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Ranking das escolas

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151664 Mensagens em 12439 Tópicos- por 40000 Membros - Membro Mais Recente: LenaSousa

Fevereiro 09, 2010, 01:07:28
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Autor Tópico: Ranking das escolas  (Lida 6594 vezes)
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miguel
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« Responder #15 em: Novembro 05, 2007, 01:42:54 »

alberta, nao o posso provar, pois nunca o assisti, mas ja vi profs que leccionam no oublico e no privado a dizer que nas escolas privadas onde leccionam é pratica vulgar dar "pequenas ajudas"
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« Responder #15 em: Novembro 05, 2007, 01:42:54 »

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« Responder #16 em: Novembro 05, 2007, 08:06:44 »

Miguel, acredita que já ando aqui há muitos anos e as "ajudas" que referes acontecem tanto no público como no privado. Não podemos é fazer generalizações pelo conhecimento que temos de alguns casos.
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Endurecer a luta, correr com a ministra!

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« Responder #17 em: Outubro 29, 2008, 03:51:54 »





Mais de 82% das escolas chegam à nota positiva

'Crash' ecológico

94% de positivas a Matemática superam resultados do Português
Acordo assinado em Abril já criticava a avaliação
Crimes contra crianças, idosos e deficientes baixam no Verão
Medidas em atraso custam mais 380 milhões/ano em remédios
Mais de 60% dos alunos de 13 anos não têm exame de saúde
Mãe afectiva nega ter estado fugida à justiça
67% preferem ser juízes a procuradores do MP
Mais de 82% das escolas chegam à nota positiva


PEDRO SOUSA TAVARES e JOÃO PEDRO OLIVEIRA 
'Ranking'. Das 609 escolas consideradas na listagem do DN, com base nas médias de exame às 20 disciplinas com mais inscritos, 502 (82,4%) chegaram pelo menos aos 9,5 valores. Uma subida assinalável face aos 66% de positivas do ano passado, impulsionada pela Matemática. Desta vez, a melhor do ano foi a Academia de Sta. Cecília

A Academia de Santa Cecília destronou o Mira-Rio do 1.º lugar

É um resultado histórico, que não deixará de alimentar alguma discussão. De acordo com o ranking elaborado pelo DN, com base nas notas obtidas pelos alunos nos 20 exames nacionais do secundário mais participados, 82,4% das escolas - 502 em 609 - chegaram à positiva (9,5 valores). Uma subida pouco menos do que meteórica face aos resultados bem mais modestos dos ano passado, que registou uma taxa de positivas de 66%. A nível individual, o destaque vai para a Academia de Música de Santa Cecília, em Lisboa, que destrona o ColégioMira-Rio, relegado para o segundo lugar.

Atendendo aos já conhecidos resultados dos exames, que servem de base a estes rankings, não se pode falar em surpresas absolutas. Afinal, na 1.ª fase de exames deste ano, a Matemática tinha chegado aos 12,5 valores de média, baixando a taxa de reprovações dos 14% de 2007 para 7%; na Biologia e Geologia, a média também cresceu 1,4 valores, para 10,5; e mesmo na Física e Química A, a pior disciplina, com 22% de chumbos na 1.ª fase, houve progressos a assinalar.

Se dúvidas restarem, basta verificar a percentagem de escolas que este ano chega à positiva a Matemática B - uns inimagináveis 94% para se perceber que alguma coisa mudou radicalmente este ano.

Mas esses dados não explicam tudo. Afinal, em 2007 também se tinha registado uma melhoria considerável das médias globais, e a percentagem de escolas em terreno positivo acabou por ficar nos 66%, abaixo dos 70% do ano anterior.

O que parece ter mudado é que, enquanto há um ano o crescimento se ficou a dever essencialmente aos progressos de escolas que já se moviam em terreno positivo, desta vez a tendência é mesmo generalizada. Se tais progressos se ficaram a dever ao "facilitismo" das provas, como defenderam algumas associações de professores e partidos da oposição, ou se, como disse o Ministério da Educação, o segredo esteve no "trabalho" realizado, são dúvidas que uma listagem elaborada essencialmente com base num indicador - os exames - não pode ter a pretensão de dissipar.

No entanto, há alguns elementos inquestionáveis. Como o facto de a taxa de sucesso das 487 escolas públicas analisadas (81%) não se afastar muito dos desempenhos globais, ou de haver públicas no top 10 da Matemática.

