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158861 Mensagens em 13083 Tópicos- por 41471 Membros - Membro Mais Recente: Aldirene

Setembro 10, 2010, 02:36:10
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Autor Tópico: Foi um bom acordo?  (Lida 18774 vezes)
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Endurecer a luta, correr com a ministra!

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« Responder #75 em: Março 19, 2010, 01:16:06 »



Criando cortinas de fumo
Publicado em Governo, Negociações, Sindicatos por APEDE em 18/03/2010




Isto ( http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=apede08.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2FEduca%C3%A7%C3%A3o%2Fministerio-retira-alteracoes-ao-estatuto-docente-apresentadas-esta-semana_1428311 ), isto ( http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=apede08.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Fwww.ionline.pt%2Fconteudo%2F51775-ultimas-alteracoes-ao-estatuto-visavam-harmonizacao-com-administracao-publica )e isto ( http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=apede08.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Feducar.files.wordpress.com%2F2010%2F03%2Fcomunicadofenprof.doc ) significam exactamente o quê?

Razão tem o Paulo quando chama os bois ( http://educar.wordpress.com/2010/03/18/palhacada/ ) pelos nomes ( http://educar.wordpress.com/2010/03/18/o-que-dizia-eu-2/ ), para falarmos em vernáculo. Estas manobras de bastidores trazem, de facto, um cheiro suspeito. É que os professores já estão demasiado escaldados com semelhantes coreografias e cortinas de fumo.

De uma coisa podemos estar certos: a tal «harmonização» do ECD com a lei geral da Função Pública não deixou de estar na agenda deste governo (e dos que hão-de vir). Apenas foi, por agora, metida na gaveta. Mas, como o Ramiro refere ( http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=apede08.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Fwww.profblog.org%2F2010%2F03%2Falexandre-ventura-esta-tarde-saida-da.html), é só uma questão de tempo. E, nessa altura, vai ser interessante ver o que os sindicatos têm a dizer.

Irão manter o mesmo tipo de bravata que agora proclamam aos quatro ventos?

Ou vão aceitar a dita «harmonização» apenas porque, dessa vez, ela será negociada? (Como se houvesse alguma coisa a negociar)

Os próximos capítulos desta história mal contada vão ser esclarecedores.
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« Responder #75 em: Março 19, 2010, 01:16:06 »

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Endurecer a luta, correr com a ministra!

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« Responder #76 em: Março 19, 2010, 01:19:37 »



Quinta-feira, Março 18, 2010
Como eles adoram “cedências”, “recuos”, “processo negocial” e propaganda!


 

“Governo recua em toda a linha com os professores”
Cada vez mais o “insulto” gratuito que de um modo camuflado é feito a toda uma classe profissional vai sendo a prática corrente, de um modo descarado, por parte de quem apresenta sucessivas propostas eivadas de erros que, convenientemente, ou se esqueceram de rectificar face ao Acordo assinado ou nem sequer foram parte integrante do processo negocial (?!).
Das duas, três: ou pensam que andamos todos distraídos; ou cuidam que não sabemos ler; ou consideram que somos mentecaptos! Ah! Afinal são quatro! Ou atiram o barro à parede a ver se cola!...
Desenganem-se aqueles que pensam que engolimos o engodo da cedência e do recuo! Essa imagem de “diálogo” não cola quando, por sistema, não acertam uma condizente com os entendimentos e acordos assinados! E desenganem-se também aqueles que consideram que passamos a admitir que a sua grande capacidade negocial reverteu propostas assentes em lamentáveis lapsos ou em assuntos ainda não submetidos ao crivo da negociação!
Tudo isto começa a ser cada vez mais caricato!
E, para rematar, descubra as diferenças nesta “pérola”:

«(…) Artigo 47.º
Suspensão preventiva do aluno
1 — No momento da instauração do procedimento disciplinar, mediante decisão da entidade que o instaurou, ou no decurso da sua instrução, por proposta do instrutor, o aluno pode ser suspenso preventivamente da frequência da escola, mediante despacho fundamentado a proferir pelo presidente do conselho executivo ou pelo director, se a presença dele na escola se revelar gravemente perturbadora da instrução do processo ou do funcionamento normal das actividades da escola, garantindo -se ao aluno um plano de actividades pedagógicas durante o período de ausência da escola, nos termos a definir pelo regulamento da escola. (…)» (Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro).

«Comunicado do Conselho de Ministros de 18 de Março de 2010
I. O Conselho de Ministros, reunido hoje na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou os seguintes diplomas: (…)
6. Proposta de Lei que agiliza a aplicação de medidas disciplinares sancionatórias e a suspensão preventiva de alunos que pratiquem agressões em estabelecimentos do ensino básico e do ensino secundário. (…)»

A propaganda em todo o seu esplendor!

José Aníbal Félix de Carvalho
(Núcleo de Estratégia do PROmova)
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Etiquetas: (Des)acordo
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« Responder #77 em: Março 20, 2010, 04:14:53 »



“ECD: Ameaça Iminente” - esteve para ser uma peça cinematográfica quase perfeita, mas não foi…

…faltou-lhe realismo, porque, como diz o povo, “quando a esmola é grande, o pobre desconfia”.

Por mais mise en scènes e por mais manobras de diversão que ME e sindicatos (FENPROF e FNE) ensaiem, há uma verdade lapidar que os persegue e contra a qual a história aconselha ser ocupação inglória agitar fantasmas tenebrosos, inevitabilidades ou convicções circunstanciais: ninguém constrói nada de convincente e duradouro em cima de farsas, injustiças, processos faz de conta ou incoerências, além de que a transigência face a princípios e a reivindicações justas, em nome de uma capitulação juvenil ao charme, é um rabo de fogo que, mais cedo ou mais tarde, consumirá as entranhas daqueles que, tendo a força e a razão do seu lado, cederam inexplicavelmente.

Afirmado isto, e toda a gente sabe do que falo (a farsa de um ciclo de avaliação promovida a coisa séria e válida para efeitos de progressão e concursos, uma exigência de suspensão miraculosamente convertida em aceitação, o sempre aviltante castigo dos que tinham a razão e a decência do seu lado por contraposição à recompensa dos seguidistas ou oportunistas, um sistema de quotas que nem por cima dos seus cadáveres seria aceite, um modelo de avaliação que, num golpe de mágica, passa de rejeitado/enjeitado a legitimado e credível, numa lista quase interminável de outras enormidades que farão a história da firmeza da luta sindical), concentremo-nos, então, no filme que prometia um arraso de tsunami, mas, cuja produção foi, entretanto, abortada.

