| Ministra da Educação mantém processo de avaliação |
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| Escrito por Administrator | |||||
| 19-Nov-2008 | |||||
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A FENPROF e a Ministra da Educação não chegaram a acordo. Para os sindicatos sem fim do modelo de avaliação, não há nada para negociar; para a Ministra, o processo não vai parar. "A teimosia desta Ministra em manter este modelo está a piorar as condições em que se ensina e em que se aprende nas escolas", declarou Mário Nogueira, à saída da reunião."O país e os professores entendem a suspensão este modelo. É a única solução se o Governo se preocupa com o Estado da educação em Portugal", afirmou o porta-voz da Fenprof. "Suspenda-se o modelo e no dia seguinte estaremos aqui, ou mesmo no próprio dia, para discutir uma nova aplicação. Mas os professores e sindicatos não abdicam da suspensão", concluiu. Continua braço de ferro entre sindicatos e Ministério Mário Nogueira afirmara, esta manhã, "estaremos na reunião o tempo que a Srª Ministra quiser. Para nós a questão é tão simples quanto esta: o ponto de partida para que a reunião demore mais algum tempo é que Maria de Lurdes Rodrigues aceite a suspensão da aplicação deste modelo de avaliação". "Se não for isso a acontecer, não faz sentido continuar a reunião, porque não é o que os professores querem", adiantou. Segundo o porta-voz da maior plataforma sindical, a única base de entendimento entre Ministério da Educação e professores é "a suspensão da avaliação". Segundo Mário Nogueira, os sindicatos estão disponíveis, "para após suspenso o modelo, para tentar encontrar outra solução de avaliação, num quadro de um estatuto de carreira docente, em que acabe de uma vez por todas a diferenciação entre professores e professores titulares", disse. O sindicalista diz-se optimista, face ao número crescente de escolas que têm anunciado a suspensão do processo de avaliação, e considera que a Ministra deve estar atenta a esse descontentamento. Greve de professores pode atrasar lançamento de notas Em declarações aos jornalistas, Mário Nogueira comentou, terça-feira, as afirmações do primeiro-ministro, que referiu que os professores não têm o direito a violar a lei, referindo-se a uma eventual greve dos docentes na semana das reuniões de avaliação do primeiro período. "Não sei onde é que o senhor primeiro-ministro ouviu dizer que os professores não iriam atribuir notas. Se houver greve na semana das avaliações, a greve não será por tempo indeterminado", afirmou. Já segunda-feira, o porta-voz da Plataforma Sindical de Professores tinha garantido que os alunos não ficariam sem as avaliações do primeiro período, podendo apenas ter conhecimento das notas mais tarde do que é habitual. Confrontado pelos jornalistas com a ameaça de haver professores que se recusem a publicar as avaliações dos seus alunos como forma de protesto contra o sistema de avaliação, o primeiro-ministro, José Sócrates, advertiu que "ninguém tem o direito de violar a lei". Com Lusa
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| Actualizado em ( 19-Nov-2008 ) | |||||
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