A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) propôs hoje que as crianças passem a ter três professores para áreas distintas logo no 1º ciclo do ensino básico, o que corresponde a recomendações feitas pelo Conselho Nacional de Educação.
“A Confap defende que no 1º ciclo, logo a partir do seu 1º ano, deverá ter um professor de línguas, outro de matemática e outro de expressões, como a musical ou artística”, defendeu à agência Lusa o presidente da Confederação, Albino Almeida.
Um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) divulgado ontem recomenda a fusão dos 1º e 2º ciclos do ensino básico (antigos escola primária e ciclo preparatório) para acabar com “transições bruscas”, com apenas um professor, progressivamente apoiado por outros docentes em pelo menos duas áreas.
Segundo o estudo “A Educação das crianças dos 0 aos 12 anos”, este ciclo de seis anos “visaria neutralizar as transições bruscas identificadas ao nível da relação dos alunos com o espaço-escola, as áreas e os tempos de organização do trabalho curricular, a afiliação dos professores, o seu papel de aluno e com o desenvolvimento gradual das competências esperadas”.
“O estudo indicia uma docência coadjuvada. A Confap concorda totalmente com os princípios do estudo, mas é preciso saber como isso vai ser aplicado e temos uma ideia própria sobre o assunto: a introdução de mais de um professor logo a partir do 1º ano do 1º ciclo”, acrescentou Albino Almeida.
Defendida passagem das creches para o sistema de ensino
Para a Confap o estudo aponta ainda para a integração das creches (zero aos 3 anos) no sistema educativo, deixando de pertencer ao sistema da segurança social, uma ideia que a organização defendeu pela primeira vez há dois meses.
O responsável da confederação considerou ainda que o estudo do Conselho Nacional da Educação “poderá culminar em mais uma grande reforma educativa”.
Os autores do estudo do CNE reconhecem que o modelo “ideal, mais interessante e mais flexível” para os 1º e 2º ciclos estaria assente em “equipas multidisciplinares”, lideradas por professores “especialmente vocacionados” para iniciar as crianças no domínio das literacias e professores mais orientados para o conhecimento disciplinar, embora ainda integrado.
“Este modelo permitiria articular a exigência da competência disciplinar face ao crescente desenvolvimento do conhecimento sem relegar para um plano secundário a importância do vínculo pedagógico, da relação de pessoalidade e do conhecimento interpessoal que a actual organização do ensino desestabiliza com a entrada do aluno no 2º ciclo do ensino básico”, lê-se no documento.
Isto porque, analisando a situação actual, os autores constatam que existe um “contraste violento e repentino entre o regime de monodocência do 1º ciclo e o regime de pluridocência do 2º, “contraste que é acentuado e intensificado pelas diferentes lógicas organizativas que estruturam o trabalho escolar”.
Quanto à passagem das creches para o sistema de ensino, acho que é uma das medidas que mais virá a beneficiar o sistema de ensino português, pois as crianças teâm direito de ser acompanhadas por profissionais qualificados desde bem pequenos. Além disso, os educadores de infância a trabalahar nas creches têm direito, como qualquer ouro colega a ter o seu tempo de serviço contado. E o que acontece neste momento acaba por ser ridículo: é obrigatório ter um educador por sala de creche, mas o tempo de servoço não é contabilizado.
Quanto ao aumento do número de professores no primeiro ciclo, acho errado; estamos a lutar para a "não violência" na mudança do 1º para o 2º ciclo e estamos a fazê-lo com crianças bem mais pequenas. Não nos podemos esquecer que na realidade nacional ainda existem crianças que entram para o prineiro ciclo sem ter frequentado o pré-escolar; vamos apresentar-lhes 3 professores de uma só vez? E mesmo que o tenham frequentado vamos antecipar o choque de que ...
cincinati
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Alice para onde vais tu?
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2008-07-21 15:39:53
Mas já foi feita uma avaliação cientifica, rigorosa ao modelo de monodocência?
Quer trazer para o 1º ciclo os problemas do regime pluridisciplinar? - O saber repartido, em vez do saber integrado de um modo coerente e de forma que a criança de facto o possa assimilar?
Mas alô? This is Portugal, this Alice is Wonderland, Up is Down and right is left. Professor de linguas???, porque não fazemos como o Moçambique e aderimos logo à Commonwealth uma coisa temos garantida os empregos de faxineiros na merry old england.
Porreiro pá!
PS. Vejo uma benefecio nessa medida contudo sempre são três a suportar a investida dos papás e mamãs.
zeluso
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2008-07-22 17:12:56
A interdisciplinaridad
e, uma das características do 1º Ciclo é um exemplo a seguir pelos outros ciclos.
A monodocência do 1º ciclo ( + os docentes das expressões) permite à criança aprender, ao passo que no 2º ciclo cada professor procura que a sua disciplina seja aprendida. Como tal descura-se a interdisciplinaridad
e e outros aspectos metodológicos muito importantes, na aprendizagem da criança. Sabendo nós,profissionais da educação, que o êxito de muitos projectos do 1º ciclo derivam das suas metodologias inter-activas, não vamos agora destruir o que resta de bom e enveredar por algo que já mostrou que está errado - que é o de haver um professor por disciplina no 1º ciclo.
As associações crediveis de pais e os encarregados de educação devem -se preocupar, neste momento, com a forma como estão a ser geridas e aplicadas as actividades de enriquecimento curricular.
carmindo silva
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Foto do d. Albino
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2008-08-25 20:02:04
Desculpem
mais eu acho que já era tempo de tirar a foto deste senhor da nossa página.
Abraço
isabelpires
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2008-10-18 19:54:58
Acho que às vezes os Pais não sabem o que querem!!!!!!
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