Propositadamente, não gastei, nestes dias, uma linha que fosse a brandir contra os moinhos de vento da harmonização do ECD à lei geral da Função Pública (o que não significa que no futuro e existindo maioria socialista - cruzes canhoto - tal não venha a ser seriamente tentado, porque o PS é definitivamente o partido anti-professores), consubstanciados na encenação do assim chamado “Projecto de Alteração ao ECD" de 15 de Março, porque a ameaça não era credível, nem no tempo, nem no modo.
Como ainda ontem foi confirmado, quartel de Abrantes e tudo não passou de uma encenação, cujas finalidades são por demais evidentes, de tal modo que alguns protagonistas não contiveram o impulso de as propalar imediatamente, sob a forma de gesta heróica da resistência sindical que, de uma penada, garantiu:

- a imprescindibilidade de se ter assinado o Acordo de Princípios para agora se poder ser credível na contestação (não percebi a associação, mas talvez queira significar que favor com favor se paga);

- a criação de condições para se continuar a negociar, a negociar e a negociar indefinidamente, porque é disto que se alimenta a vida sindical, enquanto no quotidiano escolar os professores estão fartos de ataques, de mudanças permanentes de tudo e de nada, antecipam as suas reformas, falta-lhes a alegria e o espírito de cooperação, assim como deixaram de se rever no clima das escolas e de ter paciência para aturar pequenos tiranetes, tantas vezes desqualificados técnica, científica e moralmente;

- a importância de se preservar o que já está conquistado no ECD, agitando-se ataques mais graves para acomodar as cedências anteriores.

No essencial, estamos perante um golpe de teatro, baseado num guião demasiado previsível que não garantiu, nem suspense, nem empolgamento, porque todos os protagonistas desta encenação estão interessados em vender um Acordo que muito poucos professores compraram (apaziguando um mal-estar e uma revolta latentes) e em promover uma imagem de abertura negocial (o ME) e um processo negocial (os sindicatos) em que os professores não acreditam verdadeiramente, porque se limita à negociação de lana caprina, uma vez que em relação às reivindicações centrais dos professores os sindicatos já capitularam em Janeiro.

Um final assim tão rápido e tão feliz para questões tão sérias só pode ser argumento de uma qualquer opereta bufa. Tretas, tretas, tretas… que só a revelação futura de um qualquer encontro fortuito no Chiado ou de uma qualquer reunião secreta no ISCTE (o disfarce terá incluído moto e capacete?) explicará cabalmente.

Da próxima vez, procurem ser mais convincentes e não vale a pena quererem refazer a história de uma entrada de leão e saída de sandeiro (em Janeiro), com uma entrada e saída simultâneas de leão que apenas acontecem no circo e não em processos negociais.
A não ser assim, então o filme ainda é mais grave, pois traduz um ME de cabeça perdida, entregue a personagens de um amadorismo confrangedor e destituídos de qualquer sentido estratégico. Mas, não me cheira!...

Publicada por Octávio V Gonçalves 0 comentários   
Etiquetas Vergonha de Acordo
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« Responder #78 em: Março 20, 2010, 11:21:48 »



Barro à parede




O Ministério da Educação decidiu recuar e retirar as alterações que tinha apresentado esta semana ao Estatuto da Carreira Docente.

O secretário de Estado adjunto e da Educação explica que o que se pretendia era harmonizar a carreira docente com a lei geral da Administração Pública. O governante disse que «não está agendada nenhuma acção nesse sentido», acrescentando mesmo que «da parte do Ministério da Educação esta não é uma prioridade».
Pretendia-se harmonizar, apesar de não ser uma prioridade, mas se colasse lá ficava. Como não colou e não sendo uma prioridade, fica o aviso das futuras prioridades do ME.

Por: www.professoresasfixiados.blogspot.com
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« Responder #79 em: Março 22, 2010, 04:04:22 »



Sexta-feira, Março 19, 2010
Ele há sabores que não se esquecem e erros que não se repetem




Compreendo que diga que fazer a revolução possa dar uma grande trabalheira, mas acreditar que com esta, ou outra qualquer Ministra da Educação a trabalhar para o sistema, possa fazer algum bem à escola pública, à dignidade dos professores ou à educação dos nossos filhos é ingenuidade demais.


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« Responder #80 em: Março 23, 2010, 03:00:52 »



Considero o "Acordo de Princípios" celebrado entre o ME e os sindicatos:


Um acordo muito positivo   12 (1%)
 
Um acordo possível, mais positivo que negativo   111 (12%)
 
Um acordo possível, mais negativo que positivo   286 (32%)
 
Um acordo muito negativo   471 (53%)
 


Votos apurados: 880


O que deve ser feito em relação ao 1º ciclo de avaliação do desempenho? 


Votos apurados: 611
1. Concluir, normalmente, o processo de avaliação e validar as classificações atribuídas.   18 (2%)
 
2. Validar as classificações e os seus efeitos e não penalizar quem não entregou OIs.   19 (3%)
 
3. Validar as classificações e os seus efeitos e não penalizar nem quem não entregou OIs, nem quem não entregou FAA.   33 (5%)
 
4. Anular as penalizações e as vantagens que possam decorrer do 1º ciclo avaliativo.   541 (88%)
 


Votos apurados: 611
 
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« Responder #81 em: Março 25, 2010, 12:18:14 »



Março 24, 2010
Sinceramente, já não há paciência!



Daqui...
http://www.fenprof.pt/


Estas tomadas de posição não passam de areia para os olhos dos professores. Diz a sabedoria popular que "à primeira quem quer cai e à segunda já só cai quem quer". Ora, acontece que a Fenprof soçobrou à primeira, aquando da assinatura do memorando de  entendimento, para voltar agora a ceder ao ME, no quadro do vergonhoso acordo de princípios, fazendo tábua rasa da questão central das reivindicações do professores, que era e é a exigência do fim deste modelo de avaliação.

A Fenprof quer sol na eira da contestação e chuva no nabal dos acordos. Mas, desejar o mesmo e o seu contrário não parece, nem do ponto de vista sindical, a posição mais coerente, consistente ou convincente.

Antes desta tomada de posição, a Fenprof deve uma explicação aos professores relativamente às razões ou motivações, até agora insondáveis, que a levaram a aceitar este modelo de avaliação, contra expectativa e o desejo da maioria dos professores. Ninguém percebe como se podem ter as reservas que este documento evidencia e se sancione, em sede negocial, o modelo.

