 2007, altura em que o centro distrital da Segurança Social de Bragança indeferiu a atribuição do subsídio de desemprego a uma mulher por esta não o ter requerido no prazo de 90 dias consecutivos a contar da data do desemprego.

A beneficiária apresentou o seu pedido a 19 de Novembro de 2002, quando o deveria ter feito até 9 de Agosto desse ano, segundo os prazos estabelecidos para a atribuição desta prestação social. A decisão da Segurança Social de Bragança foi declarada "inconstitucional", de acordo com o acórdão publicado ontem em Diário da República.
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Endurecer a luta, correr com a ministra!

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« Responder #89 em: Abril 11, 2010, 02:21:03 »



Abril 10, 2010
Longe Vai O Tempo…
Posted by Paulo Guinote under O Portugal de Sucesso
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… em que os galegos vinham para Portugal e em especial para Lisboa, no final do século XIX, para servirem como aguadeiros, carvoeiros e assegurarem outras funções menores por terem ainda menos hipóteses de prosperar na sua terra natal.

15 mil portugueses procuram saúde e trabalho na Galiza
http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=educar.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Fdn.sapo.pt%2Finicio%2Fportugal%2Finterior.aspx%3Fcontent_id%3D1540348%26seccao%3DNorte&sref=http%3A%2F%2Feducar.wordpress.com%2F

Governo Regional da Galiza diz que milhares de portugueses mudaram a residência nos concelhos perto da fronteira. 20% da população estrangeira desta região é de Portugal

O Governo Regional da Galiza estima que nos últimos anos mais de 15 mil portugueses alteraram a residência, em concelhos da fronteira portuguesa, para aquela região autónoma. Continuam perto da casa “familiar”, mas com acesso a melhores condições de trabalho e de saúde.

A título de exemplo, dos cinco concelhos minhotos que fazem fronteira com a Galiza, apenas um tem agora um serviço de urgências nocturno (Monção). Fruto das diferenças económicas e salariais entre os dois países, para muitos a solução passa por mudar para o outro lado da fronteira onde quase tudo é diferente. Os portugueses representam 20% do total de população estrangeira na Galiza.

Se sou profundamente anti-iberista, já o não sou em relação à Galiza que será região mais naturalmente próxima das nossas origens portucalenses com a qual não me choca qualquer tipo de unificação da faixa ocidental da Península.

Aliás se um erro foi cometido pelos habitantes de Valença foi terem usado a bandeira errada na sua manifestação de revolta, porque o apoio que recebem do lado de lá da fronteira não é propriamente de Madrid.



 
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