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Novo ano trará nova avaliação docente PDF Imprimir e-mail
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Escrito por Administrator   
14-Set-2009

 Os actuais Estatuto da Carreira Docente e modelo de avaliação só se manterão no próximo ano lectivo se o PS renovar a maioria absoluta - é essa a convicção dos professores face às promessas eleitorais da actual Oposição.

A maioria das escolas do país começa hoje o ano escolar (as escolas, recorde-se, podem fazê-lo até amanhã). Desta vez, a expectativa dos docentes em torno do início de ano lectivo coincide com a "esperança" de que o novo ciclo trará inevitáveis mudanças decorrentes dos resultados nas eleições legislativas de dia 27. Os dirigentes sindicais ou de movimentos estão convictos da mudança dos dois diplomas que de forma mais polémica marcaram a legislatura. A revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), nomeadamente da divisão da carreira, ou do modelo de avaliação constam de todos os programas dos actuais partidos da Oposição. E os docentes, garantem, vão cobrar o cumprimento dessas promessas. Ou voltam às ruas.

Além da revisão dos diplomas mais contestados e que motivaram as manifestações e greves com adesões históricas, os docentes apontam desde já urgência na mexida de outras matérias pelo próximo Executivo: concursos de professores, Educação Especial, gestão escolar e revisão curricular estão no topo da lista.

Durante o debate televisivo com Manuela Ferreira Leite, José Sócrates frisou que se vencer as eleições, o novo governo será composto por novos ministros. O primeiro-ministro esclareceu, dessa forma, a continuidade de Maria de Lurdes Rodrigues à frente da Educação. Para os docentes a afirmação não passou de mera "confirmação".

Ouvidos pelo JN, os líderes da Fenprof, FNE, do movimento PRomova e da Associações Nacional de Professores (ANP) defenderam em sintonia que "mais importante do que a mudança da ministra é a das políticas".

"Ministro novo com políticas velhas não me tranquiliza nada", comentou Ilídio Trindade, do movimento de docentes.

Os quatro, aliás, foram muito prudentes quanto às expectativas de um ano lectivo mais tranquilo do que os anteriores, apesar das promessas eleitorais. "Esperar para ver", repetiam ao JN. Até porque, como esclareceu o dirigente da ANP, "mais importante do que dizer que se vai mudar é clarificar como se pensa fazê-lo. Os partidos deviam dizer, em concreto, quem deve avaliar, para que servirá essa avaliação e o que se fará com ela", defendeu João Grancho.

"Mal comece a próxima legislatura", os professores esperam a correcção de muitas medidas, frisou o secretário-geral da Fenprof.

Nenhum quis falar em vitória mas congratulam-se por a Educação estar no centro do debate político. "Valeu a pena, com certeza" a contestação, sintetizou João Dias da Silva, da FNE. Mário Nogueira, esclarece: "se o próximo Governo mantiver as políticas voltamos à rua".

in: http://jn.sapo.pt/multimedia/video.aspx?content_id=1360983

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