Até prova em contrário, a Fenprof será cúmplice da situação conflitual, do descalabro e do prejuízo que a implementação deste modelo de avaliação de Maria de Lurdes Rodrigues acarretará para a escola pública e, especificamente, para as aprendizagens dos alunos.

Publicada por Octávio V Gonçalves 0 comentários   
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« Responder #82 em: Março 27, 2010, 03:29:47 »



O embuste continua...



No Diário de Notícias a 25/03/2010: "Com as negociações entre Ministério da Educação e sindicatos na recta final - ainda não foi ontem que ficou definida a versão final do novo estatuto - já está garantida a continuidade do debate na Assembleia da República.
(...)

Entretanto, ministério e sindicatos de professores reuniram-se ontem, para acertarem as últimas questões relativas às carreiras e à avaliação. Depois de o Governo ter retirado da sua última proposta as questões sobre vínculos e remunerações que geraram a indignação dos sindicatos, Dias da Silva, da FNE, definiu ontem como "sem desvios" ao acordado a versão do Estatuto da Carreira Docente em cima da mesa. O Governo entrega a versão final do documento "nos próximos dias"."

Ver Artigo Completo (Diário de Notícias)
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/Interior.aspx?content_id=1527858


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Comentário: Já nem gosto de ler este tipo de artigos... Fazem-me lembrar acordos e memorandos e certas cumplicidades que me enojam profundamente. Cada vez considero mais que estas negociações são um embuste em que somente uns poucos privilegiados irão alcançar objectivos.

E quanto à Assembleia da República o melhor mesmo é nem me pronunciar...
------------------------

© Publicado por Ricardo Montes às 19:26 1 Comentário(s)   

Etiqueta(s): Governo, Ministério da Educação, Nacional, Negociação, Sindicatos
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« Responder #83 em: Abril 04, 2010, 09:52:55 »



Ricardo Silva (Apede): Sobre o estatuto do aluno, o currículo e os horários dos professores4.4.10 Publicado por: Ramiro Marques
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Quis ouvir o que Ricardo Silva (Apede) tem a dizer sobre os termos e as consequências do Acordo estabelecido, no dia 8 de Janeiro, entre o ME e os sindicatos. É conhecida a minha posição: o Acordo era irrecusável. A nova conjuntura política, originada pelo entendimento entre o Governo e o PSD em torno do Orçamento e a redução do défice, inviabilizaria qualquer solução parlamentar para a questão das quotas. A comparação entre o ECD em vigor e o que vai sair dos termos do Acordo mostra, a meu ver, que as condições de progressão melhoraram bastante e são agora muitos mais os docentes que atingirão o topo da carreira.

Não é esse o entendimento da Apede, do PROmova e do MUP. Nem do Ricardo Silva.

ProfBlog - Por que razão os sindicatos não deviam ter assinado o Acordo?

Ricardo Silva - Em primeiro lugar, porque em qualquer negociação devem estar em cima da mesa apenas os superiores interesses daqueles que são representados e não temos a certeza absoluta que assim tenha sido. Está ainda por explicar a necessidade de uma maratona negocial de 14 horas. E fica também por explicar o que mudou de tão essencial entre o dia 29 de Dezembro (data da apresentação das contra-propostas da FENPROF) e o dia 7 de Janeiro. O que era mau ontem não pode ser bom no dia seguinte. Garantia de todos os professores com BOM poderem atingir o topo da carreira, em tempo útil? Foi essa a conquista? Já sabemos que em muitos casos isso dificilmente acontecerá e a própria ministra o tem repetido. Fica a sensação que os sindicatos não quiseram devolver o protagonismo nestas negociações ao Parlamento. Será? Porquê?

Fundamentalmente, não deviam ter assinado o Acordo, porque não ficaram satisfeitas muitas das reivindicações importantes dos professores e que os próprios sindicatos assumiram como bandeiras de luta, algumas das quais consideradas absolutamente inegociáveis. Não podemos pois concordar com um Acordo que contempla:

. vagas e quotas, que visam estrangular a progressão na carreira e que deixam clara a negação total dos propalados propósitos de distinção do mérito

. um modelo de avaliação que se mantém quase intocado com tudo o que comporta de perverso, inadequado, inexequível, burocrático, discricionário, injusto, conflitual, etc;

. o roubo do tempo de serviço congelado entre Agosto de 2005 e Dezembro de 2007, situação que afectará gravemente todos os professores no momento do seu reposicionamento e ao longo de toda a sua carreira;

. os efeitos das classificações do 1º ciclo avaliativo quanto à progressão na carreira, o que é vergonhoso pois serão penalizados os professores que deram “o corpo às balas” e beneficiados aqueles que, de forma algo oportunista, se candidataram a classificações de “mérito”;

. uma carreira com duração muito mais longa, que só com muito boa vontade se poderá considerar que garante a todos os professores com BOM, o acesso ao topo em tempo útil e, além disso, com efeitos perversos no cálculo das reformas pois os professores passarão a esmagadora maioria da carreira com salários muito abaixo do índice 370;

. a transição para a nova estrutura da carreira docente é penalizadora para os professores, uma vez que a sua grande maioria regride no seu posicionamento e, por isso, demorará muito mais tempo a atingir o topo da carreira;

. um brutal desequilíbrio nas condições de progressão, ficando claramente prejudicados sobretudo os colegas abaixo do índice 235.

. um modelo de gestão profundamente anti-democrático e potenciador de conflitos, tensões e agravamento dos direitos, liberdades e garantias dos professores, sendo que a Comissão de Coordenação de Avaliação do Conselho Pedagógico resulta de uma eleição entre membros nomeados pelo director, com todas as perversidades que daí poderão advir;

. a manutenção de uma prova de ingresso que, a existir, deveria surgir no final do estágio como último momento de avaliação/certificação e nunca após a conclusão da licenciatura e profissionalização, apenas como uma forma de tentar estrangular o acesso à profissão a quem está legalmente habilitado para a docência. Se algo está mal na formação de professores, importa então que o governo ataque o problema pela raiz, aferindo e certificando a qualidade das instituições às quais atribuiu alvará de funcionamento, e não venha simplesmente tentar punir aqueles que cumpriram as regras e os requisitos impostos pelas instituições que os formaram;

. uma autêntica nebulosa que fica no ar para o período após 2013, sem quaisquer garantias que as condições de progressão (entre outras) não possam vir a agravar-se. Curiosa aqui a ideia de que o governo não se poderia comprometer com nada para além do limite do seu mandato. Não sabíamos que as leis e os seus efeitos só podem ser negociados para o período de vigência dos mandatos dos governos.