Não há milagres

É claro que há tendências que não mudam e até se acentuam. Na lista das 10 melhores, dominada pela Academia de Santa Cecília, não há uma única pública. A Secundária Infanta D. Maria, que no ano passado fechava o top 10, continua a ser a melhor estatal, mas desta vez não vai além do 19.º lugar na tabela geral.

Continuam a ser bastante mais as escolas que baixam as médias internas nos exames - 27-, do que aquelas que as sobem - 5-, e os piores continuam a ser os mesmos, com a Escola de Pampilhosa da Serra no fim da tabela.
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« Responder #18 em: Outubro 29, 2008, 03:53:12 »




Ranking das Escolas Secundárias
 
 
Escolas públicas ficarão só para os desfavorecidos
12h56m


As escolas públicas arriscam-se a ficar destinadas quase exclusivamente às classes mais desfavorecidas, graças ao contributo da divulgação dos rankings dos estabelecimentos com melhores resultados, que levam os pais a querer colocar os filhos em instituições privadas, defendem especialistas.

"Um dos problemas da divulgação dos rankings pode ser o de servir de base à escolha dos pais, transferindo muitos alunos para o privado", considera Rui Trindade, especialista em ciências da educação da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto.

Este ano, as dez escolas com melhor média nos exames do secundário são todas privadas, tanto na lista de classificações que considera todos os estabelecimentos, como na que tem apenas em consideração aqueles onde se fizeram pelo menos 100 provas.

"Se retirarmos os meninos da classe média da escola pública ela passa a ser um albergue de pobres e isso é terrível. Este pode ser um dos efeitos dos rankings", defende ainda Rui Trindade, alertando que os bons resultados dos privados têm pouco a ver com a escola em si.

Na opinião do especialista, as condições socio-culturais dos alunos que frequentam as instituições privadas são determinantes, a par do investimento feito por estas famílias em apoio extraordinário, como explicações.

"As escolas privadas acabam por ser mais exigentes e acabam por levar a que as famílias também o sejam. Para responder ao nível da escola privada obriga-se os alunos e as famílias a trabalharem mais. Alguns dos bons resultados têm mais a ver com o contexto dos alunos e com o que se faz fora da escola", sintetiza Rui Trindade.

Também Nuno Crato, da Associação de Professores de Matemática, se mostra preocupado com a falta de ambição da escola pública: "O abandono da exigência por parte do sector público acaba por ter consequências desfavoráveis para as classes mais desfavorecidas, já que é natural que as famílias com mais posses passem a encarar a possibilidade de colocar os filhos nas escolas privadas, por serem as mais exigentes". 

Uma das soluções para inverter esta tendência é levar as instituições a mostrarem o trabalho que estão a desenvolver, para além dos números espelhados nos rankings.

"Apesar de ser um indicador de que os alunos aprenderam, os rankings das escolas e as notas dos exames pouco ou nada traduzem a forma como se chegou aos resultados. Teríamos de ter mais informação para saber se estão associados a processos de aprendizagem seguros", refere Maria do Céu Taveira, professora de psicologia da Educação da Universidade do Minho, em declarações à agência Lusa.

Saber quais as estratégias de ensino e aprendizagem e que tipo de conhecimentos foram adquiridos seriam dados importantes a associar aos resultados obtidos nos exames.

José Manuel Canavarro, professor da Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra, considera também fundamental ter outros indicadores.

"Era importante conhecerem-se indicadores do envolvimento dos alunos em actividades circunescolares, indicadores de inovação pedagógica e de percurso dos alunos, como por exemplo, perceber se um bom resultado nos exames do 12º ano é um preditor de sucesso", defendeu, embora sublinhando que é um forte defensor da divulgação dos rankings.

Seja qual for a posição relativamente à divulgação da lista das melhores escolas, os especialistas são unânimes ao considerarem que os rankings influenciem a opção dos pais entre privado ou público. Mas não são o único factor.

"Os rankings influenciam, mas o que leva um pai a colocar um filho no privado também são outros razões, como horários mais alargados e melhor acompanhamento dos alunos", comenta Maria do Céu Taveira.

Mesmo assumindo que a escola pública possa sair "beliscada" com estes resultados, José Manuel Canavarro considera que "só no limite" se corre o risco de as instituições pública "ficaram apenas para os mais desfavorecidos".

