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Professores concentram-se no Marquês PDF Imprimir e-mail
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Escrito por Administrator   
08-Mar-2008
Trânsito interrompido na zona de partida da “Marcha da Indignação”

Dezenas de professores estão na Praça do Marquês de Pombal para a manifestação contra as políticas do Ministério da Educação. O trânsito já foi interrompido nos acessos à Praça e à Avenida da Liberdade. Depois do grande desafio esperado para esta tarde, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues estará na SIC, no Jornal da Noite, às 20h00.

Vários autocarros transportando professores para o protesto começaram a chegar ao Marquês de Pombal pelas 12h20.

Ao fundo do Parque Eduardo VII estão apenas dois agentes da PSP, enviados para o local às 10h00 horas para acompanharem a chegada dos professores, oriundos de todo o país.

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, deverá enfrentar hoje o maior protesto de professores de sempre, depois de duas semanas em que, um pouco por todo o país, milhares de docentes se manifestaram e disseram "basta" às políticas educativas do governo socialista, nomeadamente ao modelo de avaliação dos docentes.

Os manifestantes vão concentrar-se na Praça Marquês de Pombal, em Lisboa, pelas 15h00, e desfilar em direcção ao Terreiro do Paço, o que implicará o corte da circulação automóvel.

Três professoras do Porto foram as primeiras a chegar hoje, de autocarro, ao Marquês de Pombal.

Emília Soares, 55 anos, Joana Magalhães, 27, e Maria José Barros, 54, são professoras do 1 ciclo e disseram à Agência Lusa que muitos outros autocarros partiram do Porto rumo a Lisboa para este protesto.

As três professoras disseram à Lusa que o principal motivo que as levou a participar na chamada "Marcha da Indignação" tem a ver com o modelo de avaliação de desempenho dos professores elaborado pelo governo, mas também com a carga horária a que estão sujeitas devido à introdução nas escolas das actividades de enriquecimento extra-curricular.

"Trabalhar até às 17h30 não é verdade, porque levamos tudo para corrigir em casa", disse à Lusa Emília Soares.

Joana Magalhães, por seu lado, queixou-se de que, quando os professores das actividades extra-curriculares faltam, tem de os substituir, fora do seu horário, e sem que lhe paguem as horas.

As professoras apresentam-se nesta marcha vestidas de preto e com faixas brancas onde se lê, a negro, "Assim não se pode ser professor".

Sobre o modelo de avaliação de desempenho, rejeitaram a ideia de que os professores não querem ser avaliados: "Sempre fomos (avaliados), só que com tanta papelada e tanta burocracia, não faz sentido algum, estamos a perder tempo que devia ser para os alunos", disse indignada Emília Soares.

fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/especiais/professores+em+luta/20080308_Professores+concentram-se+no+Marques.htm

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