ProfBlog -  Consideras que havia condições para o parlamento pôr fim às quotas? Podes explicar?

Ricardo Silva - O Parlamento, mais precisamente o PSD, não honrou os seus compromissos com os professores num passado recente, situação que não esquecemos. Mas considero que os deputados dos diversos partidos da oposição não poderiam enjeitar as suas responsabilidades no que respeita à ultrapassagem do conflito entre professores e governo, e sua agudização, que naturalmente resultaria de um fracasso nas negociações. A resolução deste problema, em sede parlamentar, seria tanto mais facilitada quanto mais mobilizados estivessem os professores para a luta. E esta vai ser a grande questão para o futuro, quando for escrita a história do processo de luta dos professores portugueses nestes últimos anos: como explicar os níveis de mobilização/desmobilização dos professores ao longo do referido processo. Variadas são as razões, algumas mais claras e óbvias, outras menos. Voltando à questão, considero que deveriam ter sido esgotados todas as possibilidades e caminhos que pudessem levar à obtenção de um acordo global mais satisfatório para os professores. As afirmações recentes de José Sócrates vangloriando-se do acordo obtido, que para ele significa uma clara derrota da oposição, como de imediato veio sublinhar, são bem significativas de que ficámos a meio do caminho e que isso também não deverá ter agradado, politicamente, a alguns partidos da oposição. Haveria portanto, do meu ponto de vista, algo mais a tentar, algo mais a conquistar no âmbito parlamentar.

ProfBlog - Para além do ECD e da ADD, quais as matérias que devem ter a prioridade no processo negocial em curso?

Ricardo Silva - Essas matérias são muito importantes mas é fundamental que se ataquem com muita determinação outros problemas, já conhecidos:

- os horários dos docentes e a sobrecarga de trabalho que tem vindo a aumentar com a alteração das componentes lectiva e não lectiva.

- é fundamental que se respeite a componente individual de trabalho, que as reuniões não continuem a multiplicar-se com prejuízo da referida componente individual.

- é ainda muito importante que se reduza a burocracia e a papelada que massacram os professores, sem qualquer vantagem ou utilidade pedagógica.

- que o apetrechamento tecnológico das escolas seja implementado de forma equilibrada para que não aconteça existirem certas salas de aula com videoprojectores e quadros interactivos em simultâneo e noutras escolas os professores se atropelem para conseguirem reservar o único videoprojector disponível, para toda a escola.

- o número de alunos por turma tem de ser reduzido e o número de turmas por professor não pode continuar a chegar às sete, oito e mais turmas.

- seria importante olhar-se de uma forma especial para o trabalho dos directores de turma que, pela sua complexidade, responsabilidade e exigência deveria merecer um reforço da componente de redução atribuída ao desempenho deste cargo.

- é absolutamente decisivo que se resolva o problema da formação contínua que, neste momento, é escassa e tem de ser paga pelos professores, na maior parte dos casos. Se a frequência de acções de formação é obrigatória, como se pode obrigar os professores a pagarem uma formação que lhes é imposta? Formação essa, muitas vezes escassa e limitada, a decorrer em horário pós-laboral, muitas vezes aos sábados, para lá de não garantir a qualidade e uma adequação efectiva às necessidades de formação de grande parte dos professores, nomeadamente, nas suas áreas disciplinares.

- a vinculação dos colegas contratados é uma questão que tem de ser resolvida de uma vez por todas. Sendo professor do quadro há 20 anos, na mesma escola, não me esqueço nem desvalorizo as condições em que vivem e trabalham os meus colegas, em situação mais desprotegida (não esquecendo tb o caso das AEC’s).

- a reestruturação curricular, com a extinção das áreas curriculares não disciplinares, revisão dos programas, correcta articulação vertical e horizontal dos programas, novo desenho curricular com reorganização dos tempos lectivos, serão outros aspectos importantes a trabalhar.

- deixei para o final a questão do modelo de gestão. Considero que é, neste momento, o grande CANCRO que afecta o funcionamento das escolas. Cancro que tem de ser extirpado urgentemente, com o restabelecimento de uma gestão democrática das escolas.

ProfBlog -  O estatuto do aluno é um obstáculo à qualidade do ensino. O que é que deve ser feito para o substituir?

Ricardo Silva - Considero que deverá ser profundamente reformulado, nomeadamente no que respeita à brutal carga de trabalho burocrático que exige aos professores e à escassa responsabilização que atribui aos alunos no cumprimento dos seus deveres de assiduidade, sobretudo nos casos de falta de assiduidade injustificada.
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Endurecer a luta, correr com a ministra!

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« Responder #84 em: Abril 07, 2010, 01:01:12 »



Abril 6, 2010
O Idílio Continua
Posted by Paulo Guinote under Afinidades, Negociações, Sem Pachorra, Tédio
[69] Comments

 
Estamos na Primavera e as paixões tendem a desabrochar ou ganhar um novo ânimo. Em especial entre a juventude de outrora este era o momento propício para o multiplicar de olhares, encontros fortuitos, pequenos toques e emoções ruborizantes, tudo sempre sem grande nível de concretização.

Tal como os últimos três meses de promessas e preliminares.

É bonito. É uma forma de resistir à aceleração dos tempos e de não ceder à tentação do arrebatamento fácil, do prazer epidérmico e de assim prolongar, de forma tântrica, aquele estado primordial de enamoramento que, na ausência da consumação da paixão, faz acreditar que tudo será sempre um paraíso na Terra.

Esta semana parece que foi marcado novo derriço, desculpem, encontro, certamente seguido de declarações edulcorantes para não fazerem pior aos diabéticos.

Ministério receptivo a estatuto de autoridade pública para professor
http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=educar.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2FEduca%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Fministerio-receptivo-a-estatuto-de-autoridade-publica-para-professor_1430899&sref=http%3A%2F%2Feducar.wordpress.com%2F

O Ministério da Educação manifestou abertura para considerar a possibilidade de ser reconhecido ao professor o estatuto de autoridade pública dentro da escola, disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) à saída de uma reunião com a ministra e o secretário de Estado Adjunto da tutela.

Entretanto, Mário Almeida, desculpem, Abílio Nogueira, desculpem, o líder da Fenprof parece estar satisfeito com as propostas de Maria de Lurdes Alçada, desculpem, Isabel Rodrigues, desculpem, da ministra da Educação e do seu secretário Valter Ventura, desculpem, Alexandre Lemos, desculpem, esse mesmo, em matérias diversas discutidas e negociadas.

Em todas, mais especificamente.