"Esta é uma possibilidade, mas mais real em Lisboa e no Porto, uma vez que nos outros distritos há mais equilíbrio entre o resultado das públicas e dos privados", afirma.
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« Responder #19 em: Novembro 03, 2008, 03:28:52 »

02 Novembro 2008 - 00h30

Educação - melhor pública é de Braga
Privado domina ranking do 9.º ano



O CM divulga, pela primeira vez, o ranking dos exames do 9º ano. Tal como no Secundário, as privadas dominam, numa lista de 1304 escolas que mostra que apenas um por cento tem média inferior a 2,5 valores. Em primeiro está a Escola Inglesa de São Julião (St. Julian’s School), em Cascais. A melhor pública é a Escola do Conservatório Calouste Gulbenkian, de Braga.


O sistema de ensino inglês poderá estar na base do sucesso da São Julião, frequentada pela classe média-alta portuguesa e por filhos de cidadãos estrangeiros que trabalham em Portugal. A Escola esteve uma semana de férias, facto que impediu uma reportagem no local.

SUCESSO EM BRAGA

Estabilidade e motivação do corpo docente, métodos de estudo diário dos alunos e o interesse dos pais nas actividades escolares são os principais factores para os bons resultados da Escola Secundária Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian.

'Há um clima muito forte de familiaridade que envolve alunos, professores, pais e funcionários no processo educativo', sublinha Carlos Alberto Pereira, presidente do conselho executivo, frisando que os alunos frequentam a escola desde o 1º ano do primeiro Ciclo até ao 12º ano.

Apesar de satisfeito pelos resultados obtidos pelos alunos da Escola nos exames nacionais, Carlos Alberto Pereira minimiza o resultadodos rankings: 'A verdade é que os resultados de qualquer escola dependem das condições em que trabalha e da conjuntura em que se integra, a começar pela origem dos alunos. Tem de se fazer justiça a todos os professores, pelo excelente trabalho que fazem por todo este País. Mas a verdade é que sem boa matéria-prima, como é o caso das condições sociais dos alunos, não se consegue obter bons resultados.'

MÚSICA AJUDA NA APRENDIZAGEM

A Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga, tem 374 alunos em regime de ensino integrado e quase 800 a frequentar cursos de Música e de Dança.

A par das turmas pequenas, com vinte alunos por sala – o que permite ao professor dedicar mais tempo a cada discente – valoriza o impacto da música no processo de aprendizagem.

DISCIPLINAS

LÍNGUA PORTUGUESA

1293 escolas obtiveram média positiva no exame de Língua Portuguesa.

MATEMÁTICA

No exame nacional de Matemática foram 1052 as escolas que alcançaram uma média positiva. Em 15 estabelecimentos a média foi inferior a dois valores.

TOTAL DE EXAMES

No total, os alunos fizeram 187 112 exames a ambas asdisciplinas.

COMO É ELABORADO O RANKING

O ranking ‘CM’ do 9.º ano, elaborado pela primeira vez este ano, tem por base os dados disponibilizados pelo Ministério da Educação com as notas dos exames nacionais do 9.º ano do Ensino Básico. Foram tidos em conta os resultados dos alunos internos e autopropostos que frequentaram as aulas nas escolas. No ranking do 9.º ano estão 1304 escolas de todos os distritos do País, excepto da Região Autónoma dos Açores, onde não se realizaram provas. Na lista por distritos, a ordenação é feita pela média global mais alta, seguindo-se as médias a Língua Portuguesa e a Matemática.

