| CDS exige suspensão da avaliação de professores e alterações ao modelo actual |
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| Escrito por Administrator | |||||
| 20-Fev-2008 | |||||
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O CDS-PP exigiu hoje a suspensão do processo de avaliação dos professores, defendendo o seu início apenas no ano lectivo de 2008/2009 e a introdução de alterações ao modelo actual.
O CDS-PP defende igualmente que "a reunião final com o professor deixe de ser obrigatória", passando apenas a ser "um direito" do docente, caso discorde da avaliação que está a ser atribuída. Os democratas-cristãos reiteram também a eliminação do critério de avaliação relacionado com as notas que os professores atribuem aos alunos. "Os critérios devem centrar-se essencialmente na assiduidade, pontualidade, actualização pedagógica e formação do professor", sublinhou Diogo Feio. Por último, o CDS-PP defende a instituição de um regime de exames nacionais. Na conferência de imprensa, Diogo Feio voltou também a fazer duras críticas ao primeiro-ministro, José Sócrates, e à ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerando que o processo de avaliação dos professores que o executivo socialista quer instituir é "um embuste". "É um embuste dizer que a avaliação proposta é baseada no mérito", sublinhou, acusando José Sócrates de, em matéria de Educação, estar apenas preocupado com a "estatística". "Seria importante terminar com a barafunda que agora existe", insistiu o líder parlamentar do CDS-PP, reiterando a necessidade de se instituir "um modelo diferente de avaliação" daquele que foi apresentado pelo Governo. Um modelo em que, acrescentou Diogo Feio, exista "mais justiça" e se premeie mais o mérito. O repto do CDS-PP para o Governo suspender o processo de avaliação dos professores surge depois do primeiro-ministro ter voltado a garantir na segunda-feira à noite que não terminará o seu mandato sem o instituir, alegando que ele reforçará a justiça e premiará o mérito. "Claro que as reformas, com as mudanças das rotinas, provocam sempre alguma reacção. Mas não temos tempo a perder", disse José Sócrates, em entrevista à SIC e ao Expresso, assegurando, no entanto, que "o Governo dará o tempo necessário às escolas para fazerem as avaliações" neste ano lectivo. "Estamos disponíveis para dar tempo e meios às escolas, mas é para fazer agora", afirmou, considerando que "o pior sistema é quando não existe nenhum sistema de avaliação". Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1320174&idCanal=23
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