Abril 7, 2010
Passam Hoje Três Meses…
Posted by Paulo Guinote under Educação, Efemérides, Negociações, Ponto da Situação
[39] Comments




… e NADA mudou. É verdade: NADA.

Está tudo hoje como na manhã de 6 de Janeiro passado.

O benefício da dúvida esgotou-se. Outro ano lectivo está prestes a iniciar o último período e o tempo continua a perder-se, sem que os protagonistas voltem a sentir aquela urgência imensa em tomar decisões naquele exacto dia, naquele momento, em muito propalada maratona negocial.

Acho que já é consensual dizer, sem ser apedrejado, que o acordo foi estabelecido muito antes da 1 da manhã e que o resto foram detalhes para o produto não ser demasiado imperfeito.

A pressa, essa… muito (ou não!) haveria a dizer sobre ela. O acordo foi um trunfo para alguém exibir como troféu perante o primeiro e ganhar crédito para cumprir parte do que prometeu em troca dos autógrafos aos que, assim, recuperaram o lugar privilegiado de parceiro. Uns mais do que outros.

A lentidão actual? A constatação de que, afinal, alguém pensou ter perna para passo maior do que lhe deixam dar.

Daí o arrastamento de todo o processo, em busca de calendário certo para…

Porque há algo que me espanta: se quando do memorando, o texto estabelecido foi vertido em lei umas semanas depois sem quase nenhuma alteração, porque é que o acordo, que mereceu rasgados elogios por parte de todos os signatários agora está há três meses em banho-maria?

É que mesmo os problemas técnicos apontados ao texto já há muito tiveram tempo de ser limados.

O que se passa?

Para quê uma negociação suplementar se há acordo? Quantas vírgulas vão mudar na nova reunião negocial?

Já sei! É tudo muito complicado, razões de Estado, maiordências que escapam ao cérebro pequenino dos zecos que só sabem dar aulas e não conseguem vislumbrar a transcendência do vácuo.


 
Abril 7, 2010
Quando Se Ouvem 38 Pessoas…
« última modificação: Abril 07, 2010, 03:42:00 por Ambrósio » Registado
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« Responder #85 em: Abril 09, 2010, 02:40:52 »



Abril 8, 2010
Educação: Breve Balanço Provisório De Três Meses De Acordo E Muita Paixão Negocial
Posted by Paulo Guinote under 2010, Balanços, Educação, Ponto da Situação
[38] Comments


Parece que voltámos ao guterrismo. Eles falam, falam, mas nada de concreto se decide. Estamos prestes a iniciar o 3º período, entrámos no 4º mês após as partes terem chegado a acordo e nada mudou.

O balanço seguinte é curto porque já escrevi bastante sobre isto e está à vista de todos, não carecendo de demonstração escolástica prolongada.

Vai por ordem alfabética:

Avaliação do Desempenho: na prática está em vigor o que estava, com a existência de uma apreciação intercalar para quem muda de escalão em 2010 que segue as regras que os senhores Directores acham convenientes, em especial aqueles que já antes se destacaram pela prepotência. Os restantes, na ausência de nova legislação dividem-se entre os que estão em suspenso e os que estão submetidos ao simplex3 ou ao anterior modelo, de novo de acordo com a vontade dos Directores. As DRE escrevem uma coisa e dizem outra por ntelefone. Vive-se uma situação que é em muito pouco diferente da de 2009.

Estatuto e Carreira: continua em vigor a divisão da carreira e as regras do 15/2007, com as alterações do 270/09, juntamente com todas aquelas inenarráveis disposições transitórias. Nada mudou. Há titulares e não titulares como havia. O ano lectivo vai terminar como começou. Aposto que o novo ECD só fará efeitos a partir de 1 de Setembro. O modelo de Maria de Lurdes Rodrigues continua a governar mais de 6 meses depois da sua partida da 5 de Outubro.

Estatuto do Aluno: a sua alteração não decorria do acordo, mas surgiu como inevitável no actual contexto. ME e Fenprof surgiram irmanados e coincidentes em diversas propostas. No Parlamento os diferentes partidos da oposição apresentaram ideias e propostas. Visto daqui, vai mudar para ficar na mesma ou pior, antevendo-se a possibilidade de uma união das esquerdas em defesa do belo pensamento desresponsabilizador dos males do mundo.

Gestão: continua tudo sem qualquer alteração e nem sequer se percebe se estão aser oficialmente negociadas alterações. Sem alterações no ECD não é possível operacionalizar um novo modelo de gestão e com essas alterações, o modelo de gestão terá de ser obrigatoriamente alterado. E esse é o problema. Com o fim da divisão na carreira o 75/2008 terá de ser remendado ou substituído. E por aqui podem passar alguns obstáculos pois há cargos que deixam de poder ser ocupados em exclusividade apenas por alguns. Entretanto, em muitos agrupamentos e escolas o funcionamento deste modelo de gestão está a provocar clivagens imensas, lutas brutais e ajustes de contas.

Horários: a negociação deste aspecto foi apresentada como um dos ganhos indirectos do acordo. Era uma espécie de troca de bastidores. Nada mudou.

Reforma curricular: também não decorria do acordo, mas é uma peça fundamental para que o Ensino Básico ganhe algum sentido, em especial o 3º ciclo. Definida por um grupo de gabinete, sem qualquer consulta às escolas, ameaça ser mais uma aoperação de cosmética, definida com base em análises livrescas e ideias dos especialistas convidados. Se o fim da Área de Projecto e a reformulação do Estudo Acompanhado apareceram como sinais apaziguadores, neste momento receia-se que isso tenha sido deitado cá para fora para aplainar o terreno para introduzir outro tipo de disparates. Oxalá que não. Mas parece que o que passou a ser designado como reajustamento dos 2º e 3º CEB corre o sério risco de ser mais um remendo do que outra coisa.

Quem ganhou algo com estes três meses?

O ME deixou de ter um sector em permanente ebulição, beneficiando da conjugação entre a expectativa perante a nova ministra, o cansaço de vários anos de confronto e o desânimo perante os resultados nulos obtidos até agora com o clima de diálogo e beijinho na face.
Os sindicatos, em particular a Fenprof, recuperaram protagonismo negocial e passaram a apresentar-se como interlocutor privilegiado do ME ao fim de alguns anos de desrespeito continuado.
Quem não ganhou?