AS 20 MELHORES

ESCOLA - CONCELHO - NÚMERO DE EXAMES - MÉDIA DAS NOTAS

1. Escola Inglesa de São Julião, Cascais - 34 - 4,50

2. Academia de Música Santa Cecília, Lisboa - 88 - 4,30

3. Externato N. Sra. da Penha de França, Lisboa - 38 - 4,29

4. E. S. Art. Cons. Música C. Gulbenkian, Braga - 68 - 4,25

5. Colégio Mira Rio, Lisboa - 45 - 4,24

6. Ext. Escravas Sagrado Coração Jesus, Porto - 64 - 4,23

7. Externato da Luz, Lisboa - 124 - 4,23

8. Externato Nossa Senhora da Paz, Porto - 44 - 4,20

9. Colégio Moderno, Lisboa - 258 - 4,19

10. Esc. Técnica Liceal Salesiana, Cascais - 242 - 4,18

11. Colégio dos Cedros, Vila Nova Gaia - 48 - 4,15

12. Colégio Casa Mãe, Paredes - 44 - 4,14

13. Escola Luís Madureira, Amadora - 30 - 4,13

14. Colégio Luso-Francês, Porto - 192 - 4,13

15. Colégio Rainha Santa Isabel, Coimbra - 162 - 4,12

16. Externato Apresentação de Maria, Funchal - 106 - 4,12

17. Externato As Descobertas, Lisboa - 26 - 4,12

18. Colégio São José, Coimbra - 50 - 4,10

19. Colégio Nossa Senhora de Fátima, Leiria - 108 - 4,07

20. Colégio Nossa Senhora do Rosário, Porto - 217 - 4,07

AS 20 PIORES

ESCOLA - CONCELHO - NÚMERO DE EXAMES - MÉDIA DAS NOTAS

1. E. Sec. com 3º Ciclo Poeta Ant. Aleixo, Portimão - 1 - 1,00

2. Escola Sec. com 3º Ciclo de Tavira, Tavira - 35 - 1,71

3. Escola Sec. de Montemor-o-Velho, Mont.-o-Velho - 4 - 1,75

4. E. B. dos 2º e 3º Ciclos de Miragaia, Porto - 36 - 1,97

5. Escola Sec. Júlio Dantas, Lagos - 2 - 2,00

6. Escola Sec. Tomás Cabreira, Faro - 4 - 2,00

7. Externato Fernando Pessoa, Lisboa - 14 - 2,07

8. E. B. I. de Apelação, Loures - 40 - 2,20

9. Escola Sec. Marquês de Pombal, Lisboa - 47 - 2,23

10. E. B. dos 2º e 3º Ciclos J. P. Andrade, Ponte de Sor - 102 - 2,25

11. E. B. dos 2º e 3º Ciclos de D. José I, Lisboa - 108 - 2,26

12. Escola Sec. com 3º Ciclo Vila Verde, Vila Verde - 54 - 2,30

13. E. B. I. com J. Infância Monte Caparic,  Almada - 58 - 2,31

14. E. B. dos 2º e 3º Ciclos Nadir Afonso, Chaves - 78 - 2,32

15. Escola Sec. Afonso Domingues, Lisboa - 12 - 2,33

16. E. B. dos 2º e 3º Ciclos de Gandarela, Celorico Basto - 92 - 2,34

17. Escola Sec. com 3º Ciclo de Aljustrel, Aljustrel - 59 - 2,34

18. E. B. 2º e 3º Ciclos L. Coimbra - Filho, Porto - 66 - 2,35

19. E. B. I. com J. Inf. Sophia M. Breyner, Oeiras - 51 - 2,35

20. E. B. I. de Dr. Joaquim de Barros, Oeiras - 64 - 2,36

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« Responder #20 em: Novembro 04, 2008, 11:03:16 »

Miguel, acredita que já ando aqui há muitos anos e as "ajudas" que referes acontecem tanto no público como no privado. Não podemos é fazer generalizações pelo conhecimento que temos de alguns casos.

Plenamente de acordo. Os privados até cortam mais nas notas. Eu andei no liceu num privado e vi colegas meus sairem do privado e passarem de 14 para 18 numa escola pública. Fiz, muitos exames em privados e nunca vi ajudas.
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« Responder #21 em: Novembro 05, 2008, 12:29:54 »


http://terrear.blogspot.com/
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« Responder #22 em: Outubro 12, 2009, 09:23:40 »



Outubro 12, 2009
Aí Está Uma Nova Leva De  Rankings
Posted by Paulo Guinote under 2009, Rankings
[19] Comments


Continuo a achar que são uma ferramenta importante, tanto mais importante quanto se contextualizarem as realidades escolares, em especial no topo e base da lista.

Privados continuam a dominar o ranking do secundário, mas é uma pública que está à frente
O Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, volta aos lugares cimeiros do ranking do ensino secundário feito com base nos resultados dos exames nacionais de 11.º e 12.º ano.

