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Fenprof pede demissão da ministra e apela a greve de cem por cento dos docentes PDF Imprimir e-mail
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Escrito por Administrator   
28-Nov-2008
Paralisação na quarta-feira A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) pediu hoje a demissão da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e apelou a uma greve dos docentes "a cem por cento" na próxima quarta-feira. "Se a ministra não tem capacidade, coragem e vontade política para avançar para outro modelo de avaliação, a Fenprof assume aquilo que há muito os professores reivindicam: que se demita", afirmou o secretário-geral, Mário Nogueira.

O sindicalista falou aos jornalistas no final da reunião com a ministra e com o secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, marcada para discutir o processo de avaliação de desempenho. Segundo Mário Nogueira, que classificou o encontro como "surrealista", o interesse das escolas deixou de ser uma prioridade para a titular da pasta de educação: "Confirmámos que a opção da ministra em fazer vingar o seu modelo passa por cima do interesse das escolas, dos professores, dos alunos e leva-a a considerar que quem não está com o seu modelo está de má fé".

A ministra da Educação "acusou hoje a Fenprof de estar de má fé por não estar com o seu modelo. É inaceitável esta postura do Ministério da Educação", acrescentou Mário Nogueira. Por estes motivos, a Fenprof apelou hoje a uma união dos docentes na próxima quarta-feira: "No dia 3 temos de dar uma resposta em que 100 por cento dos professores têm de fazer greve, todos os professores preocupados com o funcionamento das escolas e com as aprendizagens dos alunos".

Mário Nogueira também comentou as declarações feitas hoje pelo secretário de Estado Jorge Pedreira sobre a obrigatoriedade de cumprir as leis e os reflexos que o seu não cumprimento poderá ter. "As leis existem para ser cumpridas. Não há nenhuma classe, por mais importante que seja a sua qualificação e a sua função, que possa eximir-se ao cumprimento da lei", afirmou, negando que 350 escolas tenham recusado fazer avaliação.

"Não nos passa pela cabeça que aqueles que são responsáveis por assegurar este direito não cumpram a lei", disse ainda o governante, salientando que os professores que não queiram ser avaliados são prejudicados imediatamente "porque estão a deitar fora dois anos de tempo de serviço para efeitos de progressão de concurso". Para Mário Nogueira, "não há leis eternas": "Quando são inadequadas e provocam instabilidade os governantes têm de as substituir", defendeu o sindicalista hoje à saída da reunião no ministério.

Simplificação não chega

Sobre a avaliação dos presidentes dos conselhos executivos pelos directores regionais de educação com base no modelo da administração pública, o sindicalista considerou que esta é "uma tentativa de governamentalizar a gestão das escolas". O Governo está a receber hoje os sindicatos de professores para discutir o processo de avaliação de desempenho. A tutela queria negociar as medidas de simplificação, mas para os professores, em cima da mesa, está apenas a suspensão do modelo.

Segundo o projecto de decreto-regulamentar divulgado pelo Ministério da Educação (ME), a avaliação da componente científico-pedagógica passa a ter carácter voluntário. Assim, a observação de pelo menos duas aulas só será obrigatória se o professor avaliado quiser aceder às duas classificações mais elevadas. Por outro lado, deixa de ser considerado o parâmetro relativo aos resultados escolares dos alunos e à redução das taxas de abandono escolar.

Os professores, sempre que requeiram, poderão ser avaliados por professores da mesma área disciplinar, podendo neste caso estes docentes ser requisitados a outros estabelecimentos de ensino. O ME abriu a possibilidade do pagamento de horas extraordinárias para concretizar esta medida. Em relação às fichas de avaliação e auto-avaliação, é apenas exigida a classificação e avaliação dos parâmetros, sendo dispensado o preenchimento dos itens e sub-parâmetros.

Outra das medidas de simplificação anunciadas prende-se com a dispensa, em caso de acordo, das reuniões entre avaliador e avaliado, designadamente para discutir os objectivos individuais e a atribuição da classificação final. Apesar destas medidas, os sindicatos de professores insistem que o processo de avaliação de desempenho deve ser suspenso, caso contrário mantêm as acções de luta agendadas: greve nacional (3 Dezembro), greves regionais (9 a 12), vigília de 48 horas à porta do ministério (4 e 5) e uma greve na semana das reuniões de lançamento das notas dos alunos (a partir de dia 15).

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351581

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Luciana da Costa - É o Brasil!!!   | Registered | 2008-11-30 13:19:06
:shock: Em qq setor e segmento de trabalho, em sua maioria as instituições privadas obviamente, há uma análise periódica dos funcionários. Porém, isso ocorre mediante toda uma estrutura de funcionamento. Ou seja, o empregador dá subsídios aos funcionários para trabalharem conforme as exigências. No caso da educação brasileira, nós professores, somos cobrados e taxados como culpados de muitos problemas referentes a falta de uma organização exemplar, de um investimento efetivo na educação como os recursos financeiros, de uma política assistencialista que que promove uma acomodação das famílias e as insentam das responsabilidades de educarem os seus próprios filhos. Como querer avaliar os profissionais da educação dessa forma?!!! Em minha opinião, essa avaliação só serve para o governo se eximir da culpa de uma má educação acadêmica por conta dos baixos investimentos na mesma. Colocar a culpa em quem?!! Claro que é no professor né!!!!!
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