Todos aqueles (alunos, funcionário, professores) que trabalham diariamente nas escolas e continuam a lidar com os problemas de sempre, agravados com a erosão permanente do clima de trabalho a vários níveis de que a indisciplina e violência é apenas o sinal mais visível e mediático. Mandassem os negociadores (ministeriais e sindicais) dar aulas um par de semanas e veriam como a urgência lhes tomava logo conta da agenda.
Para finalizar, um reparo sobre a calendarização das mudanças. Sendo óbvio que o ano lectivo de 2009/10 será mais um ano perdido, de indefinição, seria essencial que as alterações a introduzir chegassem às escolas e aos seus actoresz em tempo útil para preparar o ano de 2010/11 com sentido.

Isso implica não perturbar o período de preparação de provas de aferição e exames, mas exige que as alterações sejam conhecidas e possam ser operacionalizadas entre o fim de Junho e a maior parte do mês de Julho. Isso não se compadece com uma torrente legislativa, sem preparação e cronograma flexível, à entrada do Estio.

Se querem que algo mude para melhor, é muito importante que as alterações – e não os anúncios para sondar a reacção – sejam conhecidas no prazo de um mês, para implementação ponderada e atempada após a fase mais crítica do final das actividades lectivas.

Para a contabilidade do atraso educativo nacional podem já acrescentar o ano de 2009/10. Tanto tempo perdido nos gabinetes e tantas costas viradas em relação às escolas.






Abril 11, 2010
A farsa do 1º ciclo de avaliação conta para a graduação nos concursos? A culpa é do porteiro do ministério da Educação


Aos poucos, tolerantes e indefectíveis do Acordo de Princípios vão sendo confrontados com as consequências de os sindicatos terem vacilado na sua exigência, quer de suspensão do modelo de avaliação, quer de todos os efeitos decorrentes do 1º ciclo de avaliação.

Depois de os sindicatos terem aceite, em sede de Acordo de Princípios, que as classificações de Excelente e de Muito Bom, obtidas segundo processos que os próprios sindicatos reputaram de "farsa" (é assim que se leva a sério o que se afirma), tivessem efeitos em termos de progressão na carreira (de facto, valeu a pena a milhares de professores terem abdicado destas classificações para exprimirem a sua rejeição pelo modelo?), eis que agora se descobre que também contam para efeito de concursos.

Mas, se a comédia negocial já era, de si, inqualificável ao nível da forma como procurou embrulhar, com lacinhos cor-de-rosa, o desprezo, tanto pelas principais reivindicações dos professores (fim deste modelo de avaliação e não aplicação do sistema de quotas), como pela determinação e inteligência dos mesmos, então, que pensar de textos e comentários surgidos na blogosfera que, no seu afã de justificarem o injustificável, incorrem em desculpas absolutamente grotescas e pueris, procurando imputar ao Director-Geral dos Recursos Humanos da Educação a responsabilidade pelas consequências da avaliação farsante nos concursos de professores, quando este apenas se limitou a incluir no Aviso de Abertura do concurso a lei vigente (mal seria que assim não fosse).

Da mesma forma, atribuem a responsabilidade pelos atrasos na implementação legal do acordado a Sócrates e Teixeira dos Santos, que estarão a protelar os acordos celebrados pela equipa do ministério da Educação.

Alçada e Ventura são fixes, só é pena pertencerem ao governo de Sócrates e Teixeira dos Santos. Esta argumentação é, no mínimo, risível.

O que estes comentadores desconhecem é que o verdadeiro responsável por estas situações é, nem mais nem menos, que o porteiro do ministério da Educação. Este funcionário devia ter tido a inteligência e o atrevimento de recordar aos sindicalistas que por ali passaram algumas evidências básicas, como, por exemplo, o seguinte:

- se desejam que o 1º ciclo de avaliação não produza efeito nos concursos de professores, convém que isso conste no Acordo de Princípios;

- tenham presente que um concurso de professores não pode ser lançado na base de intenções verbalizadas, mas deve obedecer à legislação efectivamente em vigor;

- como Sócrates e Teixeira dos Santos não são de fiar, exijam compromissos escritos sobre limites temporais para a implementação das medidas acordadas;

- não se esqueçam de justificar aos professores por que razão as classificações obtidas numa "farsa" não devem ter consequências em termos de concursos, mas são válidas em termos de progressão na carreira.

Distracções de porteiro!...

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« Responder #86 em: Abril 15, 2010, 01:25:10 »



Abril 14, 2010
Vai-te a eles, Nogueira!

 
Estas declarações de Mário Nogueira ( http://www.spgl.pt/artigo.aspx?sid=40246dc5-1202-44d0-ab37-c18ba0f09417&cntx=crc2GqCo304Ww7SUNYaizggYwr9Quqm1ysPAR4iKaWTUIHxbER54tuPKziYu8Sb6 ) consubstanciam o último episódio da novela melodramática que, desde Janeiro de 2010, está em cena e que tem como principais protagonistas o dueto do ministério da Educação (Trocado da Mata parece mais vocacionado para se dirigir ao plenário do Parlamento) e os sindicatos que assinaram o vergonhoso Acordo de Princípios, com especial destaque para Mário Nogueira.

As cenas iniciais incluíram beijinhos e promessas de idílio eterno, mas a circunstância de a Fenprof e a Fne terem transigido nas exigências de suspensão do 1º ciclo de avaliação, de anulação dos efeitos daí decorrentes em termos de vantagens na progressão e nos concursos e de substituição do modelo de avaliação (os sindicatos foram incompetentes para impor uma só que fosse destas reivindicações), conduziu, agora, a desentendimentos incompreensíveis a propósito do concurso de professores, sobre uma matéria gravíssima, em relação à qual Mário Nogueira vendera a ideia, no dia 8 de Janeiro e posteriormente pelo país, que havia um compromisso com o ME para a eliminação dos efeitos da avaliação na graduação profissional dos professores.

Mário Nogueira e a Fenprof devem uma explicação clara e concludente aos professores, tendo a obrigação de, no mínimo, tornar pública a acta da reunião que cozinhou o Acordo.

Pensava que depois do que escrevi aqui ( http://octaviovgoncalves.blogspot.com/2010/04/parece-que-esta-de-volta-conversa-mole.html ), aqui ( http://octaviovgoncalves.blogspot.com/2010/04/negociacoes-dominadas-pelo-conceito-de.html ), aqui ( http://octaviovgoncalves.blogspot.com/2010/04/farsa-do-1-ciclo-de-avaliacao-conta.html ), aqui (http://octaviovgoncalves.blogspot.com/2010/04/gato-escaldado-ate-da-fenprof-tem-medo.html ), aqui ( http://octaviovgoncalves.blogspot.com/2010/04/efeitos-da-avaliacao-de-desempenho-nos.html ) e aqui ( http://octaviovgoncalves.blogspot.com/2010/04/ja-nem-sei-o-que-pensar-desta-pantomina.html ), já não seria necessário acrescentar mais nada a esta pantomina.