Com 14 provas feitas e uma média de 15,81 valores, lidera a lista, sendo a única escola pública entre as 21 melhor classificadas. Mas nesta escola artística não só foram muitos poucos os alunos sujeitos a exame, como também, das oito provas cujos resultados são contabilizados para o ranking elaborado pelo PÚBLICO, só realizaram um, o de Matemática. Ou seja, os colégios privados continuam a dominar o ranking do secundário.

Para encontrar outra pública é preciso chegar à 22.ª posição, o lugar que ocupa a básica e secundária Pe. António Morais da Fonseca, em Murtosa, onde apenas foram realizadas 18 provas e a média foi de 13,39 valores, na escala de 0 a 20. Uma ascensão fulgurante, já que em 2008 a escola estava mais perto do fim da lista do que do seu topo. Em 604 escolas, era a 540 do ranking.

Segue-se, na listagem deste ano, a secundária Aurélia de Sousa, no Porto, com 499 provas efectuadas e uma média de 13,32. No ano passado, com uma média de 12,7, ficou em 46º lugar.

Em segundo lugar está a Escola Básica da Comunidade Islâmica de Palmela, com 15,03 de média a 15 provas – todas de Economia A/Introdução à Economia. Mas escola privada com mais de 50 exames realizados é o Colégio Luso-Francês, no Porto, com 14,87 de média e 319 provas realizadas, um repetente nestes lugares. (Bárbara Wong e Clara Viana)
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« Responder #23 em: Outubro 12, 2009, 09:32:38 »



Os rankings nacionais, ei-los que chegam: escolas públicas varridas dos 20 primeiros lugares


 
Tenho pelos rankings nacionais alguma desconfiança. Apresentar listas graduadas de escolas públicas e privadas com base apenas nos resultados dos exames nacionais parece-me pobre até porque há escolas que aparecem no Top Ten que levaram a exame apenas uma dúzia de alunos. E há escolas  fora do Top Ten que levaram a exame centenas de alunos.O blogue Aventar publica um gráfico que mostra o decréscimo  da presença das escolas públicas nos lugares cimeiros dos rankings entre 2001 e 2009. O decréscimo acentuou-se entre 2005 e 2009. No Ranking de 2009, divulgado hoje pelo Público, só há uma escola pública nos primeiros vinte lugares: o Conservatório de Música Gulbenkian de Braga. Mas este escola só teve 14 alunos a fazer exames nacionais pelo que os resultados têm pouco significado. No Ranking de 2009, divulgado hoje pelo JN, não há uma única escola pública nos primeiros vinte lugares. E, em primeiro lugar, surge a Escola Islâmica de Palmela.

Eis a herança de quatro anos e meio de Maria de Lurdes Rodrigues. É uma herança partilhada com José Sócrates. Mas o Povo parece gostar. Quer mais? Pois que tenha mais!

•O Ranking do JN
http://jn.sapo.pt/infos/ranking2009.pdf

•O Ranking no Público
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404820&idCanal=74
 
Publicada por Ramiro Marques
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« Responder #24 em: Outubro 12, 2009, 09:34:27 »



Ranking do Ensino Secundário, ou de outro nível… Público vs Privados


 
Começaram a sair os habituais rankings, hoje o do JN (as 25 mais) e o do Público (de que só encontrei a notícia endereçada no post abaixo), mas ainda falta o do Expresso, o da SIC e mais os de mais jornais (privados), que acicatam muita gente, sobretudo quem trabalha (coitado) e quem tem os filhos (coitados) no Público.
Nunca entendi esta coisa dos rankings e nem sequer vou falar em questões técnicas, por não as dominar o suficiente, mas o mesmo se passará com quem os faz, presumo, e tentarei sublinhar algumas incoerências.


1. Se lermos a notícia do Público e tivermos à mão a listas das 25 mais, do JN, não dá a cara com a careta, que é o mesmo que dizer que não há coincidência;
2. Quando saírem os rankings já referidos, vamos constatar que nenhum deles é coincidente;
3. Se a memória não for curta e nos reportarmos a anos anteriores, o mesmo já aconteceu.
E a primeira questão é: como podem os mesmos números dar resultados diferentes, se os critérios são(?) os mesmos?