Mas, face às ameaças de abaixo-assinados, reuniões, manifestações e outras parafernálias de combate, agitadas por Mário Nogueira, os professores perguntam-se:

- regressar à luta para proporcionar a Nogueira uma terceira oportunidade de cair nos braços de "Isabel" e retomar uma negociação de meias-tintas que despreza as principais reivindicações dos professores?

Estamos fartos de "entendimentos" e de "acordos" com gente que, de forma manhosa, deixa tudo na mesma.

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« Responder #87 em: Abril 15, 2010, 01:47:51 »



quinta-feira, 15 de Abril de 2010
Recordação de 7 de Janeiro de 2010




© Publicado por Ricardo Montes às 09:21 3 Comentário(s)   

Etiqueta(s): Humor




Abril 17, 2010
Concursos de professores: uma estocada na estratégia mansa da Fenprof e da Fne



Daqui...
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1545849

A actual intransigência da ministra da Educação para anular os impactos de uma avaliação fantoche na graduação profissional é uma consequência da postura nada firme e irresponsável da Fenprof e da Fne, durante os meses de Dezembro e Janeiro, no quadro das negociações que culminaram no abjecto Acordo de Princípios.

Sempre que, no momento oportuno, se cede injustificadamente, se abdica de princípios e reivindicações nucleares e se procura ser bonzinho (Nogueira não quis pôr o "pé em cima do pescoço do governo", para agora levar, do mesmo e aparentemente à socapa, um murro no estômago), dá-se o flanco da autoridade, da força negocial e da respeitabilidade ao nosso contendor.

Como tal, não podemos iludir o óbvio e deixar de chamar os "bois pelos nomes": por mais que isto seja devastador para a unidade dos professores e para a sua mobilização (que também foram os sindicatos a esvaziar), a Fenprof e a Fne constituem os grandes responsáveis pela situação de injustiça gritante e de ataque à seriedade, que a valorização das classificações para efeitos de concursos, tal como caótica e discricionariamente atribuídas no 1º ciclo de avaliação, representa.
Há aqui dois factos que não podem ser descartados e que devem responsabilizar a Fenprof e a Fne:

- estas estruturas sindicais hipotecaram um capital unitário de luta e, sobretudo, desbarataram uma oportunidade política única de, no Parlamento, terem forçado a suspensão do 1º ciclo de avaliação e a substituição deste modelo de avaliação. Foram estes sindicatos que convenceram os partidos da oposição (há declarações factuais e testemunhos fidedignos que o provam) a entregarem-lhes o protagonismo negocial, o qual traiu as expectativas dos professores e conduziu aos resultados que estão à vista: aceitação do modelo de avaliação, legitimação do 1º ciclo de avaliação e acolhimento do sistema de quotas;

- se Mário Nogueira falou verdade, quando remeteu para uma acta a existência de compromissos com o ministério da Educação tendentes a anular "de uma vez por todas" os efeitos da avaliação nos concursos, deve sentir-se obrigado a divulgar aos professores o conteúdo dessa acta e, desta forma, desmascarar o ministério da Educação como negociador de ma-fé.

Exige-se um mea culpa dos sindicatos perante os professores (comprometendo-se a despirem a penugem de galinhas quando se lida com raposas) e uma explicação cabal dos compromissos estabelecidos com o ME.

Publicada por Octávio V Gonçalves 2 comentários   
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« última modificação: Abril 18, 2010, 02:11:12 por Ambrósio » Registado
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« Responder #88 em: Abril 18, 2010, 02:05:10 »



Mais uma acha para a fogueira… numa “estória” que começa mesmo a cheirar mal
Publicado em Concursos, ME, Negociações, Sindicatos por APEDE em 17/04/2010


E ao sétimo dia… eis que Isabel Alçada decide lançar mais uma acha para a fogueira:

Avaliação: ministra não cede
http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&site=apede08.wordpress.com&url=http%3A%2F%2Fwww.tvi24.iol.pt%2Fsociedade%2Fprofessores-avaliacao-isabel-alcada-educacao-sindicatos-tvi24%2F1155829-4071.html&sref=http%3A%2F%2Fapede08.wordpress.com%2F

«Nós fizemos um trabalho com os sindicatos de um novo modelo. Em relação àquele que está feito, temos de trabalhar no quadro que é a lei», explicou Isabel Alçada.

Isabel Alçada disse «compreender que as organizações sindicais manifestem a sua posição», mas acrescentou que «o Ministério da Educação deixou sempre muito claro que, em relação à progressão na carreira e aos concursos de professores, a avaliação de desempenho devia contar».

Perante estas declarações, não restam grandes dúvidas: alguém está a faltar à verdade sobre as negociações. Talvez fosse bom ouvir, já agora, o que Alexandre Ventura e José Sócrates têm a dizer sobre esta matéria.

E a APEDE insiste no repto: divulguem-se as actas das reuniões para sabermos, exactamente, tudo aquilo que ficou (ou não) decidido e negociado entre o ME e os sindicatos subscritores do “Acordo”.





No país do faz-de-conta
Publicado em Educação por APEDE em 18/04/2010


Estando nós a encaminhar-nos a passos largos para o final do ano lectivo, é tempo de nos perguntarmos, em jeito de balanço, o que é que os professores conquistaram com a “mudança” do ciclo político aparentemente aberta pelas últimas eleições e com a alteração da equipa do Ministério da Educação.

E a resposta, para quem tiver um mínimo de honestidade intelectual, só pode ser uma: nada. Ou, pelo menos, nada de verdadeiramente substancial.

Após meses de negociações com os sindicatos que desembocaram num famigerado Acordo, tão insensado pelos fanáticos do activismo-sindical-que-temos, permanecem de pé todas as peças fundamentais da legislação congeminada pelo consulado de Maria Lurdes Rodrigues.

Nem uma foi derrubada, não obstante os falsos compromissos que prometiam soluções rápidas.

O Estatuto da Carreira Docente continua a ser o que herdámos do anterior governo, e não se vê qualquer vontade política de que o dito Acordo seja vertido em letra de lei.

O Estatuto do Aluno, com o seu cortejo de absurdos, continua a infernizar o quotidiano laboral dos professores, sobrecarregando-os com uma miríade de tarefas burocraticamente idiotas e inúteis, de efeitos nulos na responsabilização dos alunos e servindo apenas para penalizar os que são cumpridores.