Se analisarmos os rankings de ano para ano, constata-se que as mesmas escolas sobem e descem, não 1 ou 2 lugares, mas às vezes dezenas e até centenas.
1. Se efectivamente há escolas melhores do que outras, estas melhores escolas não deveriam ser (quase) sempre as mesmas?;
2. Se nessas escolas as condições não variam e os critérios se mantêm, o que justifica esta “dança das cadeiras”, não só no mesmo ano, mas ano para ano?
E a segunda questão é: os rankings provam alguma coisa de cientificamente aceitável?


Se a memória continuar a funcionar, lembrar-nos-emos que todos os anos o título de qualquer ranking publicado, em qualquer dos jornais (privados) é mais ou menos os deste ano: “Privados continuam a dominar o ranking do secundário, mas é uma pública que está à frente”, este no Público e “Escola islâmica no topo das melhores escolas secundárias portuguesas - Continuam a ser os estabelecimentos de ensino privado a dominar” este no JN.
1. O que ressalta à primeira vista é que isto afinal não tem nada de rankings, mas de ringues, entre a Escola Pública e a Escola Privada;
2. O que se constata de imediato, é que neste combate as armas nem sequer são as mesmas e ganha sempre o mais forte(?).
E a terceira questão é: quem e o que se ganha com estes rankings, em que se vislumbra por detrás os mesmo (d)efeitos das sondagens eleitorais?


Concluindo, se a análise fosse tão exaustiva quanto deveria ser, entrando-se com todas as variáveis e com todas as correcções exigidas, provar-se-ia que a matemática dos números não é exacta, como não são exactos os vários rankings dos vários promotores (privados) dos mesmos, por serem diferentes.
E a quarta questão é: porque não fazem as nossas Universidades Públicas e os nossos académicos do Público estes rankings?


Esperemos pelos próximos rankings, para se confirmar a previsão/confusão apontada.
Publicada por Miguel Loureiro
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« Responder #25 em: Outubro 13, 2009, 08:49:35 »



Rankings de escolas: e assim se promove o ensino privado...



No dia em que são divulgados mais uns rankings de escolas, a FENPROF reafirma a sua forte contestação à elaboração destas listas, que considera redutoras, injustas e perversas. A FENPROF repudia ainda a forma despudorada como por esta via se procura promover o ensino privado, colocando em causa, irresponsavelmente, o muito e bom trabalho que se faz na escola pública.

É inaceitável falar das "melhores" e das "piores" escolas, tendo apenas em conta os resultados dos alunos em exames nacionais. Não é possível avaliar uma escola a partir de uma única variável - ignorando o contexto em que se insere, os alunos que a frequentam, os recursos de que dispõe e os projectos que realiza. Também não é legítimo comparar escolas cujas realidades educativas são diferentes - escolas privadas que seleccionam criteriosamente os seus alunos (alunos esses que pretendem, na sua quase totalidade, prosseguir estudos e estão por isso altamente motivados para obter bons resultados) com escolas públicas, frequentadas por grupos heterogéneos de alunos, com diversas condições sócio-económicas e culturais e com motivações muito diferentes.

A FENPROF lamenta ainda que os rankings de escolas tenham sido introduzidos em Portugal numa altura em que outros países desistiam deles, por considerarem os seus efeitos negativos para o sistema de ensino. No Reino Unido, por exemplo, esta prática foi abandonada na Escócia, no País de Gales e na Irlanda do Norte, subsistindo apenas em Inglaterra, onde, neste preciso momento, decorre uma forte campanha contra a sua manutenção. Nesta campanha estão envolvidas várias entidades, nomeadamente os sindicatos dos professores e os directores das escolas. Recorda-se que na República da Irlanda foi o Supremo Tribunal que não permitiu a divulgação destes dados, por a considerar contrária ao interesse nacional.

Por cá, vamos assistindo, ano após ano, a este simulacro de avaliação das escolas, num jogo com regras viciadas, em que a principal mensagem veiculada é que em Portugal as melhores escolas são as privadas. Assim se põe levianamente em causa todo o trabalho que professores e alunos desenvolvem quotidianamente na escola pública.

Até quando e em nome de quê, ou de quem?!

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« Responder #26 em: Outubro 14, 2009, 03:52:06 »



Outubro 13, 2009
Pedido De Contributos, Opiniões, Sugestões E Etecetras
Posted by Paulo Guinote under Educação, Ideias, Rankings, Sugestões
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A menos que se dê algum imprevisto não previsto e certamente imprevisível, amanhã vou à SICN, pelo final da manhã, opinar no Opinião Pública sobre esta coisa dos rankings. Ainda não fiz a barba, mas cortei o cabelo há coisa de um mês, tentarei não assustar as audiências.

Como se sabe sou um moderado apreciador-crítico dos rankings, aquela espécie de híbrido que leva cacetada no lombo dos dois lados da barricada.

Por isso mesmo gostaria de recolher algumas ideias para o evento.

Quem quiser dar uma moedinha para o peditório, fica com a caixa de comentários à disposição. Casos particulares curiosos ou divertidos podem ser enviados para guinote2@gmail.com.
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« Responder #27 em: Outubro 14, 2009, 03:12:32 »



Outubro 14, 2009
Evidências
Posted by Paulo Guinote under Evidências, Rankings
[25] Comments


Melhor pública de 2008 cai com mudanças de professores

Directora da Secundária Infanta D. Maria, de Coimbra, explica porque considera que público e privado não são comparáveis. Representante do particular defende os méritos do sector, que também tem “muitos alunos carenciados”

Este ano lectivo, a escola secundária Infanta D. Maria, de Coimbra – a melhor pública no ranking das escolas do DN em 2008 e que passou para quinta estatal – já viu partir para a reforma, em muitos casos antecipada, 42 dos 100 professores que ajudaram a torná-la num caso de sucesso no País.

As contas são de Rosário Gama, directora, e ajudam a explicar o motivo para esta professora considerar que elaborar um ranking em que se combinam os sectores público e privado – com grande vantagem deste último – é “tentar comparar o incomparável”, dada a diferença de realidades.

“Nós tínhamos um dos corpos docentes mais velhos de Coimbra, e eram esses professores antigos que integravam os que chegavam”, explica a líder da escola que, ainda assim, manteve um quinto lugar no sector estatal nas contas do DN. “Dos 100 professores que começaram este ano, 42 são novos. Dos três professores de Português que tínhamos saíram dois. Do grupo de História não ficou nenhum”, conta.
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« Responder #28 em: Outubro 14, 2009, 03:39:40 »



Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
Escola dirigida pelo Presidente do Conselho de Escolas desceu do 297º (em 608 escolas) para 339º (em 604 escolas). O Reitor destapou o véu que encobre os "resultados" da ADD


 
O Reitor, editor do blogue EducacaoSa gosta de tirar o véu que tapa a realidade das escolas mais adesivadas do país. De entre elas, o Reitor gosta particularmente de andar atrás da escola dirigida por Álvaro Santos, o eterno Presidente do Conselho de Escolas. Repare no que o Reitor descobriu.



1. "Quis encontrar provas que permitam verificar se ao fim do ciclo de 2 anos de ADD, é possível verem-se melhorias nos resultados escolares das escolas cujos PCEs mais adesivamente o aplicaram.



Para isso nada como ver que posição ocupou no ranking a exemplar unidade de gestão dirigida pelo sr. Presidente do Conselho das Escolas.

A norma impõe que as buscas numa lista ordenada se iniciem pelo princípio.

A deferência também me impediu de começar a procurar a Escola Sec. Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, unidade de gestão superiormente dirigida pelo ilustre Álvaro Santos, Presidente do Conselho das Escolas e adesivo-mor das políticas do ME, pelo fim da lista.



2. Como estava a dizer... passei a primeira página e nada. Na 2ª página nada... na terceira idem.. à 7ª página já desesperava e resolvi recomeçar ...pelo fim.

Lá estava ela no ... 339º lugar entre 604 escolas e unidades de gestão, com uma média de 10,48.

Um bocadito desonroso, pensei eu.

Para ver quais os efeitos da avaliação dos professores nos resultados escolares dos alunos, fui ver em que lugar ficou esta unidade no ano passado e no mesmo ranking.



3. Surpreeeeesa: ficou em 297º lugar entre 608 escolas, com uma média de 10,69. Melhor que em 2009.

Numa Valteriana lógica, pode-se concluir que, na unidade de gestão do sr. Presidente do Conselho de Escolas, o processo de avaliação dos professores não permitiu melhorar os resultados escolares, antes pelo contrário piorou-os.

Não precisa de agradecer..."