E agora, qual cereja em cima do bolo da mistificação que nos tem sido servida, verifica-se que a farsa da avaliação do desempenho vai ser mesmo incorporada na orgânica dos concursos de colocação de professores, determinando a sua graduação.

Por tudo isto, o Antero foi mesmo profético quando concebeu, em Outubro de 2009, este cartoon:



E também foram lúcidos os que perceberam que Isabel Alçada mais não seria do que o equivalente de Ana Jorge à frente do Ministério da Educação: alguém que teria a incumbência de esvaziar a contestação com muitos sorrisos e beijinhos, fazendo de conta que todos os pontos rejeitados pela classe docente seriam alterados, mas adiando para as calendas todas as transformações de fundo.

Para isso, Isabel Alçada contou com duas cumplicidades de peso.

Em primeiro lugar, a bancada parlamentar do PSD, que depressa retirou o tapete debaixo dos pés dos partidos da oposição que pretendiam aprovar uma resolução mais célere no sentido de se suspender a palhaçada, infeliz e infecta, da avaliação dos professores, e eventualmente mobilizar a Assembleia da República para uma revisão séria do ECD.

O pretexto para esta deserção do PSD foi devolver aos sindicatos o protagonismo na negociação dos diplomas. E assim se abriu a porta aos segundos cúmplices da manobra do Ministério da Educação: os sindicatos, pois claro, e, em particular, a Fenprof enquanto organização de maior peso e influência.

Os sindicatos de professores juntaram-se à actual equipa ministerial na encenação do “novo clima de concórdia e diálogo”. Aquando da última greve da Função Pública, incorreram mesmo no ridículo de “esclarecer” publicamente que a sua participação nessa iniciativa não se destinava a contestar a actual Ministra da Educação - não fosse ela levar a mal e não os receber com um beijinho quando voltassem a encontrar-se na 5 de Outubro!

A APEDE tem sido acusada de sustentar um discurso sistematicamente anti-sindical. O nosso historial mostra que tal acusação é falsa. Mas deixamos aqui uma singela pergunta aos nossos críticos habituais: podemos nós eximir-nos de apontar o dedo às direcções sindicais quando constatamos toda a nulidade do que foi feito e conseguido até agora?

Mais: podemos nós calar a nossa revolta e a nossa repugnância, quando vemos que nem sequer algumas das pseudo-conquistas que Mário Nogueira se apressou a proclamar estão a ser minimamente cumpridas pelo Ministério?

Tudo aponta, pois, para que o ano lectivo termine sem que os professores e as escolas tenham saído do buraco para que foram empurrados por Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates.

E tudo sugere que, numa história desgraçadamente longa de desilusões e de traições, estejamos a assistir a mais uma variante de um tipo particular de “beijinho”: o beijo de Judas.




Apaga fogos
18.4.10 Publicado por: Ramiro Marques
0 Comments and 4 Reactions 

Pode uma ministra da educação sobreviver a uma legislatura desempenhando a função de apaga fogos? È o que veremos com a actual ministra da educação. Resiste há 7 meses desempenhando uma tarefa que dá votos ao PS: apaga fogos na área da educação.

Foi o que a ministra fez ontem em Évora. Perante os protestos do Presidente da Confap - que acusou o Governo de estar a reduzir as deduções da educação em sede de IRS, tornando mais difícil a vida aos pais dos alunos - a ministra cumpriu o papel que José Sócrates lhe concedeu afirmando erroneamente que a redução das deduções não afecta as famílias da classe média.

A vontade de agradar a Sócrates é tão grande que, desta vez, a Isabel foi longe demais. A realidade é o oposto daquilo que a ministra disse ontem: a redução das deduções fiscais na educação atinge sobretudo a classe média.

A ministra da educação habituou-nos a um discurso afável, generalista e pouco rigoroso mas desta vez levou longe de mais a falta de rigor.


Política educativa |
« última modificação: Maio 05, 2010, 12:31:46 por Ambrósio » Registado
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« Responder #89 em: Abril 28, 2010, 11:41:51 »



Abril 28, 2010
Bem-Vindo Ao Clube
Posted by Paulo Guinote under O Acordo
[2] Comments



Santana Castilho no Público de hoje:

Conhecemos o texto do acordo. Mas não conhecemos as actas, que se presumem feitas, das discussões havidas na maratona de 14 horas de negociações que o antecederam. A consideração da classificação do desempenho para efeitos de graduação dos professores foi ou não objecto dessa discussão? Se foi, em que termos? Se não foi, por que não foi? Se não foi, que atenção mereceu nos três meses seguintes de reuniões sem fim?

Como se explica, considerado o traquejo da Fenprof e o profissionalismo dos seus assessores jurídicos, que não tenham visto que os resultados da contestada classificação do desempenho eram considerados para efeitos de graduação profissional, em sede de concurso? Estando lá e resultando da leitura cruzada de vários diplomas que se aplicavam, como foi possível cantarem de galo, de manhã, para engolirem o sapo, à tarde?

Já peço isso há demasiado tempo, muitos meses, mas é sempre bom que se junte mais uma voz e um dia o coro os obrigue a desistir do culto da opacidade.




Paulo Ambrósio Diz:

Abril 28, 2010 at 11:53 am

Há dias ouvi um elemento dirigente responsável do meu sindicato (o maior da FENPROF) dizer em off que “As actas das reuniões negociais são o segredo do sindicato mais guardado a sete chaves” e que “Fiz tudo para as ler mas até agora não consegui, porque só foi distribuída uma cópia a cada presidente”.

Bom – digo eu – realmente o que lá estará escrito não deve ser inócuo, porque segredos destes assim só mesmo os dos mistérios de Fátima guardados pela irmã Lúcia.

Realmente, os quadros sindicais e a Classe mereciam mais transparência…




Paulo Ambrósio Diz:

Maio 4, 2010 at 5:02 pm

O Mário Nogueira (MN) leu o meu anterior comentário aqui. E vai daí, ontem na concentração de 50 quadros sindicais e uns 5 ou 6 professores contratados, chamou-me e deu a sua versão dos factos pedindo para a divulgar aqui: Que o projecto de acta de dia 7 de Janeiro ainda não tinha sido enviado á FENPROF que, portanto, o desconhecia.

Bom, o dirigente do meu sindicato – que citei em discurso directo no comentário anterior – não se referiu a “acta” (no singular) mas sim a “actas” negociais (no plural).

Portanto, resta-me concluir que ele e MN falam de documentos distintos.

E o mistério permanece…
« última modificação: Maio 05, 2010, 12:24:05 por Ambrósio » Registado
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