Foto daqui

Para saber mais

•Rankings de escolas. No Correntes
http://correntes.blogs.sapo.pt/434236.html
 
•Avaliação docente, rankings e adesivagem. No Umbigo
http://educar.wordpress.com/2009/10/13/avaliacao-docente-adesivagem-e-rankings-um-sorriso/

•Rankings: outras leituras. No Fliscorno
http://fliscorno.blogspot.com/2009/10/rankings-outras-leituras.html
 
•Restolhos do ranking. No Outro Olhar
http://olhardomiguel.wordpress.com/2009/10/13/restolhos-do-%E2%80%9Cranking%E2%80%9D/


Publicada por Ramiro Marques em
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« Responder #29 em: Outubro 14, 2009, 03:42:22 »



Outubro 13, 2009

Anda todo o mundo excitado com a publicação dos rankings


A publicitação dos resultados dos exames nacionais do 12º e do 9º ano, utilizados pela comunicação social para satisfazer os apóstolos da livre escolha da escola (ao elaborarem classificações mais ou menos descuidadas das alegadamente “boas” e “más” escolas), é sempre um acontecimento anual.

Depois da “silly season”, só mesmo a “ramkings season” para animar as redacções de jornais, rádios e televisões.

O curioso é que também os professores são tomados por essa estranha febre, sempre ansiosos por descobrir se a escola em que trabalham (ou a escola dos filhos) é a melhor da paróquia.

Talvez porque essa loucura dos rankings continue a atormentar mesmo os que se declaram seus fervorosos combatentes, parece-me útil deixar uma pequena reflexão, a partir de um excerto de um livro que já citei no blogue. Trata-se da obra «Em Busca da Boa Escola – Instituições eficazes e sucesso educativo», de Jorge Ávila de Lima e foi editado pela Fundação Manuel Leão em 2008.

Quando a pesquisa sobre a eficácia da escola afirma que as escolas fazem a diferença, o que tem sido capaz de demonstrar é que elas variam na sua capacidade de fazer com que os alunos adquiram fragmentos de conhecimento e normas de comportamento típicas de uma determinada forma de sociedade. Por esta razão, diversos comentadores têm conotado o movimento das escolas eficazes com as tendências conservadoras e neo-liberais que têm ganho forte influência no mundo da política educativa contemporânea.

A este respeito, Laval (2003, p. 60) estabelece uma distinção útil entre a missão da educação na época humanista e na época neo-liberal. Segundo o autor, a educação humanista visava o desenvolvimento de todas as faculdades intelectuais, morais e físicas dos alunos: tinha por finalidade a emancipação intelectual das pessoas e por referência o ideal de um ser humano integral para quem o trabalho não constituísse ocupação exclusiva nem o sentido essencial da vida.

Na época neo-liberal, pelo contrário, a educação tende a resumir-se à formação das pessoas que integrarão a população “activa”, reduzindo a existência do ser humano à mera aplicação de conhecimentos operacionais no exercício de uma ocupação especializada ou de uma actividade considerada socialmente útil. A eficácia da escola não tem o mesmo significado, consoante nos situemos num ou noutro destes modelos antagónicos. Por isso, optar por uma definição de eficácia implica tomar uma posição de fundo sobre que escola queremos e, mais profundamente, sobre que modelo de sociedade preferimos.

Os desacordos existentes entre os investigadores da eficácia da escola e os seus críticos não representam, pois, divergências sobre simples factos, mas antes um confronto entre concepções distintas sobre a natureza e as finalidades da educação escolar (Elliot, 1996) e, mais globalmente, sobre que princípios essenciais devem presidir à organização da vida social. Os valores subjacentes ao trabalho de Edmonds (1979) e de Rutter et aI. (1979), não obstante a sua preocupação com a desigualdade entre os alunos, são a ordem, a uniformidade, a adesão às regras e a hierarquia (por exemplo, a importância de liderança hierárquica) (Perrone, 1989). Dito de outro modo, subjacente aos resultados da pesquisa sobre a eficácia da escola existe um conjunto de valores que parece constituir “uma ideologia de controlo social”, uma “estrutura de controlo coercivo” que deixa pouco espaço para o exercício do pensamento autónomo dos alunos durante o processo de aprendizagem (Elliot, 1996, p. 207), que nunca fez parte das preocupações dos investigadores desta área.

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Filed under escola de elites, escola de massas, neo-liberalismo, privatização, qualidade
Tags: eficácia da escola, rankings

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